Foto: acervo particular
Redação ENEM I
Foto: acervo particular
Dia Mundial da Felicidade
Ei, você aí, me dá um dinheiro aí...
Foi bom pra você?

Novos dias
E fiquem com estes versos singelos de Ivan Barreto:
Novos dias
Insufla-me outra vez
A vida,
Tira-me do barro, ó Senhor!
Em meu coração promove
Novos dias,
Rega em botão esta flor.
Seja outra vez fértil meu peito,
Nele faz brotar o amor.
Encontro
Linguagem politicamente correta

O trabalho Linguagem politicamente correta de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://vozativa2.blogspot.com.br/.
Ética e Direitos na www
A grande vantagem da produção virtual online tem sido a facilidade de se lançar mão de informações, imagens e softwares para a produção de novos conteúdos; é na prática a transformação de informações em conhecimento. Porém, não podemos, por conta disso, usar material protegido por direitos autorais como se nosso fosse. É preciso que se tenha o mínimo de ética e respeito com a questão dos direitos autorais. Há pessoas que copiam produções de terceiros sem nem ao menos citar o autor e a fonte.
Por outro lado, a Lei de Direitos Autorais brasileira é muito rígida nesse sentido. Por exemplo, legalmente, um professor não poderia reproduzir em sala de aula a música de Rita Lee, “Amor e sexo”, mesmo que para fins didáticos, não comerciais, para estudar figuras de linguagem possivelmente, sem a permissão da autora ou o recolhimento de direitos. E nós sabemos que muita gente faz isso, e sem se dar conta de que está incorrendo em algum crime.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Há de se encontrar um meio termo que coíba a pirataria digital e o plágio, mas sem engessar a criatividade e a liberdade de expressão.
...
Olha um trecho da letra de “Amor e sexo”:
(...)
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Lindo né!
(PS: em apoio à Lei este post não terá imagens ou video, mas poderia...)
Sobre fazer poesia
Muito já se falou sobre a arte ou o dom de fazer poesia. A arte de escrever versos atrai a atenção de críticos, admiradores e dos próprios poetas desde a Antiguidade. O que se tem dito sobre ela é também muito poético. Vamos ver algumas preciosidades:
...
“Os poemas são pássaros que chegam
Não se sebe de onde e pousam
No livro que lês.” (Mário Quintana)
...
“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”(Fernando Pessoa, português)
...
“O poeta é um motor de alta freqüência espiritual, é quem da vida a quem não a tem; cada palavra, cada frase adquire em sua garganta uma vida própria e nova, e vai aninhar-se palpitante de calor na alma do leitor”. (Vicente Huidobro, chileno)
...
“A este ofício me obrigam as dores alheias,
As lágrimas, os lenços acenando na chegada,
As promessas em meio ao outono ou ao fogo,
Os beijos do reencontro, os beijos de adeus,
Tudo me obriga a trabalhar com as palavras,
Com o sangue.”(Juán Gelman, argentino)
...
“Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos”. (Carlos Drummond)
...
“Elabora o poema como
a fruta elabora os gomos,
a fruta elabora o suco,
a fruta elabora a casca,
elabora a cor e sobretudo
elabora a semente.” (Mauro Mota)
...
“Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
Mal rompe a manhã.” (Carlos Drummond)
...
Enfim, poesia é arte, é ofício, é paixão!
Bom fim de semana!
Coração menino!

Levei meu coração para tomar banho de sol. Ver algo além das grades frias cerceadoras a que se acostumara. Dava gosto de ver tanta alegria! Parecia criança quando desce para o play.
Ao ver-se na luz, naquele espaço infinito, junto a seus pares, correu, pulou, acelerou, fez amizades, brincou com tudo e com todos. Por algumas horas até se esqueceria da sua condição de detento.
Como criança, divertiu-se sem cerimônia. Brincou com brinquedos que não lhe pertenciam, provou nacos do lanche dos coleguinhas, balançou, caiu, levantou, lambuzou-se. Enfim, ali foi criança enquanto pode.
Mas, aquela alegria tinha hora certa para acabar. Na hora de voltar para casa, quem disse que ele se conformava! Todos os amiguinhos já haviam se recolhido, exceto um coração de menina que também insistia em ficar. Aquele coração menino, que experimentava o dom de voar, via então as grades do tempo se fecharem sobre si.
Caía a noite, seu tempo expirava. Foi de cortar coração ter que conduzi-lo de volta.
Ah, coração... me perdoa!?
Um estranho no paraiso
Para quem vai pela estrada (Rio-Santos), que serpenteia entre o mar e as montanhas, é possível apreciar lindas enseadas, muitas ilhas e pequenas praias paradisíacas. Infelizmente, nem tudo nesta visão do paraíso agrada aos olhos mais atentos.
Mais ou menos pela metade da viagem, no município de Angra dos Reis, o turista depara-se com uma imagem desagradável e contrastante com aquela beleza toda. Logo depois do perímetro urbano de Angra, à esquerda de quem segue para o sul, é possível ver também, bem próximo à estrada, as instalações da Usina Nuclear de Angra I. Um ovo de serpente no ninho do pássaro.
É inacreditável que mesmo depois de tantos exemplos trágicos no uso de material radioativo pelo mundo, o Brasil ainda insista nos projetos das usinas nucleares para a produção de energia elétrica. Nós sabemos que as pesquisas com radioisótopos são importantes para a industria e para a medicina, mas para a produção de energia elétrica a matriz energética brasileira oferece várias outras alternativas. Os projetos voltados para a energia solar e energia eólica, por exemplo, são viáveis e nosso potencial hidroelétrico é indiscutível. Porque então insistir em energia nuclear, cujo projeto se arrasta capengando há mais de 25 anos, a um custo altíssimo e um benefício questionável? Aliás, enquanto o Brasil pretende ainda implantar outras usinas além de Angra III, que ainda nem foi concluída, a Alemanha planeja desativar as suas num prazo de 11 anos.
O mundo recua diante do potencial nefasto da energia nuclear, porque nós devemos ir em frente? Será que não vale aprender com os erros dos outros...
Fonteprópria
Esteja pronto

Protesto

Não é muito do meu feitio falar de política, mas vou arriscar o meu bigode.
A classe de políticos, militantes e simpatizantes adora alardear por aí as vantagens de uma democracia. É democracia pra lá, é democracia pra cá. Principalmente em época de eleições. Mas, todos sabemos que democracia plena é mera utopia. Ou você ainda acredita no chavão “o povo no poder”?
Uma das grandes conquista da democracia é sem dúvida o direito de voto. Mas, aqui prá nós, por trás do escudo de “voto secreto”, há muito tempo eu voto nulo. Teremos segundo turno. Não siga este mau exemplo!
Mas qualquer dia desse eu voto, quero exercer esse direito. Como um direito!
No dia em que eu não for mais obrigado a votar, gastarei uma parcela do meu precioso tempo pensando em quem mereceria meu voto;
Quando eu não mais for obrigado a assistir campanha política na minha TV, no horário nobre, e ainda pagar a conta, procurarei na mídia disponível os projetos de cada candidato e escolherei o que melhor se adequar à vocação política da minha cidade, estado ou país, e que tenha “ficha limpa”;
Quando nós não tivermos que pagar salários exorbitantes a políticos que votam um salário de miséria para professores e médicos e matam de fome o trabalhador com um salário mííííínimo, terei prazer de ir às urnas votar em alguém que se preocupe mais com a distribuição de renda;
Quando eu não for mais obrigado a aceitar analfabeto no poder, por conta de coligações, quociente eleitoral, ou outro artifício qualquer, escolherei um candidato que não me queira fazer de palhaço, nem seja um;
Quando eu não mais for obrigado a apertar o cinto enquanto eles se refestelam com meu dinheiro, elegerei um que administre melhor a arrecadação do país;
Quando eu não mais for obrigado a ir às urnas aos domingos, nas minhas horas de lazer, pensarei, durante a semana, no compromisso sério que é votar;
Quando os princípios democráticos não forem apenas bandeiras políticas de época de eleição, mas sim levados a sério, terei a satisfação de escolher um representante pra lutar pelos meus direitos.
Enquanto isso, só me resta protestar.
Quem fala o que quer ouve o que não quer. Proteste!
Certezas e incertezas
Eleições:
Para pensar
O direito de voto é um ato muito importante; é a manifestação da vontade do cidadão em uma democracia. Vote consciente.
"Enquanto numerosos homens reunidos se consideram como um corpo único, sua vontade também é única e se relaciona com a comum conservação e o bem-estar geral. Todas as molas do Estado são então vigorosas e simples, suas sentenças são claras e luminosas; não há interesses embaraçados, contraditórios; o bem comum mostra-se por toda parte com evidência e apenas demanda bom senso para ser percebido. A paz, a união, a igualdade são inimigas das sutilezas políticas. Os homens retos e simples são difíceis de enganar, justamente em virtude de sua simplicidade; os engodos, os pretextos refinados, não se impõem a eles, que, de resto, não são assaz sutis para serem tolos." ( Rousseau - A vontade geral é indestrutível. Do Contrato Social).
Turismo solitário
Por outro lado, se você estiver viajando sozinho e de repente bater aquela vontade de não ficarmais sozinho é fácil se envolver com pessoas. Por exemplo, você pode se encaixar em passeios guiados; aí os contatos são inevitáveis. Ou ainda buscar contatos através do seu site de relacionamentos; essa “espécie” se encontra em qualquer lugar do mundo. O fato é que passear sozinho, por opção, pode ser legal!
(Ih, isso aquí tá parecendo agência de turismo!)
Felicidade I
Aqui vai a primeira parte:
A tal fórmula, caso já existisse, provavelmente não seria uma pílula, uma droga ou beberagem qualquer. Não! Isto já se tentou e o resultado nós sabemos que não foi “legal”. Pelo menos por muito tempo! Contudo se a tal descoberta estivesse em fase de testes eu seria cobaia com o maior prazer e certamente o mais feliz dos seres humanos.
Talvez a dificuldade esteja justamente aí nestas duas palavrinhas: “ser humano”. É da natureza humana ser falho, insatisfeito, insaciável, mortal, e, ainda, querer ser racional quando a questão é sentimental. Ele nunca está satisfeito, e parece estar sempre buscando a felicidade onde ela não se encontra. Detalhe, esse objeto de desejo não tem residência fixa. Na infância pode ser encontrada com maior facilidade, mas com o passar dos anos ela muda muito de endereço e, na maioria das vezes, o que a gente busca pode estar tão perto, tão fácil. As coisas poderiam ser bem mais simples se a gente percebesse isto! Mas não adianta! Cada um de nós tem que encontrar seu próprio equilíbrio sua própria fórmula.
O ser humano é mesmo complicado; é humano demais, exclusivo. A fórmula da felicidade teria que ser então de uso pessoal e intransferível, ou seja, uma receita para cada indivíduo. Já pensou! O que me faria feliz, não obrigatoriamente, faria os outros felizes. Há quem diga que o dinheiro teria esse poder (o faz-me rir), mas não creio que a solução seja tão simples assim.
Enquanto não se descobre essa fórmula maravilhosa vamos continuar buscando. Não a fórmula, mas a felicidade. E como não há mal que sempre dure, nem bem nunca se acabe, a felicidade parece ser uma equilibrada dosagem destas duas coisas. Temos que procurar sempre curtir as coisas boas da vida procurando não supervalorizar as agruras, inerentes a nossa efêmera, frágil e mortal existência.
.o0o.
Quando a folia acaba...
Eu sei que dificilmente alguém vai se lembrar de atualizar o blog durante o carnaval, muito menos visitar blogs que normalmente acompanha. Mas, fazer o que? Estou aqui à toa, vou escrever alguma coisa.A imprensa e os meios de comunicação em geral, creio que não só no Brasil, mas no mundo inteiro, costumam ser muito sazonais. Quer dizer, durante as olimpíadas, só falam em olimpíadas; durante a Copa, só da copa; no final do ano, o assunto é só Natal e Reveillon, não é isso mesmo?
Durante o Carnaval, portanto, não poderia ser diferente. Só se fala em Carnaval. É como se fosse um período de trégua: a paz reina nos morros, a Bolsa fecha em alta, ninguém morre, ninguém nasce... É o Paraíso na terra. Só festa. Escolas de samba, blocos pra lá, blocos prá cá, fantasias e as alegorias todas! Até eu to aqui, falando de quê? Carnaval!
Na verdade, com isso quero falar um pouco do pós-carnaval. Quando a folia acaba – cessa a trégua. É uma visão meio dantesca, mas, é como se abrissem as portas do inferno. Todos os monstros da sociedade botam seus blocos na rua. É só aí, depois dos cinco (ou mais) dias de folia e brincadeiras que nós vamos descobrir que os índices de violência durante o “feriadão” foram alarmantes, que os temporais deixaram milhares de desabrigados, que os hospitais de emergência viveram o maior caos pela falta de material e pessoal para o atendimento, que o preço dos combustíveis aumentou, que as mensalidades escolares dispararam, que a lista de material cresceu, que por causa da Reforma Ortográfica terei que comprar mais livros e, ah chega!
Enfim, é só depois de tirar a máscara de felicidade que a gente vai ver o drama da realidade. A gente percebe que o governo aproveitou a distração dos foliões para aplicar medidas nada populares; aprovar leis, decretos, aumentos e cortes de orçamento. Nossa mesa a esta altura estará coberta de contas para pagar: IPVA, IPTU, Seguro, matrícula, material escolar, etc. O cartão, estourado! É uma mesa fantasiada de “deixa-que-eu-pago”. Todo começo de ano é assim.
Sinceramente, espero que vocês deixem para ler este texto quando voltarem da folia, não é nada estimulante lê-lo antes. Mas é a realidade. Adiantaria eu lhe dizer para ser moderado? Não teria graça. O bom da vida é sonhar! Só que este negócio de que sonhar não custa nada é só poesia. Não é bem assim.
Porém quem quer se divertir não está nem aí pra realidade; “o amanhã eu resolvo amanhã”. Não é assim que a grande maioria pensa? Pois é, toca o trio elétrico que eu já estou em cima.
Cuide-se! Depois do Carnaval você me conta.
O negocio é beijar na boca!
O desafio de escrever
Para muitos escritores, a pior parte da experiência de escrever é exatamente o início. Aquele momento em que você acomoda-se no lugar mais sossegado da casa, empunhando uma caneta e uma folha de papel em branco, ou em frente a uma tela de computador vazia querendo te devorar antes que as primeiras palavras ilustrem o nada.
A constatação é terrível! “Não tenho nada para escrever!” “Será que não há algo que eu possa contar neste momento que possa interessar ao leitor!”
Nesta hora sua auto-crítica é maior que você. Não adianta, ela é maior que sua vontade de escrever. É o temível bloqueio da escrita.
Outra coisa, se as idéias vierem fora de ordem, não se preocupe. Anote-as. Depois de editado o texto, o leitor não vai perceber que o parágrafo final foi o primeiro a ser escrito.
Blogueiro também tem seus dias de bloqueio.
Tenha um bom final de semana, com boas idéias.
Culto à violencia

Um cidadão ensinando o filho e uma sobrinha (se não estou enganada), a roubar, segundo o que ouvi , pois não assisti a nenhuma das mil vezes que o vídeo foi mostrado, ele ensinava a roubar com uma arma e uma boneca, e o detalhe mais importante: os alunos são duas crianças.
A cena é chocante eu concordo, mas o que não entendo é o destaque dado ao caso, o tal sujeito ficou famoso... tem muita gente por ai que rala, namora famoso, mostra calcinha e não consegue tanto espaço na mídia como essa pessoa conseguiu.
Eu não me surpreenderia se ele tivesse feito o tal vídeo com o intuito de aparecer mesmo.
Aqui nas emissoras de tv locais tem uns programas que fazem o maior sucesso : Barra Pesada, só para citar um , e o título já diz tudo, o sangue só falta escorrer pela tela... quanto mais cenas chamadas "fortes", leia-se sangue, cadáveres, vitimas de bala perdida, desgraça , com toda uma carga de dramaticidade, num verdadeiro circo de horrores, mais ibope tem o programa. Detalhe importante , são exibidos na hora do almoço.
E não vou longe não, a minha mãe uma senhora de 75 anos, só deixou de assistir , porque nós os filhos , ficamos dizendo que ela ia morrer do coração, medimos a pressão dela antes e depois do programa e ao constatar que a pressão ficava alterada não teve mais argumentos, pois a mesma dizia que assistia para ficar sabendo o que a bandidagem anda fazendo... e não dando ibope para malandro. Não me surpreenderia se soubesse que ela assiste escondido.
Por que estou falando isso?
Sei que a violência existe, já fui vítima dela , mais de uma vez, mas não sou a favor de dar ibope para bandido, principalmente aula de bandidagem em horário nobre... tanta coisa interessante para se ver... só que boas ações não dão ibope.
E você é do tipo que adora ver uma desgraça, o sangue jorrar?
Ou como eu passa batido para esse tipo de jornalismo?
Opine!































