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quinta-feira, abril 2

Redação ENEM I

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Segundo o Ministério da Educação, em 2014, apenas 200 candidatos ao ENEM, menos de 1% do total, conseguiram nota 1000 na redação, enquanto, mais de 500 mil tiraram nota zero. Nos dois anos anteriores os resultados não foram muito diferentes. Em suma, o desempenho dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio em redação tem sido sofrível.  O que significa dizer que o aluno não está adquirindo as competências preconizadas pelo MEC e sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Isto porque, o problema não reside apenas na questão da produção textual. Para começo de conversa, redigir uma dissertação não é tarefa fácil, principalmente para o aluno do Ensino Médio. Escrever um texto dissertativo-argumentativo pressupõe pelo menos duas competências importantes que precedem, em muito, o ato de escrever.
A primeira delas reside na ideia de que ninguém escreve sobre o que não conhece, assim como não fala do que não sabe. Ou seja, se o candidato não adquiriu os conhecimentos necessários, principalmente referente à sociedade em que vive e às questões contemporâneas que a afetam, embora saibamos que o tema só é conhecido na hora H, não se aproximará do assunto a ponto de defendê-lo com argumentos consistentes. O aluno não construiu os conhecimentos de mundo, enciclopédico, interacional e contextual necessários.
A outra competência consiste no princípio de que para que se possa argumentar sobre qualquer assunto, ou seja, defendê-lo sob um determinado ponto de vista, é necessário que se tenha opinião formada sobre ele. Neste ponto o aluno carece da leitura proficiente, da capacidade de análise crítica do texto e da aproximação com os fatos sociais, que deveriam ter sido promovidos durante a educação básica para desenvolver a competência discursiva. Portanto, não basta ter à mão uma “receitinha de bolo” para se escrever uma boa redação.  
Primeiro, precisamos formar o cidadão crítico, consciente das suas habilidades e responsabilidades, imerso nas suas questões sociais e políticas, ou seja, a competência comunicativa plena, depois se fala de competência textual, que é apenas um dos aspectos.

Foto: acervo particular
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sexta-feira, março 20

Dia Mundial da Felicidade

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Ah! Felicidade!?

É possível ser feliz tendo que sobreviver comendo o pão com o suor do seu rosto, enquanto “outros” comem lagostas e caviar também com o suor do "seu" rosto? É possível ser feliz sabendo que se você for picado por um reles mosquito pode morrer porque a Saúde não funciona? É possível ser feliz vendo seus filhos irem diariamente a uma Escola que finge que ensina enquanto eles comemoram a aprovação? É possível ser feliz engaiolado dentro da própria casa enquanto o bandido está à solta? É possível ser feliz percebendo que seu país é rico, tem um potencial enorme, mas que os recursos se perdem pelo caminho até serem aplicados em benefício do contribuinte? É possível ser feliz sabendo que o Brasil tem ótimas ideias, muitos bons projetos de interesse coletivo, mas que são preteridos em benefício de outros interesses?

Por fim, é possível ser feliz assistindo a tudo isso sem poder fazer nada efetivamente, a não ser votar e protestar? Ou pior, é possível ser feliz vendo que nem isso o povo sabe fazer: votar e protestar?

Só nos resta acreditar que sim, é possível, porque a Felicidade reside, em grande parte, nisto: acreditar! Todo dia é dia de ser feliz!


PS: O Dia Mundial da Felicidade foi criado pela ONU, em Junho de 2012.

Abraços,

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segunda-feira, fevereiro 16

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí...

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Para alguns o carnaval é apenas um dia de feriado, terça-feira, o merecido descanso.  Para outros, a maior festa popular do Brasil, estende-se, na verdade, de sexta a quarta-feira de cinzas. Já para uma meia dúzia de “folgados”, o feriadão pode ir muito além disso. Independentemente da folga de cada um, o que a maioria concorda é que o Carnaval é um período de total alienação.

Todas as teorias e convicções filosóficas caem por terra. Divertir-se é o que interessa, o resto... você sabe. Da total alienação fazem parte a economia doméstica, os empreendimentos, a preocupação com a falta d’água, tudo fica esquecido, até a leitura (ninguém vai ler isso). Enfim, tudo que não seja folia entra em um estado de hibernação. É como se o folião colocasse tudo em um saco jogasse no freezer e saísse para os três ou seis dias de folia e brincadeira, como diz a marchinha.

Na volta, feliz, porém cansado, arrebentado (seu cartão também), é que ele vai atinar para a insanidade que cometeu. Seu cachorro, se não comeu os jornais que o entregador jogou no jardim, morreu de fome, coitado! Houve apagão e o pouco que havia na geladeira, no freezer também, estragou, nem água gelada tem; todas as tarifas de serviços aumentaram; todas as contas, todos os impostos chegaram direitinho, aliás, o entregador de jornal e o carteiro, fantasiados de políticos, saíram no mesmo bloco, o bloco da traíra.

Não quero ser desmancha prazer (ou será que já fui), mas o bloco do Governo não dorme, e também "brinca". A portas fechadas, fantasiados de dragão da inflação, de carrasco, de mendigo ou de coletor de impostos, eles jogam spray de espuma nos seus olhos pra que você não veja nada e vão cantado aquela outra marchinha “ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!”

Pois é, você é que não viu!
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quarta-feira, dezembro 31

Foi bom pra você?

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Keywords: sunset, dusk, sky, landscape, scenic, lake, marshes

Ouve-se por aí que “2014 foi foda”! Mas peraí. Isso não quer dizer que tenha sido um orgasmo. Isso não! É apenas maneira de dizer. Essa gíria é polivalente, pode inclusive significar o contrário.

Na verdade, há também quem diga que 2014 foi o ano que não existiu. Foi péssimo para aqueles que investiram muito em áreas de risco; igualmente ruim para quem acreditou no sucesso da Copa, para os que acreditaram cegamente no PT, e para a nossa Saúde não foi nada bom.

Mas, como há sempre alguém que se da bem com a desgraça dos outros, o ano que finda foi ótimo para os corruptos, afinal, foi um ano de muitas obras. E obra, todos nós sabemos, é uma ferida aberta para a sangria dos cofres públicos. As CPI não deixam dúvidas quanto a isto. A coisa foi de tal modo esquisita, que nós já nos damos por felizes se gozarmos de saúde e paz e não formos citados nos tais processos.

Que possamos ter essas dádivas. E que, com elas, o salariozinho de R$ 788,06 possa fazer milagres! Ah! Só mais uma coisinha: mais poesia em nossas vidas não faria mal.
Um Feliz Ano Novo para todos! 

Foto: free photo - Yinan Chen
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quarta-feira, dezembro 24

Novos dias

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O verdadeiro espírito do Natal é na verdade um estado de espírito. É a alegria de amar, de doar-se, de presentear, de dar a mão, enfim, é a satisfação de esquecer um pouco de si mesmo e olhar para o outro, seja para dar um presente, ofertar uma ceia, perdoar ou pedir perdão. Algumas vezes, até colocar-se no lugar do outro de verdade. A contrapartida será a grande graça de ser amado. Natal é também tempo de reflexão, de buscar novos dias.
Feliz Natal para todos os visitantes do Voz.

E fiquem com estes versos singelos de Ivan Barreto:

Novos dias

Insufla-me outra vez 
A vida,
Tira-me do barro, ó Senhor!
Em meu coração promove
Novos dias,
Rega em botão esta flor.
Seja outra vez fértil meu peito,
Nele faz brotar o amor.
(In Primícias - A. I. Barreto. VirtualBooks, 2013)

freephoto
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domingo, junho 2

Encontro

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Encontrar comigo
 
Às vezes, me dá uma gana
De experimentar a diegese de meus
Próprios poemas!
Anseio dar  de cara comigo mesmo
Questionar minhas idiossincrasias,
Viver, ou reviver, aquela narrativa
Que acabo de redigir
Que sei ser ficcional
Mas que é a minha “realidade”,
Embora um tanto diegética,
É lá onde nos encontramos,
Múltiplos e únicos,
Afinal.
  (Tony)

 


PS: Poema não se explica, mas vou explicar o que é diegese. A diegese é a realidade própria da narrativa. O tempo e o espaço diegético são o tempo e o espaço que existem dentro da trama, com suas particularidades determinadas pelo autor.
 
Encontrem-se, e tenham uma boa semana!
 
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terça-feira, abril 2

Linguagem politicamente correta

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A linguagem é, por natureza, discriminatória. É com ela que comunicamos nossas necessidades, nossas impressões e nossas diferenças principalmente. E para isto identificamos e damos nomes às coisas, às sensações e às ações. Literalmente, discriminamos cada ser por sua beleza, por seu cheiro, sua cor, forma, intensidade, e com base em suas características mais peculiares lhes atribuímos um nome. Não podemos, portanto, estabelecer um rol de palavras proibidas sem o prejuízo da linguagem e consequentemente da cultura. O bem ou o mal de um ato de comunicação não está na palavra, mas na intencionalidade do ato comunicativo e em todas as circunstâncias que cercam o momento da fala, inclusive o grau de envolvimento e formalidade entre os interlocutores.
 
Nenhum discurso pode ser julgado fora do seu contexto.
 Sorria, você está sendo gravado!
¨mind your words¨
Licença Creative Commons
O trabalho Linguagem politicamente correta de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://vozativa2.blogspot.com.br/.
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quinta-feira, janeiro 19

Ética e Direitos na www

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Recentemente, pipocaram nos noticiários e nas redes de relacionamento comentários sobre o protesto promovido pela Wikipedia, que ficou fora do ar por 24 horas, contra leis de proteção de conteúdos digitais on-line. O protesto foi exatamente contra a Stop Online Piracy Act (SOPA), projeto de lei tramitando no Senado norte-americano que pretende acabar com conteúdos ilegais na Internet.
A grande vantagem da produção virtual online tem sido a facilidade de se lançar mão de informações, imagens e softwares para a produção de novos conteúdos; é na prática a transformação de informações em conhecimento. Porém, não podemos, por conta disso, usar material protegido por direitos autorais como se nosso fosse. É preciso que se tenha o mínimo de ética e respeito com a questão dos direitos autorais. Há pessoas que copiam produções de terceiros sem nem ao menos citar o autor e a fonte.
Por outro lado, a Lei de Direitos Autorais brasileira é muito rígida nesse sentido. Por exemplo, legalmente, um professor não poderia reproduzir em sala de aula a música de Rita Lee, “Amor e sexo”, mesmo que para fins didáticos, não comerciais, para estudar figuras de linguagem possivelmente, sem a permissão da autora ou o recolhimento de direitos. E nós sabemos que muita gente faz isso, e sem se dar conta de que está incorrendo em algum crime.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Há de se encontrar um meio termo que coíba a pirataria digital e o plágio, mas sem engessar a criatividade e a liberdade de expressão.
...
Olha um trecho da letra de “Amor e sexo”:
(...)

Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...



(...)

Lindo né!
(PS: em apoio à Lei este post não terá imagens ou video, mas poderia...)

Bom fimdesemana!
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sexta-feira, outubro 7

Sobre fazer poesia

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Foto: Luigi Masella - "A alegria de escrever"



Muito já se falou sobre a arte ou o dom de fazer poesia. A arte de escrever versos atrai a atenção de críticos, admiradores e dos próprios poetas desde a Antiguidade. O que se tem dito sobre ela é também muito poético. Vamos ver algumas preciosidades:
...
“Os poemas são pássaros que chegam
Não se sebe de onde e pousam
No livro que lês.” (Mário Quintana)
...
“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”(Fernando Pessoa, português)
...
“O poeta é um motor de alta freqüência espiritual, é quem da vida a quem não a tem; cada palavra, cada frase adquire em sua garganta uma vida própria e nova, e vai aninhar-se palpitante de calor na alma do leitor”. (Vicente Huidobro, chileno)
...
“A este ofício me obrigam as dores alheias,
As lágrimas, os lenços acenando na chegada,
As promessas em meio ao outono ou ao fogo,
Os beijos do reencontro, os beijos de adeus,
Tudo me obriga a trabalhar com as palavras,
Com o sangue.”(Juán Gelman, argentino)
...
“Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos”. (Carlos Drummond)
...
“Elabora o poema como
a fruta elabora os gomos,
a fruta elabora o suco,
a fruta elabora a casca,
elabora a cor e sobretudo
elabora a semente.” (Mauro Mota)
...
“Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
Mal rompe a manhã.” (Carlos Drummond)
...
Enfim, poesia é arte, é ofício, é paixão!

Bom fim de semana!
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quarta-feira, julho 20

Coração menino!

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Levei meu coração para tomar banho de sol. Ver algo além das grades frias cerceadoras a que se acostumara. Dava gosto de ver tanta alegria! Parecia criança quando desce para o play.


Ao ver-se na luz, naquele espaço infinito, junto a seus pares, correu, pulou, acelerou, fez amizades, brincou com tudo e com todos. Por algumas horas até se esqueceria da sua condição de detento.


Como criança, divertiu-se sem cerimônia. Brincou com brinquedos que não lhe pertenciam, provou nacos do lanche dos coleguinhas, balançou, caiu, levantou, lambuzou-se. Enfim, ali foi criança enquanto pode.


Mas, aquela alegria tinha hora certa para acabar. Na hora de voltar para casa, quem disse que ele se conformava! Todos os amiguinhos já haviam se recolhido, exceto um coração de menina que também insistia em ficar. Aquele coração menino, que experimentava o dom de voar, via então as grades do tempo se fecharem sobre si.


Caía a noite, seu tempo expirava. Foi de cortar coração ter que conduzi-lo de volta.


Ah, coração... me perdoa!?

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sábado, julho 16

Um estranho no paraiso

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Fonte própria



A FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, que ocorre todo ano, geralmente em julho, leva muitos cariocas ao sul do Estado do Rio. São várias as opções de deslocamento até lá. Pode-se chegar pelo ar, pois a cidade dispõe de um aeroporto para aeronaves de pequeno porte; pode-se chegar de lancha; de ônibus de linha regular ou de excursões; de automóvel; moto; há até quem se aventure a fazer os mais de 250 km de bike. A paisagem, após o perímetro urbano do Rio, é de tirar o fôlego em todo o restante do percurso. Compensa qualquer sacrifício.


Para quem vai pela estrada (Rio-Santos), que serpenteia entre o mar e as montanhas, é possível apreciar lindas enseadas, muitas ilhas e pequenas praias paradisíacas. Infelizmente, nem tudo nesta visão do paraíso agrada aos olhos mais atentos.


Mais ou menos pela metade da viagem, no município de Angra dos Reis, o turista depara-se com uma imagem desagradável e contrastante com aquela beleza toda. Logo depois do perímetro urbano de Angra, à esquerda de quem segue para o sul, é possível ver também, bem próximo à estrada, as instalações da Usina Nuclear de Angra I. Um ovo de serpente no ninho do pássaro.


É inacreditável que mesmo depois de tantos exemplos trágicos no uso de material radioativo pelo mundo, o Brasil ainda insista nos projetos das usinas nucleares para a produção de energia elétrica. Nós sabemos que as pesquisas com radioisótopos são importantes para a industria e para a medicina, mas para a produção de energia elétrica a matriz energética brasileira oferece várias outras alternativas. Os projetos voltados para a energia solar e energia eólica, por exemplo, são viáveis e nosso potencial hidroelétrico é indiscutível. Porque então insistir em energia nuclear, cujo projeto se arrasta capengando há mais de 25 anos, a um custo altíssimo e um benefício questionável? Aliás, enquanto o Brasil pretende ainda implantar outras usinas além de Angra III, que ainda nem foi concluída, a Alemanha planeja desativar as suas num prazo de 11 anos.


O mundo recua diante do potencial nefasto da energia nuclear, porque nós devemos ir em frente? Será que não vale aprender com os erros dos outros...





Fonteprópria

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quarta-feira, dezembro 22

Esteja pronto

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O período natalino, entre outras coisas, serve para nos trazer à reflexão: as vitórias, as derrotas, as perdas - materiais e humanas principalmente.
Nós temos sempre tantos projetos de vida. Queremos estudar, queremos trabalhar, casar, ter filhos, ver os filhos crescerem, viajar pelo mundo, escrever um livro. Enfim, só projetamos viver. Salvo raríssimas exceções, ninguém faz planos para o ocaso de suas vidas. Alguns fazem seguros de vida, planos de funeral, outros até deixam coroa de flores pagas, mas não é o normal.
Excentricidades à parte, o que queremos mesmo é viver! Com toda violência, poluição, aquecimento global e apesar de todas as previsões escatológicas nós gostamos desse mundinho. De forma que ninguém põe em sua agenda para o ano seguinte qualquer compromisso com o quarto cavaleiro.
Então, a qualquer momento que sejamos chamados, ficará sempre algo por fazer, sempre algum projeto em andamento, palavras não ditas, sonhos; sempre um livro inacabado, ou com um epílogo improvisado.
No entanto, são os coadjuvantes dessa história, aqueles que ficam, que sofrerão a perda; que perceberão a lacuna deixada, o vazio, uma história abortada. A sensação interminável de incompletude.
Faça, desfaça, declare seu amor, reconheça seu erro, peça perdão, ame. Viva intensamente, esteja pronto!
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sábado, outubro 16

Protesto

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Não é muito do meu feitio falar de política, mas vou arriscar o meu bigode.

A classe de políticos, militantes e simpatizantes adora alardear por aí as vantagens de uma democracia. É democracia pra lá, é democracia pra cá. Principalmente em época de eleições. Mas, todos sabemos que democracia plena é mera utopia. Ou você ainda acredita no chavão “o povo no poder”?

Uma das grandes conquista da democracia é sem dúvida o direito de voto. Mas, aqui prá nós, por trás do escudo de “voto secreto”, há muito tempo eu voto nulo. Teremos segundo turno. Não siga este mau exemplo!

Alguns entendem que o voto nulo é uma forma de o cidadão expressar o seu descontentamento com o sistema vigente, outros entendem que o ato é na verdade uma manifestação de falta de cidadania. Há uma enorme controvérsia. Para a Justiça Eleitoral o voto branco ou nulo é considerado voto inválido. Na hora da contagem são simplesmente descartados. Para mim tem sido apenas um ato de protesto!

Mas qualquer dia desse eu voto, quero exercer esse direito. Como um direito!

No dia em que eu não for mais obrigado a votar, gastarei uma parcela do meu precioso tempo pensando em quem mereceria meu voto;

Quando eu não mais for obrigado a assistir campanha política na minha TV, no horário nobre, e ainda pagar a conta, procurarei na mídia disponível os projetos de cada candidato e escolherei o que melhor se adequar à vocação política da minha cidade, estado ou país, e que tenha “ficha limpa”;

Quando nós não tivermos que pagar salários exorbitantes a políticos que votam um salário de miséria para professores e médicos e matam de fome o trabalhador com um salário mííííínimo, terei prazer de ir às urnas votar em alguém que se preocupe mais com a distribuição de renda;

Quando eu não for mais obrigado a aceitar analfabeto no poder, por conta de coligações, quociente eleitoral, ou outro artifício qualquer, escolherei um candidato que não me queira fazer de palhaço, nem seja um;

Quando eu não mais for obrigado a apertar o cinto enquanto eles se refestelam com meu dinheiro, elegerei um que administre melhor a arrecadação do país;

Quando eu não mais for obrigado a ir às urnas aos domingos, nas minhas horas de lazer, pensarei, durante a semana, no compromisso sério que é votar;

Quando os princípios democráticos não forem apenas bandeiras políticas de época de eleição, mas sim levados a sério, terei a satisfação de escolher um representante pra lutar pelos meus direitos.

Enquanto isso, só me resta protestar.

Quem fala o que quer ouve o que não quer. Proteste!

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domingo, outubro 10

Certezas e incertezas

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Estava pensando como no decorrer da vida mudamos os nossos conceitos, gostos, aliás mudamos muito, e a grande maioria nem se da conta disso. O que antes parecia abominável passa a ser agradável, e algumas vezes você passa a gostar de verdade , lembro que odiava salada de verduras, folhas então, argh!, hoje sou fã de uma saladinha, como com prazer genuíno.

Na adolescência então somos muito radicais. Com o passar dos anos vamos vendo que o que antes nos revoltava, vai perdendo força, e que o que era considerado pecado grave , vira no máximo infração, que não existe verdade absoluta.

Quantas vezes nos pegamos dizendo que não faríamos alguma coisa, nem amarrada, ou nem que alguém nos pagasse... o tempo passa e lá estamos nós, como diz o ditado, pagando pelo que falamos, fazendo muito do que dizíamos que jamais em tempo algum seria feito por nós.

Portanto devemos ter muito cuidado como o nosso julgamento com relação as pessoas, amanhã pode ser a nossa vez de estar na berlinda.

Mudei muito o meu gosto por comida, cores, roupas, algumas coisas ficaram intactas, o gosto por música, continuo não gostando de alguns gêneros de que antes não gostava, o gosto pela leitura. Mas principalmente mudei o meu olhar para com as pessoas e suas diferenças, aceitar as pessoas como elas são é desafio a ser vencido, sempre.

Desejo a todos um bom feriadão, divirtam-se.
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sábado, outubro 2

Eleições:

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Fonte: sisala3.wordpress

Para pensar
A vontade geral é "sempre" correta e busca sempre o bem comum, mas não significa que as decisões do povo tenham sempre a mesma exatidão.

O direito de voto é um ato muito importante; é a manifestação da vontade do cidadão em uma democracia. Vote consciente.

"Enquanto numerosos homens reunidos se consideram como um corpo único, sua vontade também é única e se relaciona com a comum conservação e o bem-estar geral. Todas as molas do Estado são então vigorosas e simples, suas sentenças são claras e luminosas; não há interesses embaraçados, contraditórios; o bem comum mostra-se por toda parte com evidência e apenas demanda bom senso para ser percebido. A paz, a união, a igualdade são inimigas das sutilezas políticas. Os homens retos e simples são difíceis de enganar, justamente em virtude de sua simplicidade; os engodos, os pretextos refinados, não se impõem a eles, que, de resto, não são assaz sutis para serem tolos." ( Rousseau - A vontade geral é indestrutível. Do Contrato Social).


Bom domingo!

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sexta-feira, junho 18

Turismo solitário

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mytravellbackpack.com
Que viajar pelo mundo conhecendo lugares e pessoas é o sonho de muita gente, isto é ponto pacífico. Quanto a fazer isto sozinho, já pode haver algumas discordâncias. Mas, há quem sustente que o turismo solitário pode ser muito proveitoso.
Fazer turismo em grupo, aquelas excursões organizadas pela Tia Aposentada, é sempre muito divertido, fazemos muitos amigos. Mas será que você realmente aproveita como gostaria? Vai aos lugares que sonhou conhecer, aprecia aquilo que realmente lhe interessa?
Viajar sozinho não é indicado para qualquer ocasião, tampouco está obrigatoriamente ligada a baixo astral, no entanto, viajar sem ninguém para dar palpite no seu programa é muito bom quando o que você quer é curtir realmente o lugar e a viagem. E você pode ainda ter a oportunidade de conhecer a si mesmo. Saber como se comporta em situações diferentes em vôo solo.
Entre as vantagens está o fato de que você não depende de outras opiniões para decidir para onde vai ou a que horas quer ir; você faz seu programa a seu modo. E quando você quer aproveitar um evento ao máximo não tem que se preocupar que os outros estão cansados e querem voltar para o hotel. Sem contar que quando você viaja acompanhado leva parte dos problemas com você, não é mesmo!
Além da viagem em si, passar uma semana ou duas sozinho em algum lugar agradável pode ser tão enriquecedor quanto a viagem propriamente. Longe dos problemas rotineiros e com muitas horas para equacioná-los, ao voltar para casa você poderá ter vontade de dar uma repaginada na sua vida.
Por outro lado, se você estiver viajando sozinho e de repente bater aquela vontade de não ficarmais sozinho é fácil se envolver com pessoas. Por exemplo, você pode se encaixar em passeios guiados; aí os contatos são inevitáveis. Ou ainda buscar contatos através do seu site de relacionamentos; essa “espécie” se encontra em qualquer lugar do mundo. O fato é que passear sozinho, por opção, pode ser legal!
Sozinho ou acompanhado, a vida é uma viagem (não muito longa), aproveite! Ou você é daqueles que dorme a excursão inteira?

Bom final de semana e boas viagens!
(Ih, isso aquí tá parecendo agência de turismo!)
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terça-feira, junho 1

Felicidade I

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Felicidade é aproveitar cada estação!
Crédito da imagem: Walt Disney
Lendo o post anterior de Lu me deu vontade comentar o tema Felicidade. E não é que o texto ficou enorme!
Aqui vai a primeira parte:

Se eu tivesse a receita da felicidade certamente não reclamaria Patente. Disponibilizaria a fórmula on-line para que todos tivessem acesso e fossem felizes para sempre! Como nos Contos de Fadas. Porque felicidade é contagiante, quanto mais pessoas felizes a sua volta melhor é a vida em grupo. Por isso acho que a felicidade deveria ser um bem livre e abundante, igual ao ar que respiramos.
A tal fórmula, caso já existisse, provavelmente não seria uma pílula, uma droga ou beberagem qualquer. Não! Isto já se tentou e o resultado nós sabemos que não foi “legal”. Pelo menos por muito tempo! Contudo se a tal descoberta estivesse em fase de testes eu seria cobaia com o maior prazer e certamente o mais feliz dos seres humanos.
Talvez a dificuldade esteja justamente aí nestas duas palavrinhas: “ser humano”. É da natureza humana ser falho, insatisfeito, insaciável, mortal, e, ainda, querer ser racional quando a questão é sentimental. Ele nunca está satisfeito, e parece estar sempre buscando a felicidade onde ela não se encontra. Detalhe, esse objeto de desejo não tem residência fixa. Na infância pode ser encontrada com maior facilidade, mas com o passar dos anos ela muda muito de endereço e, na maioria das vezes, o que a gente busca pode estar tão perto, tão fácil. As coisas poderiam ser bem mais simples se a gente percebesse isto! Mas não adianta! Cada um de nós tem que encontrar seu próprio equilíbrio sua própria fórmula.
O ser humano é mesmo complicado; é humano demais, exclusivo. A fórmula da felicidade teria que ser então de uso pessoal e intransferível, ou seja, uma receita para cada indivíduo. Já pensou! O que me faria feliz, não obrigatoriamente, faria os outros felizes. Há quem diga que o dinheiro teria esse poder (o faz-me rir), mas não creio que a solução seja tão simples assim.
Enquanto não se descobre essa fórmula maravilhosa vamos continuar buscando. Não a fórmula, mas a felicidade. E como não há mal que sempre dure, nem bem nunca se acabe, a felicidade parece ser uma equilibrada dosagem destas duas coisas. Temos que procurar sempre curtir as coisas boas da vida procurando não supervalorizar as agruras, inerentes a nossa efêmera, frágil e mortal existência.

Felicidade é ter amigos!
Crédito da imagem: Walt Disney

“Em sua jornada reserve um tempo para apreciar a beleza dos campos e sentir o perfume das flores”

Feliz semana a todos!
.o0o.
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domingo, fevereiro 14

Quando a folia acaba...

4 comentários
 
Eu sei que dificilmente alguém vai se lembrar de atualizar o blog durante o carnaval, muito menos visitar blogs que normalmente acompanha. Mas, fazer o que? Estou aqui à toa, vou escrever alguma coisa.

A imprensa e os meios de comunicação em geral, creio que não só no Brasil, mas no mundo inteiro, costumam ser muito sazonais. Quer dizer, durante as olimpíadas, só falam em olimpíadas; durante a Copa, só da copa; no final do ano, o assunto é só Natal e Reveillon, não é isso mesmo?

Durante o Carnaval, portanto, não poderia ser diferente. Só se fala em Carnaval. É como se fosse um período de trégua: a paz reina nos morros, a Bolsa fecha em alta, ninguém morre, ninguém nasce... É o Paraíso na terra. Só festa. Escolas de samba, blocos pra lá, blocos prá cá, fantasias e as alegorias todas! Até eu to aqui, falando de quê? Carnaval!

Na verdade, com isso quero falar um pouco do pós-carnaval. Quando a folia acaba – cessa a trégua. É uma visão meio dantesca, mas, é como se abrissem as portas do inferno. Todos os monstros da sociedade botam seus blocos na rua. É só aí, depois dos cinco (ou mais) dias de folia e brincadeiras que nós vamos descobrir que os índices de violência durante o “feriadão” foram alarmantes, que os temporais deixaram milhares de desabrigados, que os hospitais de emergência viveram o maior caos pela falta de material e pessoal para o atendimento, que o preço dos combustíveis aumentou, que as mensalidades escolares dispararam, que a lista de material cresceu, que por causa da Reforma Ortográfica terei que comprar mais livros e, ah chega!

Enfim, é só depois de tirar a máscara de felicidade que a gente vai ver o drama da realidade. A gente percebe que o governo aproveitou a distração dos foliões para aplicar medidas nada populares; aprovar leis, decretos, aumentos e cortes de orçamento. Nossa mesa a esta altura estará coberta de contas para pagar: IPVA, IPTU, Seguro, matrícula, material escolar, etc. O cartão, estourado! É uma mesa fantasiada de “deixa-que-eu-pago”. Todo começo de ano é assim.

Sinceramente, espero que vocês deixem para ler este texto quando voltarem da folia, não é nada estimulante lê-lo antes. Mas é a realidade. Adiantaria eu lhe dizer para ser moderado? Não teria graça. O bom da vida é sonhar! Só que este negócio de que sonhar não custa nada é só poesia. Não é bem assim.

Porém quem quer se divertir não está nem aí pra realidade; “o amanhã eu resolvo amanhã”. Não é assim que a grande maioria pensa? Pois é, toca o trio elétrico que eu já estou em cima.

Cuide-se! Depois do Carnaval você me conta.

O negocio é beijar na boca!



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sexta-feira, agosto 14

O desafio de escrever

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Para muitos escritores, a pior parte da experiência de escrever é exatamente o início. Aquele momento em que você acomoda-se no lugar mais sossegado da casa, empunhando uma caneta e uma folha de papel em branco, ou em frente a uma tela de computador vazia querendo te devorar antes que as primeiras palavras ilustrem o nada.



A constatação é terrível! “Não tenho nada para escrever!” “Será que não há algo que eu possa contar neste momento que possa interessar ao leitor!”

Nesta hora sua auto-crítica é maior que você. Não adianta, ela é maior que sua vontade de escrever. É o temível bloqueio da escrita.

Muitos escritores famosos tiveram seus dias de bloqueio, momentos de lapsos de criatividade. Ou você acha que Shakespeare nunca encheu sua lixeira com bolotas de papel amassado? Uma grande vantagem hoje é que você não precisa ficar arremessando bolinhas de papel. No processador de texto um simples “Del” resolve. Imagine quando escrever era gravar com cinzel um bloco de granito, imprimir tabletes de argila em baixo relevo ou desenhar letras em papiro...ufa!

Se o fluxo de idéias travou, esqueça; pelo menos por algumas horas. Boas idéias não pipocam no ar quando a gente quer ou precisa. Temos que aprender a captá-las quando elas vêm à nossa mente. Carregue sempre na bolsa um bloquinho de papel e uma caneta. Quando tiver um estalo faça anotações rápidas, palavras-chave, idéias, frases que possam formar o esqueleto de um texto depois. Mais tarde, com tempo e no conforto da sua casa ou escritório tente desenvolver o texto.

Nessas horas é sempre bom lembrar que a atividade física é muito boa para ativar o processo mental (mens sana in corpore sano). Já tive muito boas idéias fazendo caminhada pela rua. Portanto fazer ginástica ou caminhar ao ar livre ajudam a pensar. Uma série de estímulos desfilam à sua frente.

Outra coisa, se as idéias vierem fora de ordem, não se preocupe. Anote-as. Depois de editado o texto, o leitor não vai perceber que o parágrafo final foi o primeiro a ser escrito.

Blogueiro também tem seus dias de bloqueio.


Tenha um bom final de semana, com boas idéias.


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quarta-feira, junho 17

Culto à violencia

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Dias atrás uma notícia ocupou as manchetes de todos os noticiários.

Um cidadão ensinando o filho e uma sobrinha (se não estou enganada), a roubar, segundo o que ouvi , pois não assisti a nenhuma das mil vezes que o vídeo foi mostrado, ele ensinava a roubar com uma arma e uma boneca, e o detalhe mais importante: os alunos são duas crianças.

A cena é chocante eu concordo, mas o que não entendo é o destaque dado ao caso, o tal sujeito ficou famoso... tem muita gente por ai que rala, namora famoso, mostra calcinha e não consegue tanto espaço na mídia como essa pessoa conseguiu.

Eu não me surpreenderia se ele tivesse feito o tal vídeo com o intuito de aparecer mesmo.

Aqui nas emissoras de tv locais tem uns programas que fazem o maior sucesso : Barra Pesada, só para citar um , e o título já diz tudo, o sangue só falta escorrer pela tela... quanto mais cenas chamadas "fortes", leia-se sangue, cadáveres, vitimas de bala perdida, desgraça , com toda uma carga de dramaticidade, num verdadeiro circo de horrores, mais ibope tem o programa. Detalhe importante , são exibidos na hora do almoço.

E não vou longe não, a minha mãe uma senhora de 75 anos, só deixou de assistir , porque nós os filhos , ficamos dizendo que ela ia morrer do coração, medimos a pressão dela antes e depois do programa e ao constatar que a pressão ficava alterada não teve mais argumentos, pois a mesma dizia que assistia para ficar sabendo o que a bandidagem anda fazendo... e não dando ibope para malandro. Não me surpreenderia se soubesse que ela assiste escondido.

Por que estou falando isso?

Sei que a violência existe, já fui vítima dela , mais de uma vez, mas não sou a favor de dar ibope para bandido, principalmente aula de bandidagem em horário nobre... tanta coisa interessante para se ver... só que boas ações não dão ibope.

E você é do tipo que adora ver uma desgraça, o sangue jorrar?

Ou como eu passa batido para esse tipo de jornalismo?


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