terça-feira, junho 17

Centenário da Migração Japonesa

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Foi em uma noite fria e de céu estrelado que o navio de origem russa Kasato Maru se aproximou do litoral de São Paulo. "Ao raiar do dia os senhores avistarão as montanhas do continente sul-americano", teria dito o comandante aos 781 japoneses que estavam a bordo,e foi assim que no dia 18 de junho, chegava ao porto de Santos os primeiros japoneses.

Ao chegarem eles viram fogos e balões e acharam que eram de boas-vindas, na realidade eram as festas juninas, a viagem durou 52 dias.

Os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil contratados para trabalhar nas lavouras de café no Estado de São Paulo. O acordo para o início da imigração havia sido firmado em 6 de novembro de 1907 entre a Companhia Imperial de Imigração Tokio-Japão e o Governo do Estado de São Paulo. Pelo contrato, os colonos japoneses deveriam ficar no País por um período de cinco anos. Antes, em 1895, os dois países já haviam assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação.


Tomi Nakagawa foi a última entre os imigrantes do Kasato Maru a falecer. Ela deixou o Japão com 1 ano e 9 meses e viveu até os 99 anos em terras brasileiras. Tomi foi uma das mulheres que mais marcaram a comunidade nikkei no Brasil. Sua importância era tamanha, que, em 1997, o imperador Akihito fez questão de conhecê-la, durante sua visita ao Brasil. Em 2004, ela recebeu o título de Cidadã Honorária do Paraná. Tomi faleceu no dia 10 de outubro de 2006.

Quem tem curiosidade em saber mais sobre o navio não pode deixar de dar uma passadinha no Museu da Imigração Japonesa, que fica no bairro da Liberdade, na capital paulista. O local dispõe de uma réplica em miniatura da embarcação, além de fotos do Kasato Maru.

No Brasil está a maior colonia japonesa fora do Japão, a grande maioria no estado de São Paulo.

No centenário da imigração japonesa no Brasil, o príncipe Naruhito, 48, primeiro na linha sucessória do trono do Japão, monarquia hereditária mais antiga do mundo, vem ao Brasil para participar das homenagens.

Eu poderia fazer vários post falando sobre esse povo que tanta influência teve na nossa cultura, nem tudo foram flores, eles foram explorados na lavouras de café, mas não quero falar disso, tem farto material disponível sobre isso na net, quero apenas homenagear esse povo que tem uma cultura fantástica e temos muito a aprender com eles.

fonte de pesquisa:jornal nippo-Brasil
Jornal a Folha de São Paulo
IG



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segunda-feira, junho 16

Aconteceu no fim de semana...

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O brasileiro Paulo Szot, 38, que venceu o Prêmio Tony de melhor ator em musical por sua atuação em "South Pacific", na Broadway, neste domingo (15), tem foto sua estampada na capa do jornal norte-americano "The New York Times" desta segunda-feira.(folha on line)

A seleção brasileira de futebol comandada pelo técnico Dunga, sofreu mais uma derrota, dessa vez para o Paraguai, por 2x0, o próximo jogo será quarta-feira em Belo Horizonte, com ninguém menos que a Argentina. Arriscam um palpite?

Já a seleção de volei masculino venceu as duas partidas que disputou com a Sérvia, uma equipe tão forte quanto a nossa e venceu as duas, confirmando assim a sua competência e seriedade que caracteriza a equipe comandada pelo técnico Bernardinho.

Foi enterrado José Clementino Bispo(Jamelão), no Rio de Janeiro, que morreu aos 95 anos. O samba e a Mangueira estão de luto.

A semana começa com muito frio no Sul e Sudeste, no Paraná os termômetros, hoje já registraram 0º, mas a sensação térmica e de pelo menos -3º, tremo só em pensar, pois aqui em Fortaleza, o sol brilha e os termômetros só sobem.

Uma semana produtiva à todos.
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sábado, junho 14

SILENCIO

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Silêncio - Estado de quem se cala. Ausência de ruído. Sossego,calma.

Vivemos num mundo muito barulhento, são carros ,buzinas, telefones que tocam sem parar, um som ligado aqui, uma criança gritando acolá, a máquina de lavar roupa, o microondas avisando que esquentou o seu leite e por ai vai....



Falo pelos cotovelos, gosto da televisão ligada, o computador idem, tocando uma música que ninguém é de ferro, e ainda escuto o canto dos pássaros o dia inteiro (um privilégio), mas tem horas, que adoro ficar quietinha, ouvindo apenas o barulho do silêncio. Você já parou para ouvir o barulho do silêncio? Pois é você pode se surpreender e gostar.

Não entendo porque a maioria das pessoas acha que temos que falar o tempo todo, se ficamos quietos , já acham que estamos tristes ou deprimidos, já repararam que criança não pode ficar quieta, que já achamos que tem alguma coisa errada? Embora quando elas estão se mexendo, mandamos ficarem quietas?Incoerente? Mas é assim mesmo que acontece.

Até as igrejas estão barulhentas.

Se você gosta de ficar quietinha(o) não se assuste, eu resolvi a maioria dos meus problemas, depois de uma sessão de silêncio, ele pode ser um bom parceiro.

E se você está se perguntando porque eu resolvi falar do silêncio? Porque tinha uma pessoa gritando alucinada com os filhos por causa de bobagens domésticas, perturbou os filhos, os vizinhos, sobrecarregou todo o seu sistema vital, quando uma simples conversa poderia ter solucionado o problema, e os filhos e vizinhos não a teriam xingado,(embora mentalmente), e ai vale a máxima de que o silencio vale ouro.

Pensem nisso.
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quinta-feira, junho 12

SANTO ANTONIO - 13 DE JUNHO

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Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.Santo Antonio é doutor da Igreja. Nasceu na cidade de Lisboa, Portugal, em 1195. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Frade franciscano, contemporâneo de São Francisco de Assis. Foi ordenado sacerdote em 1220. No mesmo ano ingressou na Ordem Franciscana, partindo logo depois para Marrocos. Acometido por uma enfermidade durante a viagem viu frustrados os seus planos de missionário no meio dos não-crentes. Foi cozinheiro e levou vida completamente obscura. Percorreu a Europa combatendo os erros doutrinários de sua época. Em 1229 partiu para Pádua, para o convento de Arcella. Morreu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.


Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.

Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.

Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:
"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.
Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".
Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

Oração dos Namorados


Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno(a) e alegre. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com a vocação sagrada para formar uma família. Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé.Assim se

ORAÇÃO - Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça). Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém.
Santo Antonio, rogai por nós.
(Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai)

fontes de pesquisa:Arte e educação
Com amor
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terça-feira, junho 10

Trem Bão, Uai!

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Eulália nunca conheceu outra paisagem a não ser aquela, da pequena cidade incrustada entre as montanhas, no interior do interior das Minas Gerais.

Nascida e criada ali, pela avó, D.Quitéria, desde que ficara órfã de pai e mãe, aos 2 anos de idade, sonhava conhecer um mundo diferente que, talvez existisse além das montanhas. Mas não via como realizar seus sonhos.

D. Quitéria, que era mulher muito religiosa, ao enviuvar renunciou aos prazeres mundanos, os poucos que tinha, e se dedicou às coisas de Deus, às coisas do padre e à educação da neta, único parente que lhe sobrara.

A menina cresceu ouvindo a avó lhe dizer que moça direita devia andar na linha, não usar roupas que marcassem as formas, manter os cabelos presos, não usar maquiagem, andar de cabeça baixa e olhos, igualmente, baixos. Tudo isso para não despertar a cobiça dos homens. — Moça cobiçada, moça perdida — assim dizia a avó.

D.Quitéria sentindo que seu tempo neste mundo estava se esgotando, tratou de arrumar marido para a neta que, afinal, iria completar 25 anos. E ninguém melhor que o Sr. Joaquim, proprietário do único armazém das redondezas, homem de posses, viúvo, pai de três filhos e que estava à procura de uma moça boa que servisse de mãe para os seus pequenos. Combinaram tudo, sem que Eulália soubesse. Marcaram a data do casamento, contrataram festa, enfeites para a igreja.

Uma semana antes do enlace, a moça foi apresentada ao noivo, mas, conforme lhe ensinara a avó, sequer levantou a cabeça para olhá-lo nos olhos.

Às vésperas das bodas, D. Quitéria achou por bem conversar com a neta sobre os deveres de uma boa esposa, mas se limitou a dizer que o marido iria procurá-la para fazer “certas coisas”, que ela tinha o dever de servi-lo, mas que se mantivesse quieta, não esboçasse nenhum movimento e nem emitisse som algum, ou o homem poderia pensar não ser ela digna de usar seu nome, tampouco de ser mãe de seus filhos.

E tudo aconteceu conforme previsto pela avó. Durante quatro anos de casamento, todos os domingos, religiosamente, às 21 horas, Joaquim se servia de Eulália. Levantava sua camisola, deitava-se sobre ela e, por exatos cinco minutos, gemia, fungava, até que se derramava dentro dela. Depois, virava pro lado e dormia, roncando como um porco.
Ela sentia nojo de tudo aquilo, mas não se queixava e nunca se rebelava, apenas cumpria sua obrigação de esposa devotada, como havia jurado ao padre.

Filhos seus não teve, seu útero se recusou, por duas vezes, a manter os frutos de todo aquele desamor. Não tendo os seus, cuidava dos filhos do marido, dele mesmo e da casa. No mais, todo santo dia ia à missa das 6 da manhã, para rezar pela alma da avó, que já tinha ido desta para uma melhor.

O tempo passou e ela, permaneceu andando, como sempre, na linha.

Às vezes se despia em frente ao espelho, soltava os cabelos, se olhava e gostava do que via, mas logo lembrava da avó dizendo que por trás de cada espelho havia um demônio escondido, para espiar as moças que se desnudavam perante ele. Cobria-se rapidamente e tratava de esquecer que ainda era jovem e bonita.

Mas, naquela noite de calor insuportável, com o homem roncando ao seu lado, sentiu uma vontade enorme de experimentar algum prazer nesta vida. Vestiu-se com sua melhor roupa, tingiu a boca com papel crepom vermelho, para lhe dar um pouco de cor, e saiu pela noite, a caminho da estação ferroviária, na esperança que alguém a encontrasse e a fizesse se sentir desejada, amada.

Era a chance que o destino gozador, irônico e manipulador, esperava para intervir em sua vida.

E foi assim que, na única hora em que resolveu se desviar da linha, um trem desgovernado a invadiu pelas costas, pela frente, virando-a de ponta-cabeça.

E toda a cidade acordou com o grito da moça:
— Nossinhora! Que trem bão por demais da conta, uai!

Foi a última noite de Eulália na vida de antes...

e a primeira noite de uma outra vida bem mais prazerosa.

Layla Lauar


Esse texto é uma homenagem a minha amiga Layla , que tem se revelado uma poeta de mão cheia, foi a grande incentivadora para que eu abrisse o Voz Ativa ,se gostaram tem muito mais noRessaca di Homi
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