segunda-feira, novembro 10

Cenas do Cotidiano

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Não costumo falar de politica e políticos, mas tem ações que precisam ser comentadas. Por várias vezes em meus comentários em blogs que falam de politica tenho dito que o que falta é vontade de fazer desse pais, cidades, um lugar melhor para se viver, que os candidatos eleitos esquecem o que prometem nas suas campanhas e mesmo assim muitos se reelegem, seja porque os cidadãos tem memória curta ou pela compra de votos, troca de favores...

Existem algumas gestões Brasil afora que são exemplares, prefeitos que conseguiram melhorar a vida dos cidadãos, ainda são poucos, mas em todas elas isso aconteceu porque o prefeito foi até os cidadãos e junto com eles fez o que era melhor para todos, muitas vezes essas ações não foram necessariamente de alto custo financeiro.

A sociedade precisa se envolver, participar ativamente, cobrar os seus direitos, pois a maioria já ouviu falar que os impostos que pagam é que financiam educação,saúde, saneamento... mas não tem noção da força que tem, e só com a mobilização da sociedade civil é que conseguiremos fazer desse pais um lugar melhor para viver.

O que me inspirou a falar sobre isso?

A prefeita da minha cidade é do PT e foi reeleita, não vou traçar um perfil da mesma e nem da sua gestão, também não estou fazendo propaganda do PT, nunca fui petista, não votei no Luis Inácio, mas o que não me impede de aplaudir ações que acho de relevância.

Pequenas ações muitas vezes trazem grandes benefícios a população, principalmente os menos favorecidos, nesse caso a ação que me chamou atenção é referente a lazer, afinal diversão é fundamental para ricos e pobres. A prefeita há algum tempo lançou uma espécie de promoção(tarifa social) nas passagens de ônibus: No último domingo de cada mês a passagem que custa R$1,60, passaria a custar R$1,00 e a meia passagem R$0,50, para que as pessoas saíssem de casa, com um custo menor. O resultado disso foi que famílias inteiras, que antes não saiam de casa, passaram a ir a praia, visitar os parentes, amigos...O sucesso foi tão grande que depois de algum tempo o que era apenas um domingo por mês, passou a ser todos os domingos.

E o que se vê aos domingos é uma movimentação que antes não existia, e aos que achavam que não daria certo, pois dependia de convênio da prefeitura com as empresas de ônibus, viram que é possível, tem quem reclame, mas o fato que essa atitude, embora populista favoreceu uma infinidade de pessoas, e tem quem ache que lazer não é importante, mas é comprovado que quem é feliz adoece menos, trabalha melhor, ganha quem sai de casa, com mais pessoas circulando, acabam comprando mais, e no final se formos fazer um balanço do que essa ação gerou, muita gente foi favorecida. Pessoalmente gostei. E vocês que me lêem o que acham ?

Uma semana produtiva a todos.
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quinta-feira, novembro 6

O Centro do Tempo

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Não gosto de colocar textos longos, pois a maioria das pessoas que visitam os blogs gostam de textos curtos, dinâmicos, há tempos queria partilhar esse texto, que acho muito interessante, espero que tenham tempo e disposição. Vale a pena.

Há um lugar em que o tempo fica parado. Pingos de chuva permanecem inertes no ar. Pêndulos de relógios estacionam no meio do seu ciclo. Cães empinam seus focinhos em uivos silenciosos. Pedestres estão congelados em ruas poeirentas, suas pernas erguidas como se amarradas por cordas. Os aromas de tâmaras, mangas, coentros, cominho estão suspensos no ar.

À medida que um viajante se aproxima deste lugar, vindo de qualquer parte, ele anda cada vez mais devagar. As batidas do coração ficam cada vez mais espaçadas, sua respiração arrefece, sua temperatura cai, seus pensamentos diminuem, até que ele atinge o centro morto e para. Pois este é o centro do tempo. A partir desse lugar, o tempo se distancia em círculos concêntricos, inerte no centro, lentamente ganhando velocidade a proporção que aumenta o diâmetro.

Quem faria uma peregrinação ao centro do tempo? Pais com seus filhos, e amantes.

E assim, no lugar onde o tempo fica parado, vêem-se pais agarrados a seus filhos, em um abraço petrificado que nunca se desfará. A linda filhinha de olhos azuis e cabelos loiros nunca parará de sorrir o sorriso que está sorrindo agora, nunca perderá esse brilho róseo de suas bochechas, nunca ficará enrugada nem cansada, nunca se ferirá, nunca desaprenderá o que seus pais lhe ensinaram, nunca pensará pensamentos que seus pais desconheçam, nunca tomará contato com o mal, nunca dirá a seus pais que não os ama, nunca deixará seu quarto com vista para o mar, nunca deixará de tocar seus pais como está tocando agora.

E, no lugar onde o tempo fica parado vêem-se amantes se beijando nas sombras dos prédios, em um abraço petrificado que nunca se desfará. O amado nunca tirará os braços de onde estão agora, nunca devolverá o bracelete de memórias, nunca viajará para longe da pessoa amada, nunca se sacrificará expondo-se a perigos, nunca deixará de mostrar seu amor, nunca sentirá ciúme, nunca se apaixonará por outra pessoa, nunca perderá a paixão que existe nesse instante no tempo.

Aqueles que não estão exatamente no centro morto de fato se movem, mas no ritmo de geleiras. Uma escovadela no cabelo pode levar um ano, um beijo pode levar mil anos. Enquanto um sorriso é retribuído, estações passam pelo mundo exterior. Enquanto uma criança é abraçada, pontes são construídas. Enquanto uma pessoa diz adeus, cidades desmoronam e são esquecidas.

E aqueles que regressam ao mundo exterior... Crianças crescem rapidamente, esquecem o abraço de séculos de seus pais, que para elas não durou mais que alguns segundos. Crianças tornam-se adultos, vivem separados dos pais, vivem em suas próprias casas, desenvolvem suas próprias maneiras de fazer as coisas, sente dor, envelhecem. Crianças maldizem os pais por tentarem segurá-las para sempre, maldizem o tempo pelas rugas em suas próprias peles e vozes ásperas. Essas crianças agora envelhecidas também querem parar o tempo, mas em outro momento. Querem congelar seus próprios filhos no centro do tempo.

Amantes que regressam descobrem que os amigos partiram muito tempo antes. Afinal, suas vidas se passaram. Eles transitam em um mundo que não reconhecem. Amantes que regressam ainda se abraçam nas sombras dos prédios, mas agora seus abraços parecem vazios e solitários. Logo esquecem as promessas feitas para durar séculos, que para eles duraram apenas segundos. Sentem ciúmes mesmo entre estranhos, falam coisas terríveis entre si, perdem a paixão, distanciam-se, envelhecem e se isolam em um mundo que não conhecem.

Alguns dizem que não se deve chegar perto do centro do tempo. A vida é um barco de tristeza, mas é nobre viver a vida, e sem tempo não há vida. Outros discordam. Preferiam viver uma eternidade de felicidade, mesmo que esta eternidade fosse fixa e petrificada, como uma borboleta instalada em uma redoma.

Alan Ligtman (extraído do livro Sonhos de Einstein)

Se você conseguiu ler o texto na íntegra o que achou? Você entraria no centro do tempo? quem levaria com você? Seus filhos ou o(a) amante? deixe sua opinião no sistema de comentários.
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terça-feira, novembro 4

A dor que dói mais

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Tenho sentido muitas saudades ultimamente, saudades do filho que voou do ninho, saudades principalmente do meu antigo endereço em que a tardinha podia observar oa pássaros se recolherem para a árvore dormitório em frente da minha janela, saudade de ficar sozinha, adoro ficar sozinha, não sinto solidão, adoro ler, ouvir música, devanear, ouvir meus pensamentos, não entendo como tem pessoas que não suportam ficarem sozinhas, tem sempre que ter pessoas ao seu redor, eu adoro ficar sozinha, claro que tem horas para isso, pois adoro um bom papo. Ficar sozinha tem sido um luxo, e isso tem me deixado muito estressada, sem contar que não tenho tido tempo sequer para cuidar do blog com carinho, mas como sou otimista espero em breve voltar a dedicar mais tempo ao meu hobby predileto: blogar

Selecionei esse texto da Martha Medeiros que fala de saudade, espero que apreciem.

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.


Cássia Eller - Por Enquanto
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segunda-feira, novembro 3

Fusão Itaú-Unibanco cria maior grupo do Hemisfério Sul

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Anunciada a fusão do Banco Itaú e Unibanco. Com a união se tornará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul. Segundo comunicado divulgado pelos bancos, o "valor de mercado fará com que ele [grupo] fique situado entre os 20 maiores do mundo". "Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais", informaram as duas empresas.

O total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões --contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco.

Na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a fusão deve fortalecer o sistema financeiro nacional e evitar problemas na liberação de crédito no país. "É importante, pois solidifica os dois bancos. É normal que em um momento de turbulência, de problemas internacionais do setor financeiro, você tenha um movimento de fusões. São dois bancos tradicionais, dois bancos sólidos, que têm uma atuação importante para a atividade econômica", afirmou.

para ler a reportagem na íntegra : folha online
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domingo, novembro 2

Felipe Massa vence o grande prêmio do Brasil de Fórmula 1

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Desde os tempos de Airton Senna, não assistia uma corrida tão emocionante. Felipe Massa venceu o GP do Brasil mas quem levou o título foi Lewis Hamilton, decisão que só ocorreu na última volta.

A prova começou com 10 minutos de atraso, por causa de uma chuva rápida, na décima volta Massa trocou os pneus de chuva por pneus para pista seca, a partir da 38ª começou a segunda parada, voltou a chover, nova troca de pneus.

O Inglês Hamilton terminou em 5º lugar o que lhe garantiu o campeonato deste ano para a equipe Mc Laren.


Uma semana produtiva a todos.

Entre por essa porta agora-Vambora-Adriana Calcanhoto
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