segunda-feira, novembro 17

Vestibular - Agradecimentos

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Começou neste domingo a temporada de vestibulares Brasil afora.

Quem tem filho nessa fase sabe o estresse que é, os candidatos passam o ano inteiro estudando e numa única prova o destino está selado, alguns cursos como medicina, são muito concorridos se tornando uma verdadeira loteria.

E para os pais é uma verdadeira tortura. Eu tenho um filho prestando o vestibular para medicina, se ele vai passar, não faço idéia, capacidade ele tem ,estudou bastante, mas só estudar nesse caso não é garantia de sucesso, tem uma série de fatores que contribuem para que o candidato seja bem sucedido: sorte, equilíbrio emocional entre outros.

Só me resta ficar na torcida para que ele seja bem sucedido, e aos pais que estão na mesma situação, um conselho: Muita calma nessa hora.

Recebi o prêmio Dardos novamente, já fui agraciada várias vezes, o que me deixa muito feliz. Me deram o selo: Rúbio , Clube do Algodão . Você faz o Brasil .

Então vamos lá as regras que o prêmio estabelece são as seguintes:
1. Aceitar, exibir a distinta imagem e cumprir as regras.
2. “Linkar” o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio.



Repasso para:
Neiva
Naty
Amarísio
Thania
Giba Net
Maria Tereza
Moura
Daniel
Kátia de Carli
Janaína
Monthiel
Pedro Sá
Pequenos Grandes Sentimentos
Escalafobético
Nina Victor

Também recebi o selo o mimo “kokoro-to-kokoro” = “De Coração para Coração”, do Rodrigo Piva a quem agradeço de coração.



Repasso para :
Você faz o Brasil
Porque Tão Sério
Regina Bolico

Uma semana produtiva a todos
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sexta-feira, novembro 14

Poesia Matuta - Paisagem de Interior

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Lendo sobre a bienal do livro, e literatura de cordel, me deparei com Jessier Quirino que faz o que aqui se chama de poesia matuta, e que faz muito sucesso por essas bandas, então para quem nunca ouviu falar, é uma chance de conhecer, e para os que já apreciam o estilo, espero que gostem.

"A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero.

Paisagem de interior

Jessier Quirino


Matuto no mêi da pista
menino chorando nu
rolo de fumo e beiju
colchão de palha listrado
um par de bêbo agarrado
preto véio rezador
jumento jipe e trator
lençol voando estendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Três moleque fedorento
morcegando um caminhão
chapéu de couro e gibão
bodega com surtimento
poeira no pé de vento
tabulêro de cocada
banguela dando risada
das prosa do cantador
buchuda sentindo dor
com o filho quase parido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Bêbo lascando a canela
escorregando na fruta
num batente, uma matuta
areando uma panela
cachorro numa cadela
se livrando das pedrada
ciscador corda e enxada
na mão do agricultor
no jardim, um beija-flor
num pé de planta florido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Mastruz e erva-cidreira
debaixo dum jatobá
menino querendo olhar
as calça da lavadeira
um chiado de porteira
um fole de oito baixo
pitomba boa no cacho
um canário cantador
caminhão de eleitor
com os voto tudo vendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um motorista cangueiro
um jipe chêi de batata
um balai de alpercata
porca gorda no chiqueiro
um camelô trambiqueiro
avelós e lagartixa
bode véio de barbicha
bisaco de caçador
um vaqueiro aboiador
bodegueiro adormecido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Meninas na cirandinha
um pula corda e um toca
varredeira na fofoca
uma saca de farinha
cacarejo de galinha
novena no mês de maio
vira-lata e papagaio
carroça de amolador
fachada de toda cor
um bruguelim desnutrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Uma jumenta viçando
jumento correndo atrás
um candeeiro de gás
véi na cadeira bufando
radio de pilha tocando
um choriço, um manguzá
um galho de trapiá
carregado de fulô
fogareiro abanador
um matador destemido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um soldador de panela
debaixo da gameleira
sovaqueira, balinheira
uma maleta amarela
rapariga na janela
casa de taipa e latada
nuvilha dando mijada
na calçada do doutor
toalha no aquarador
um terreiro bem varrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Um forró de pé de serra
fogueira milho e balão
um tum-tum-tum de pilão
um cabritinho que berra
uma manteiga da terra
zoada no mêi da feira
facada na gafieira
matuto respeitador
padre, prefeito e doutor
os home mais entendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.



Paisagem de Interior - Jessier Quirino


Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau", "O Lobinho Vermelho" e "Agruras da Lata D'Água", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos.

Um bom fim de semana a todos.
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quinta-feira, novembro 13

VIII Bienal Internacional do Livro do Ceará

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foto: Zerosa Filho


Pegando carona na idéia da Lis, que falou sobre o mesmo tema só que em Porto Alegre. Vale a pena conferir o excelente post.

Em Fortaleza começa hoje a VIII Bienal Internacional do Livro do Ceará e vai até o dia 21 de Novembro. São mais de 450 editoras presentes à Bienal do Ceará, que juntas levam ao evento cerca de 80 mil títulos.

O tema desse ano é “A Aventura Cultural da Mestiçagem", a bienal receberá 140 escritores de língua portuguesa e espanhola, entre outros convidados do campo editorial. Além deles, mais de 80 artistas do Ceará, de outros estados e do México. Também terá a apresentação de shows e espetáculos teatrais.

Diariamente haverá leituras em uma atividade chamada “Para Conhecer Poesia”, com a participação de autores do Brasil, Moçambique, Cuba, Equador, México, São Tomé e Príncipe, Espanha, República Dominicana, Uruguai, Peru, Chile, Colômbia, Porto Rico, Portugal e Nicarágua. Debates vão discutir questões relacionadas à América Latina, como a cultura de resistência, suplementos culturais e a contribuição das casas de cultura; assuntos do mercado editorial; literatura cearense; globalização e identidade cultural; entre outros temas ligados ao livro e à leitura.

O homenageado desta bienal será Chico Anysio.

A Bienal que acontece no Centro de Convenções do Ceará, tem sua entrada franca.

Pode ser uma boa dica para o feriado, principalmente para os amantes de uma boa leitura.

Toda a programação você encontra aqui
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terça-feira, novembro 11

Perda Auditiva

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Ontem, 11 de novembro foi o Dia da Audição.

Se você é do tipo que não sai de casa sem o seu MP3,Mp4... cuidado você pode estar prejudicando a sua audição, segundo os especialistas o volume que o ouvido humano suporta sem ser afetado é de 60 decibéis, volume acima disso prejudica a sua audição, se você passa 5 horas ou mais por semana, ouvindo o seu MP3, com o volume acima disso sua audição será comprometida, alertam otorrinos e fonoaudiológos.

E não importa o tipo de música,(rock, funk, blues) pois o que importa é a intensidade do volume,e a frequência. Segundo os especialistas o volume ideal para curtir as músicas é aquele em que a pessoa que está ao lado não consegue ouvir.

A Perda auditiva é irreversível.

Para saber mais clique aqui


Adriana Calcanhotto | Esquadros
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segunda-feira, novembro 10

O Real e o Virtual

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Recebi esse texto por email e resolvi colocar no blog, com a autorização do autor.

O Real e o Virtual

A cada dia; mais e mais lan houses, salas de Internet, e outros points do gênero, de aparente legitimidade, são livremente abertos em áreas residenciais e vizinhanças de escolas, aliciando mentes férteis, porém ainda sem rumo, para um mundo de ilusões. Em detrimento de magníficos projetos de vida arquitetados por pais bem intencionados e cônscios de suas responsabilidades para com o futuro daquelas vidas, esses falsos encantos vão esvaziando bancos escolares. Neste conflito, é comovente ver a luta desesperada de pais, que apesar de reconhecerem a sua impotência diante dessas tendências nocivas, não desanimam e argumentam em favor de um equilíbrio salutar entre o real e o virtual.

Num passado muito distante, sonhava-se voar e viajar a mundos distantes, no entanto, hoje o homem cruza os sete mares e curte o prazer da volta para casa, sem ter se deparado com sequer um monstro marinho. Voar, prazer antes só permitido aos pássaros, já foi ficção; na atualidade, o homem “anda nas nuvens” e pousa suavemente, fazendo do retorno à terra um prazer a mais. Quantas donas de casa sonharam um dia poder acender um fogo dentro de casa, sem lenha e sem fumaça, para cozer os alimentos; hoje temos fogões a gás, elétricos e de microondas. Como se pode depreender pela simples observação do quotidiano, as ferramentas à disposição do homem evoluíram a olhos vistos, porém ele próprio não mudou nada: continua o mesmo mortal, vulnerável, incompleto, e insatisfeito.

Embora saibamos que essa insatisfação sempre existirá, pois resulta do sonho, que move o ser humano, estamos certos de que esse sonho jamais se confundirá com a realidade, porque o primeiro é intangível e a realidade é material, fisiológica e cruel: só se vive uma vez. Na vida real não se consegue “upar”, como dizem os aficionados por jogos eletrônicos, nem ganhar vidas ou conquistar a imortalidade. De nada nos servirão todos os castelos conquistados ou monstros derrotados na virtualidade dos games. O homem não pode ser desconectado da realidade.

Assim, após não mais que três ou quatro horas de completa imersão neste mundo de lazer virtual, nós seremos derrotados pelo inimigo mais elementar da condição humana, o qual você poderia estar ajudando a combater: a fome, um dos fantasmas malthusianos que assolam a humanidade neste mundo real. Nesta hora, lembramos que por trás de tanta alienação há alguém dando suporte à vida. Então você clama pelo jantar, por um lanchinho, ou qualquer coisa que possa remuniciar o guerreiro e fazer um up grade na situação lastimável do seu corpo. Você perdeu! O virtual perdeu para o real de goleada!

Em termos de atividade virtual, parece um pouco de presunção afirmar que vivenciamos alguma coisa. A atividade virtual quer seja em computadores, games, palms, laptops, e-readers, ou qualquer outro dispositivo que permita comunicação e interatividade, jamais substituirá a tão prazerosa atividade real, como descer de rapel no meio de um paraíso ecológico, tomar banho de cachoeira num dia escaldante de verão ou passar a tarde num shopping, por exemplo. Aliás, para muitas mulheres, fazer compras talvez seja a mais prazerosa de todas as atividades. Bom, isso é outro assunto! Portanto, nada que se diga virtual poderá igualar-se ao prazer de viver; saborear uma pizza, tomar um refrigerante bem gelado, ver seu filho mergulhar numa piscina de bolinhas ou andar com ele no carrinho de autopista, enfim, sentir as emoções da sua vida, ao invés de ficar sonhando com outras vidas. A atividade virtual, contrapondo-se à realidade muitas vezes, é criada a partir dela, porém dela nos arrebata inadvertidamente em favor de devaneios.

MSN, Orkut, Blogs, Flogs, dentre tantas outras atrações da net, são ferramentas de última geração que, em princípio, estão aí para facilitar nossa vida. De nada nos adiantaria ficarmos horas diante de um computador, com todas essas ferramentas à mão se nossas vidas fossem um completo vazio. Que experiências de vida teríamos para contar? Talvez conseguíssemos produzir algum discurso como: blz? Aí, na moral? Fuuii!

A atividade off-line – vida - jamais se confundirá com a on-line - cibernética. Ambas caminharão juntas, pois, por mais que a tecnologia evolua, as atividades cibernéticas sempre dependerão de energia e de suporte técnico. Embora a cada dia menos, sempre haverá demanda por suporte humano à máquina. Luddismos à parte, humanos e máquinas coexistirão, cientes da eterna dependência um do outro e de suas respectivas relevâncias.

Infelizmente, num mundo globalizado, ou globalizando, com perspectivas de população de 9 bilhões para 2050, segundo dados da ONU, e com a crescente automação e virtualização da atividade produtiva, não haverá lugar para todos os nerds e hard core users da computação. “Meia dúzia” serão os escolhidos enquanto a grande maioria comporá a escória.

Viver mergulhado em games e net, achando que isso, por si só, é o futuro, é compartilhar do “Admirável Mundo Novo”, um hipotético mundo futurista, sem ética e sem valores morais, imaginado por Aldouls Huxley, onde impera a ditadura da tecnologia, mentes são controladas e manipuladas, e onde as pessoas experimentam uma felicidade artificialmente induzida por drogas.

Sua mente neste momento talvez esteja igual a este texto, permeado de idéias estrangeiras que tomaram de assalto a Língua Portuguesa. É um processo invasivo destruidor.

Dizer que viver “conectado” é viver o futuro e que “o futuro é agora”, como fazem muitos game addicts, é admitir que o futuro chegou e não fizemos absolutamente nada, que não saímos do lugar, enfim, não evoluímos. Assumir que o “futuro já começou” é atestar um estado de latência, de vida vegetativa. Caiamos na real! O futuro será sempre um porvir; nós o construiremos. E nessa empreitada, esperamos poder contar com você para combater os muitos monstros que ele nos reserva e conquistar os castelos necessários à sobrevivência da raça humana, tais como: moradia, emprego e alimentação. Pois o futuro pode esconder os piores monstros que o Apocalipse já descreveu, portanto, viver apenas na virtualidade é abrir mão de lutar; é literalmente jogar a toalha!

Muito embora existam centenas de mega-empresários, do ramo dos softwares ou dos silicon chips, travestidos de cordeiros e tentando alienar sua mente para que você pense ao contrário, a Informática e a Internet, assim como milhões de outras ferramentas foram criadas para facilitar a nossa lida e a conquista de um lugar à sombra. Não deixe que estas ferramentas sejam instrumentos de alienação, submissão ou escravidão tecnológica. Administre melhor o seu tempo. Suas horas de lazer e prazer foram conquistadas à custa de muita luta; muitos trabalhadores deram o sangue por elas. Não abra mão disso!

Antônio Ivan Rodrigues Barreto
Professor Tradutor Inglês/Português
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