domingo, dezembro 28

Ao apagar as luzes de 2008...

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Mas um ano que finda. E nesse ano muita coisa aconteceu.

Criei o Voz Ativa, que só me trouxe alegrias, conheci muita gente interessante, aprendi um monte de coisas.

Li mais, observadora por natureza, principalmente do comportamento das pessoas, ao ter um espaço em que escrevo algumas experiências, ponto de vista, protesto, me vi olhando a vida com mais cuidado, tentando tirar de cada situação elementos para o que escrevo.

Não tenho a pretensão de me achar uma boa blogueira, mas tudo o que coloquei aqui até agora, foi feito com muito carinho,e sempre com o intuito de agradar a quem aqui entrasse.

Agradeço a todos os que aqui vieram, leram, interagiram...

Resolvi colocar um vídeo da música que mais ouvi esse ano.

Desejo que 2009 seja um bom ano para todos, em todos os aspectos. Que vocês continuem prestigiando o meu espaço.
Muito obrigado a todos


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Duffy - Mercy

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segunda-feira, dezembro 22

Histórias Natalinas...

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O Soldadinho de Chumbo
Hans Christian Andersen


"Era uma vez um menino que tinha muitíssimos brinquedos. Guardava todos no seu quarto e, durante o dia, passava horas e horas felizes brincando com eles.

Um dos seus brinquedos preferidos era o de fazer a guerra com seus soldadinhos de chumbo. Colocava-os uns de frente para os outros e começava a batalha. Quando os ganhou de presente, se deu conta de que a um deles lhe faltava uma perna por causa de um defeito de fabricação.

Não obstante, enquanto jogava, colocava sempre o soldado mutilado na primeira linha, diante de todos, incentivando-o a ser o mais valente. Mas o menino não sabia que os seus brinquedos durante a noite adquiriam vida e falavam entre eles, e, às vezes, ao colocar ordenadamente os soldados, colocava por descuido o soldadinho mutilado entre os outros brinquedos.

E foi assim que um dia o soldadinho pôde conhecer uma gentil bailarina, também de chumbo. Entre os dois se estabeleceu uma corrente de simpatia e, pouco a pouco, quase sem se dar conta, o soldadinho se apaixonou por ela. As noites continuavam rapidamente, uma atrás da outra, e o soldadinho apaixonado não encontrava nunca o momento oportuno para declarar seu amor. Quando o menino o deixava no meio dos outros soldados em uma batalha, torcia para que a bailarina se desse conta de sua coragem. Quando ela lhe perguntava se tinha tido medo, ele lhe respondia com veemência que não.

Mas os olhares insistentes e os suspiros do soldadinho não passaram despercebidos pelo diabinho que estava trancado em uma caixa de surpresas. Cada vez que, por um passe de mágica, a caixa se abria à meia-noite, um dedo ameaçador apontava para o pobre soldadinho.

Finalmente, uma noite, o diabo explodiu:
— Ei, você! Deixe de olhar para a bailarina!

O pobre soldadinho se ruborizou, mas a bailarina, muito gentil, o consolou:
— Não lhe dê ouvidos, é um invejoso. Eu estou muito feliz por falar com você. E disse isso ruborizando-se.

Pobres estatuazinhas de chumbo, tão tímidas, que não se atrevem a confessar seu mútuo amor!

Mas um dia foram separados, quando o menino colocou o soldadinho no batente de uma janela.

— Fique aqui e vigie para que não entre nenhum inimigo, porque mesmo que você seja manco, bem que pode servir para sentinela.

O menino logo colocou os outros soldadinhos em cima de uma mesa para brincar.

Passavam os dias e o soldadinho de chumbo não era deslocado do seu posto de guarda.

Uma tarde começou de repente uma tormenta, e um forte vento sacudiu a janela, batendo na figurinha de chumbo, que se precipitou no chão. Ao cair do batente, com a cabeça para baixo, a baioneta do fuzil se cravou no chão. O vento e a chuva continuavam. Uma tempestade de verdade! A água, que caía a cântaros, logo formou amplas poças e pequenos riachos que escapavam pelo esgoto. Um grupo de garotos esperava que a chuva diminuísse, cobertos na porta de uma escola próxima. Quando a chuva parou, começaram a correr em direção às suas casas, evitando pôr os pés nas poças de lama maiores. Dois garotos se refugiaram das últimas gotas que escorriam dos telhados, caminhando muito próximos às paredes dos edifícios.

Foi assim que viram o soldadinho de chumbo enterrado no chão, encharcado de água.

— Que pena que só tenha uma perna! Se não, eu o levaria para casa — disse um deles.

— Vamos levá-lo assim mesmo, para algo servirá — disse o outro, e o colocou em um dos bolsos.

No outro lado da rua descia um riachinho, que transportava um barquinho de papel que chegou até ali, não se sabe como.

— Colocamo-lo em cima e parecerá um marinheiro! — disse o pequeno que o havia recolhido.

E foi assim que o soldadinho de chumbo se transformou em um navegante. A água vertiginosa do riachinho era engolida pelo esgoto, que acabou engolindo também o barquinho. No canal subterrâneo o nível das águas turvas era alto.

Enormes ratazanas, cujos dentes rangiam, viram como passava diante delas o insólito marinheiro em cima do barquinho afundando. Mas não seriam umas míseras ratazanas que iriam assustá-lo, a ele que havia enfrentado tantos e tantos perigos em suas batalhas!

O esgoto desembocava no rio, até que o barquinho chegou ao final e afundou, sem solução, empurrado por redemoinhos turbulentos.

Depois do naufrágio, o soldadinho de chumbo acreditou que seu fim estava próximo, ao submergir-se nas profundezas das águas. Milhares de pensamentos passaram, então, pela sua mente, mas havia sobretudo um que o angustiava mais que nenhum outro: era o de não voltar a ver jamais a sua bailarina...

Logo, uma boca imensa o engoliu para mudar seu destino. O soldadinho se encontrou no escuro estômago de um enorme peixe, que avançou vorazmente sobre ele, atraído pelas cores brilhantes do seu uniforme.

Sem dúvida, o peixe não teve tempo de ter problemas de digestão com uma comida tão pesada, já que em pouco tempo foi preso pela rede que um pescador havia jogado ao rio.

Pouco depois acabou agonizando em uma cesta de compra, junto com outros peixes tão infelizes como ele. Acontece que a cozinheira da casa na qual havia estado o soldadinho chegou ao mercado para comprar peixe.

— Esse exemplar parece apropriado para os convidados desta noite — disse a mulher, contemplando o peixe exposto em cima de um balcão.

O peixe acabou na cozinha, e, quando a cozinheira o abriu para limpá-lo, ficou surpresa com o soldadinho em suas mãos.

— Mas esse é um dos soldadinhos de...! — gritou, e foi em busca do menino para contar-lhe onde e como havia encontrado seu soldadinho de chumbo que estava sem uma perna.

— Sim, é o meu! — exclamou espantado o menino ao reconhecer o soldadinho mutilado que havia perdido.

— Quem sabe como chegou até a barriga deste peixe! Coitadinho, quantas aventuras haverá passado desde que caiu da janela! — e o colocou na estante da chaminé onde sua irmãzinha havia colocado a bailarina.

Um milagre havia reunido de novo os dois apaixonados. Felizes de estarem outra vez juntos, durante a noite contavam o que havia acontecido desde a sua separação.

Mas o destino lhes reservava outra surpresa ruim: um vendaval levantou a cortina da janela, e, batendo na bailarina, derrubou-a na lareira.

O soldadinho de chumbo, assustado, viu como sua companheira caía. Sabia que o fogo estava aceso porque notava seu calor. Desesperado, se sentia incapaz de salvá-la.

Que grande inimigo é o fogo, que pode fundir umas estatuazinhas de chumbo como nós! Balançando-se com sua única perna, tratou de mover o pedestal que o sustentava. Depois de muito esforço, acabou finalmente caindo também ao fogo. Juntos dessa vez pela desgraça, voltaram a estar perto um do outro, tão perto que o chumbo de suas pequenas pernas, envolto em chamas, começou a fundir-se.

O chumbo da perna de um se misturou com o do outro, e o metal adquiriu surpreendentemente a forma de um coração.

Seus corpinhos estavam a ponto de fundir-se, quando coincidiu passar por ali o menino. Ao ver as duas estatuazinhas entre as chamas, empurrou-as com o pé longe do fogo. Desde então, o soldadinho e a bailarina estiveram sempre juntos, tal como o destino os havia unido: sobre apenas uma perna em forma de coração."

Desejo a todos uma semana repleta do espírito natalino.



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sexta-feira, dezembro 19

Fim de semana.....

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Nada como uma boa crônica da Martha Medeiros, de quem sou fã, para começar bem o fim de semana.

"Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar
Acordo pela manhã com ótimo humor
Mas ... permita que eu escove os dentes primeiro
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobre minha nocauteante beleza
Tenho vida própria
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas que me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro
Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar
E não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem...
Gosto de camisa para fora da calça,
Gosto de braços
Gosto de pernas
E muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida
Não goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu
Nem filho meu
Nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês
Mas me faça uma louca boa
Uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo
Goste de um esporte não muito banal
Não invente de querer muitos filhos
Me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora
Quero ver você nervoso,inquieto
Olhe para outras mulheres
Tenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.
Me conte seus segredos ...
Me faça massagem nas costas.
Não fume
Beba
Chore
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ...
Experimente me amar!”

Um bom fim de semana a todos


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quarta-feira, dezembro 17

Imagine Você e Eu...

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Ao entrar numa página da net viu um anúncio que lhe chamou a atenção, tinha uma frase, o endereço de um site, que não foi olhar, portanto não sabia do que se tratava, pode até ser que não seja um site bacana, mas cada um dá uma interpretação diferente do que vê e lê, a frase sugere muita coisa, então começou a imaginar o que poderia acontecer...

A Frase

Imagine você e eu...
Ninguém por perto, entre 4 paredes, o que será que acontece?


No momento em que leu estava a conversar com a pessoa que tem feito seu coração bater mais forte nos últimos tempos e logo começou a imaginar os dois num quarto, entre beijos e carícias, quando a coisa começou a ficar boa, eis que o telefone toca; é da portaria do motel...dizendo que vai ter uma batida policial, a procura de menores no local. Denúncia anônima. Tentou mas não conseguiu se fixar no seu devaneio amoroso.

Então resolveu partir para outras situações:

Ele diz que sente muito , por ter incentivado a aproximação, mas infelizmente é gay.

Ela descobre que o cara lindo e charmoso é um serial Killer.

É um detetive contratado pelo seu marido, você se ferrou.

Podem jogar cartas, lerem, beberem, brigarem, conversarem, rezarem,dormirem ou simplesmente se amarem...

Quantas possibilidades de situações podem ser inseridas nesta pergunta?


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terça-feira, dezembro 16

Agradecendo Prêmios recebidos

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Hoje é dia de agradecer aos amigos blogueiros, que ao repassarem prêmios
recebidos , lembraram do Voz Ativa. Fico muito feliz quando isso acontece, há quem não goste, mas
acho muito gratificante ser lembrada, e não costumo dar presentes a quem não gosto ou ache que não o mereça, portanto é sempre com enorme prazer que os recebo.

Selo Blog Consciente, recebi da Mônica do Toques de Prazer




Repasso para:
Recanto da Fenix
Índia Manauara
Blog do Moura
Um pouco de Tudo

Recebi do Rodrigo do Curiosando o selo esse blog tem um sabor tão especial.




Repasso para:

Mais Atitudes
Recanto dos Sonhos
Movido a Vapor
Leões e Cordeiros
Tita Carré Agulha e Tricô
Último Click

E por último um verdadeiro festival de prêmios que recebi do blog Você faz o Brasil


















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