terça-feira, março 8

Dia Internacional da Mulher

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Dia 08 de março é dia Internacional da Mulher. O evento pode ser tratado de diferentes aspectos e pontos de vista. A importância da mulher no seio da família, na Igreja, no mundo do trabalho, nas artes e ciências, ao lado do homem, enfim as abordagens são múltiplas.

Quero aproveitar a oportunidade para destacar o já tão badalado fato de termos uma mulher na presidência do nosso país. Isto só vem a enaltecer a crescente consolidação do papel da mulher na sociedade, no Brasil e no mundo.

Gostaria de destacar ainda o fato de Dilma Rousseff ter optado pelo tratamento “a Presidenta” em contrapartida ao “a Presidente”. As duas formas são corretas. No entanto, não foi apenas uma questão linguística, mas uma questão de optar por valorizar o aspecto feminino e enfatizar que é a mulher brasileira que se encontra ali. É acima de tudo uma questão de opção e personalidade.

"São pequenos passos para subir a Rampa, mas um grande salto para a mulher brasileira! (parafraseando Neil Armstrong)


Um beijão a todas as mulheres!
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sábado, março 5

Versos ridículos, cartas de amor

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"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas." (Fernando Pessoa - Cartas de amor).


Muito revelador. Mas isto me intriga!

Seriam também todos os poemas de amor, ridículos!? Ou talvez, duplamente ridículos!


Visto que são uma forma de carta de amor, lançados ao vento e sem destinatário declarado, não estariam fadados ao ridículo do desprezo?


O autor, usando da "disfarçatez" do poeta, escreve sua missiva lírica a um não sei quem, que vive não sei onde, mas que não sei como acaba lendo-a. Guarda com o remetente alguma cumplicidade. Identifica-se com as palavras.


São vidas ao relento,

palavras ao vento,

versos de amor.

Ridículo!?

Chove lá fora,

o frio não demora,

meu coração dita:

simplesmente escrevo-os.
***
Bom final de semana, sejam ridículos, amem!
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quarta-feira, março 2

Versos de prazer

 
The Ecstasy of Saint Therese (detalhe) - 1652
Cappella Cornaro, Santa Maria della Vittoria, Rome


O prazer de escrever, o prazer da versificação pode nos conduzir a vários e incertos destinos ou temas. Inclusive pode levar-nos a versejar sobre o prazer.


Êxtase


by Tony


Inflama
Ascende
Excede
Explode
T-r-a-n-s-c-e-n-d-e.
Inunda
Corpo e alma,
Em gozo
Em festa
Em pranto...
E... pronto!

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domingo, fevereiro 27

Rápida reflexão sobre a loucura

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O limite entre a sanidade mental e a loucura é uma linha muito frágil. Talvez nem seja exatamente uma linha cheia, mas apenas uma linha pontilhada ou, quem sabe, uma linha fantasma. Creio que estou ficando louco, ou serão os outros que estão todos loucos?

As portas da loucura estão sempre escancaradas e com o vento soprando em diração a elas. Não posso cruzar a linha: paro, olho, escuto... Não ouço nada! Prossigo.


O pior de ser classificado como louco é que a tal linha divisória não existe na sua cabeça, mas na dos outros, os ditos normais. São os outros que vão dizer se você é louco ou normal. Mas com que parâmetros o fazem se a própria razão desconhece as razões da loucura (e vice-versa)?
Acho que estou ficando louco! Mas como se nem sei de que lado estou. Será!

...


Carnaval é tempo de 'loucuras" e de transpor limites.



Boa semana a todos!
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terça-feira, fevereiro 22

Um dia de 25 horas: doce utopia!

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Todo fim de verão é a mesma coisa. Nas regiões onde se implantou o horário brasileiro de verão, as pessoas se amontoam em lugares públicos, cada um a sua maneira, buscando aproveitar aquela horinha a mais proporcionada pela transição do HBV. Uma hora a mais para divertir-se, comer, beber, namorar e papear. Não sei se ocorre o mesmo na regiões mais centrais do país, porém no litoral, cariocas e niteroienses principalmente, acorrem para a orla em busca de acomodações em bares, quiosques, nas calçadas ou mesmo na areia da praia para ali assentarem a sua tribo e curtirem a brisa de uma noite de verão até mais tarde.

Na verdade todos sabem que é puramente uma manobra de relógios, é utópico, mas aqui tudo vira uma festa. Só falta acabar em samba! O litoral fervilha de vida: jovens, crianças, idosos, animais e a natureza à disposição por “mais uma hora”. Os comerciantes não tem do que reclamar, nem eu.

No último dia do horário de verão (19/02), sábado, aproveitei minha horinha também que não sou de ferro. Caminhei pelo calçadão de Charitas - Niterói, tomando uma água de coco, mastigando pensamentos, digerindo problemas. Um conhecido aqui, outro ali, troco algumas palavras, e volto-me aos meus botões.

Meia noite volta a ser 23 horas. Prossigo com o passeio e encerro a noite desejando mais horas extras, para ver o vento varrer a areia, varrer as folhas, varrer as horas, varrer a vida. E isto me lembra Manuel Bandeira.

“Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

Manuel Bandeira. (Lira dos Cinquent’anos)

Cada um aproveita como pode.

Boa semana a todos!
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