sexta-feira, setembro 2

Vista da cidade

 
By Tony

A vida na urbe, sinto,
É solitária e sem horizontes;
É como estar num labirinto
Perdido com pessoas aos montes.

As ruas são retilíneas,
Sombrias, quase sem graça;
Viçosas cercas vivas como as minhas
Aqui só se encontram na praça.

A vida da gente é o interior
O horizonte é firme, bem definido!
A terra emana especial calor.
O caminho é sinuoso, porém florido.

Ao amanhecer, o que mais conta
E vem sempre em primeiro lugar
É a luz que do sol desponta,
Não as sombras que ele possa formar.





&&&

Começou ontem (01-09-11) no Rio de Janeiro - Riocentro - a XV Bienal do Livro. O evento vai até domingo dia 11, uma oportunidade imperdivel para leitores, escritores, editores, professores, alunos, para todos enfim. É um momento muito propício para a formação de novos leitores. Vá e leve a garotada para tomar essa vacina!
Ah, aquele cheirinho de livros novos!
Ô vício benigno!


Bom fim de semana a todos e boas leituras.
Leia +...
quarta-feira, agosto 31

Fabiana Murer: campeã mundial do salto com vara

 

Fabiana Murer com um salto de 4,85, se tornou campeã mundial do salto com vara, no último dia 30. O fato é inédito na história do atletismo brasileiro.
Até pouco tempo Yelena Isinbayeva, atleta da Rússia era certeza de primeiro lugar , para as outras atletas restavam as disputas de segundo e terceiro lugares, mas Yelena esteve afastada  das competições por um ano e ainda não recuperou o melhor da sua forma, com isso Fabiana que já tinha sido campeã  indoor em Doha,no ano passado, confirmou  o título em Daegu ,na Corea do Sul no Mundial ao ar livre.

Fabiana conquistou sua melhor marca em 4 de junho de 2010, com 4,85 metros, que também é o recorde sul-americano da prova, e foi igualada nesta terça-feira.


Leia +...
quarta-feira, agosto 24

Do caos à obra ao caos

Comments
 
Conta a teologia que, do caos, criou Deus o céu e a terra. Mas Ele parece não ter gostando nada do vazio que ficou sua criação. Moveu céus e terras, separou águas e continentes. De Pangéia a Gonduana, redesenhou a terra. Ainda não estava bom!

Encheu Ele de vida todo o planeta água, e, por fim, colocou lá o bicho homem. Um pobre mortal, no meio da obra prima, (isto não vai dar certo!). Sobre as poucas porções de terra firme, um paraíso até então, colocou Deus as míseras criaturas humanas, que, maravilhados com as delícias do paraíso, tem agido meramente como hóspedes mal educados, explorando e deixando a sujeira para trás.

Agindo assim, já levaram o Criador a introduzir muitas mudanças em Seus planos para o velho mundo, ex-paraíso. Já foi preciso inundar tudo uma vez e até botar fogo em algumas cidades; já confundiu a língua dos povos, já os cobriu de pragas e bênçãos, mas a verdade é que isto aqui nunca mais teve cara de paraíso.

Vendo tudo por outro ângulo, se o próprio autor, engenheiro e construtor da obra, não ficou satisfeito com o resultado, por que o homem-hóspede deveria estar? Sua vida é uma (mera) experiência, árdua. Sobretudo, um desafio mortal que lhe prega peças a cada dia. Um verdadeiro reality show. É preciso adaptar-se a cada volta que a Obra dá.

Diariamente, na ilusão de dias melhores, todos fazemos alguma mudança no mundinho que nos cerca, ajustando aqui e ali, adaptando o que é possível. Plantamos uma árvore, onde antes havia centenas delas; trocamos a companheira que Ele nos deu – talvez a costela fosse “defeituosa”; mudamos de emprego pra ver se o salário também muda. Mudamos de endereço ou, se isso não for possível, simplesmente mudamos os móveis de lugar. Mudamos de comportamento ou, o que é mais prático, mudamos de relacionamentos; é mais fácil procurar pessoas que se ajustem à nossa maneira de viver do que mudar essa cabeça dura. Com isso a vida vai passando e sentimos a falsa sensação do dever cumprido, a aparente sensação de ter feito a nossa parte. É a ilusão do novo, a esperança de tempos melhores. Mas nada, nunca está bom. Aí tentamos de novo para ver se melhora.

Buscamos soluções na lua, em Marte, no espaço infinito, enquanto há ainda tanta coisa por descobrir e por fazer ao nosso lado. Nesta eterna busca da satisfação pessoal criamos maquinas para tudo: máquinas de fazer fumaça; fumaça que mata homens, plantas e animais. Aí criamos outras maquinas para eliminar a fumaça. Com a criação de gado e as grandes plantações de soja, milho e cana-de-açúcar acabamos com as florestas; as grandes cidades transformam os rios em canais de esgotos, que juntamente com os lixões, produzem gases que contaminam a terra. Estragamos a água, outrora cristalina, transformamos florestas em desertos. Depois de toda essa “fumaça”, agora queremos vender a fumaça que não fizemos ou comprar o direito de fazer a fumaça que queremos. É a desconstrução da Obra. Dá para entender?

O homem ainda não encontrou um jeito de viver sem deixar suas pegadas nocivas. Caminha de volta ao Caos num processo aparentemente sem volta. Só mesmo uma nova intervenção do Criador!
.

Licença Creative Commons
A obra Do caos à obra ao caos de Tony foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em vozativa2.blogspot.com.




Leia +...
quarta-feira, agosto 17

Tempo de poesia

 









Eterna poesia

by Tony


Houve um tempo
Em que internet não havia;
Houve um tempo
Em que televisão não se assistia;
Houve um tempo
Em que ao shopping não se ia;
Houve um tempo
Em que rádio não se ouvia;
Houve um tempo
Em que nem mesmo se escrevia;
Mas, através dos tempos,
Sempre houve poesia!





&&&






É tempo de leitura, tempo de poesia!
Livros a mão cheia!
De 01 a 11 de setembro estará no Riocentro, Rio de Janeiro a Bienal do Livro 2011
No evento estará sendo lançada a coletanea de poesias do Concurso Literário Valdeck Almeida. Tony é um dos autores publicados.

...
Cumplicidade

by Tony

Temos
De quatro paredes
A discrição,
Do tempo a imposição,
Um do outro a cumplicidade.

Guardo
Dos bons momentos
As delícias,
De tuas mãos as carícias,
Do que vivemos a saudade!

Quero
Ao amanhecer
Em teus braços acordar
Aqui, em qualquer lugar,
E de teus beijos saciar a vontade!

Leia +...
sábado, agosto 13

Chegando ao céu

Comments
 
Quando um dia, que espero esteja bem distante, eu chegar às portas do céu (pura pretensão!), creio que terei problemas logo na entrada. Se for exigida a identificação e aquele cadastro interminável para a entrada de novatos, não vai dar certo.
Primeiro, por que já não tenho plena segurança de quem sou. E, se me perguntarem de onde venho, aí a coisa complica! Então, eu é que farei um monte de perguntas ao Recepcionista de plantão, para que posteriormente possa tentar responder a questões tão perturbadoras como estas para um reles mortal.
Quem sou eu?
Sou fruto ou semente, sou único ou apenas mais um? Sou o pó ou a obra? Sou a carne que me carrega ou o espírito que ela conduz?
De onde venho?
Depois de toda aquela existência terrena, deveria eu dizer que o lugar de onde venho é por ventura a desconhecida cidadezinha onde nasci? Não seria, por direito, o fatídico lugar onde acabei os meus dias? Ou, quem sabe, mais acertadamente, o lugar onde meu coração escolheu ficar? Venho de onde a vida tudo me deu, ou venho da terra que me negou teto e um amor não me concedeu?
Sou filho da terra que aceitou meu suor por um naco de pão, ou daquela que me deu por leito um pedaço de chão?

Findo o meu inquérito, com mais duas ou três perguntas pessoais, diria que venho do mais íntimo de mim, e que, na busca pelo paraíso de leite e mel, ali me encontro porque me disseram que “ali é o céu”. Portando, ao me perguntarem o porquê de estar ali, confirmaria que apenas por um precoce engano teria sido levado até aquele lugar. Mas, que tendo acesso à lista de convidados, talvez me atraísse ficar. Pois, a considerar pela vida terrena que conheci tão pouco, saber quem vai te acompanhar pelo resto da “vida” conta muito no final das contas. Por outro lado, caso não me apeteça permanecer, agradeceria imensamente que me informassem o caminho de volta.

Alguém conhece a saída?






Leia +...