quinta-feira, março 15

O amor: esse cavalo de Tróia

 


Fazendo uma visita ao blog da Luma, me deparei com o convite para a Blogagem coletiva de Amor aos Pedaços; em que cada blogueiro participante fala de um pedaço de amor. O 1º pedaço de amor será sobre o "Encantamento", as próximas fases serão divulgadas no link acima. Se você se interessou dê uma olhada.


O Voz tem dois autores: Tony e Lugirão, nessa fase da blogagem, partiparemos com dois textos, um de cada autor.
                                                       
Tony


A psicologia do desenvolvimento estuda as fases para o amadurecimento do corpo, da mente, e do sexo. Chega a prever mudanças pelas quais vamos passar e o que vai nos ocorrer naqueles períodos. Mas, com relação à descoberta do amor ainda não se conseguiu estabelecer nenhum parâmetro. Quando vai chegar, se será duradouro, avassalador, eterno ou efemero, a ciência ainda não se arrisca. Esse é um campo que talvez seja melhor conhecido pela poesia, pela literatura.

Após os primeiros sinais desse magnetismo, desse “fogo que arde e não se vê” chamado amor, mais arrebatador ainda são os amores outros, os profanos, adúlteros. O primeiro amor é singular, mas os outros são plural. São devastadores!

A história está repleta de casos de paixões irresistiveis que chegaram a por povos e reinos em conflito, que jogaram pai contra filho e nação contra nação, embora quase sempre cercados de alguma dose de mito. Podemos lembrar os casos de Bete-seba e Davi, de Helena de Tróia e Páris, entre tantos outros. Dentre as “puladas de cerca” mais famosas, uma que sempre me chamou muito a atenção é o caso de amor entre Inês de Castro e o príncipe D. Pedro, mais tarde Rei de Portugal. Embora tenha servido de tema para a poesia, a prosa, pintura, escultura, o teatro e o cinema em todo mundo, trata-se de um caso real.

Inês de Castro, dama galega, veio para Portugal como dama de companhia de D. Constança, noiva do príncipe D. Pedro, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal. Pedro foi tomado por uma paixão fulminante por Inês. Viveu com ela um amor clandestino, avassalador. Tiveram dois filhos. Com a morte de D. Constança, em 1349, D. Pedro, futuro Rei de Portugal, então viúvo, queria selar seu amor com Inês e fazê-la sua rainha. D. Afonso IV, pretendendo conduzir Pedro a um casamento de conveniências políticas para Portugal, vê como única saída mandar matar Inês na ausência de D. Pedro. Inês foi decapitada em 1355.

D. Pedro nunca se conformaria. Seis anos após o assassinato, quando já era rei, mandou transladar o corpo de Inês, com pompas de rainha, para o mosteiro de Alcobaça. E, com os requintes de crueldade peculiares à época, mandou punir com a morte os algozes de sua amada.

Inês foi notabilizada pela literatura do século XVI, por sua beleza e amor. O episodio, narrado no Canto III de Os Lusíadas, de Camões, não teve final feliz, como geralmente ocorre na ficção, mas é considerado um dos mais belos momentos do poema.

E para imortalizar seu amor por Inês, D. Pedro jurou perante a corte que se havia casado clandestinamente com ela, transformando-a, assim, em rainha depois de morta. Este caso simboliza, ainda, a força e a veemência do amor em Portugal. Dizem que o brasileiro herdou essa voluptuosidade dos portugueses.

Seja português ou brasileiro, nobre ou plebeu, quando os olhinhos brilham e as mãos suam frio, que se dane o Reino; Castelos virão abaixo, pois já se deu o encantamento! Como disse Florbela, também portuguesa, "Ah! podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como um deus: princípio e fim!”

É esse cavalo de Tróia que adentra os portões da alma humana! O amor!

Foto: Hybrid Images


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Lugirão


O amor acontece ao ser humano em todas as fases da vida.

Basta ver o encantamento do bebê ao olhar para a mãe, acho que ai que acontece o nosso primeiro grande amor.

O tempo vai passando e no início da adolescência nos apaixonamos de verdade, a idade varia de indivíduo para indivíduo, o amor também,para alguns o amor de verdade demora um pouco, para outros nem tanto,e tem os que nunca consigam encontrar um amor de verdade ao longo da vida.

A medida que vamos envelhecendo achamos que perdemos a capacidade de nos apaixonar, talvez porque ao longo da vida amores nascem, alguns duram uma vida inteira,mas são raros, outros terminam logo, seja por não serem correspondidos, outros por que não eram amor de verdade. O amor vai caindo em descrédito.

Então quando você menos espera, está distraído, o cupido te dá uma flechada e você é pego de jeito, apaixonada feito um adolescente,coração disparado, pernas trêmulas, mãos suando, olhos brilhando, nem conversar com o alvo do seu amor você consegue, logo você tão falante, não sabe como , mas dá um branco toda vez que chega perto dele; é desconcertante.

Para mim o amor chegou logo, entre onze e doze anos, cai de amores por um amiguinho e claro tímida que era, pelo menos nesse assunto, ele nunca soube. Alguns anos mais tarde, numa feliz coincidência, ele “olhou para mim”, ensaiamos um namoro, que por circunstancias territoriais, ele morava longe de mim , não teve vida longa... mas nunca esqueci de todo esse amor, que sempre foi secreto, o jovem em questão nunca soube do amor que nutria por ele.

Tolice achar que só os jovens conseguem amar intensamente, os adultos amam tanto quanto, apenas lidam melhor com seus sentimentos, até porque aprenderam ao longo da vida, como disfarçar suas emoções, mas não acredito que ao se olhar no espelho e se ver mais bonita, uma beleza que vem de dentro para fora, da alma, que só você vê, sente, que advêm do encantamento de estar amando.

O amor acontece em qualquer idade, esse é o nosso maior presente, enquanto tiver vida, existirá a capacidade de amar e ser amado.


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terça-feira, março 13

E viva a poesia!

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Foto: Apic
Coleção: Hulton Archive
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Com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia pelo mundo, foi criado pela UNESCO em 1999 o Dia Mundial da Poesia, que se celebra em 21 de março.
Amanhã, 14 de março, comemoramos, aqui na terra Brasilis, o Dia Nacional da Poesia. Esta data foi escolhida por ser a data de nascimento do grande escritor baiano Castro Alves.

A poesia não pode passar em brancas nuvens (folhas). Segue nossa homenagem aos poetas e amantes da poesia.

Aos poetas

O poeta finge não ser amor
A razão do seu martírio;
Vê da sua terra as palmeiras;
Enquanto amarga o exílio.

Finge não ver a pedra
No meio do caminho;
Encanta-se com flores do campo
E as trata com carinho.

Relembra com saudade
A aurora da sua vida;
Canta com franca adoração
A sua terra querida.

O poeta empresta os olhos
Aos que não enxergam a fundo
Toda a beleza oculta
Nas coisas mais simples do mundo.

Finge ser sobre-humano
Busca dos versos a perfeição;
Craveja de poesia a vida,
Pelas duas morre de paixão.
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Nosso abraço a todos os que "emprestam os olhos aos que não conseguem ver".



Licença Creative Commons
O trabalho Aos poetas de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em vozativa2.blogspot.com.
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domingo, março 11

FORÇA JAPÃO!

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Um ano após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter, o maior tremor em 140 anos, o Japão se reconstrói. Após o tremor, ocorrido ha exatamente um ano, cerca de 160 mil pessoas desapareceram e mais de 10 mil morreram.

Não é a primeira vez que o povo Japonês demonstra sua enorme capacidade de renascer das cinzas. Guerras, terremotos, catástrofes, não importam, a fênix sempre se levanta.

Ele vai sair dessa; é só uma questão de tempo!

Força, Japão!
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quinta-feira, março 8

Dia Internacional da Mulher

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Foto: Evening Standard
Coleção: Hulton Archive

Neste glorioso dia, 8 de março, o qual reservamos para homenagear as mulheres, eu gostaria de lembrar aqui o nome de Golda Meir (Kiev, 3 de Maio de 1898 — Jerusalém, 8 de Dezembro de 1978). Golda foi nome importante na fundação do Estado de Israel.
Emigrou para a Palestina em 1921, lá militou no sindicato Histadrut e no partido trabalhista Mapai. Conseguiu sobressair-se em uma nação, historicamente de tradição patriarcal, machista e ortodoxa milenar. Além de primeira embaixadora israelense na extinta URSS em 1948, ela foi ministra do Bem-Estar Social e ministra do Exterior.
Como primeira-ministra de Israel, entre 1969 e 1974, Golda Meir esteve no comando do país em um dos momentos mais dramáticos de sua história como Estado livre: a Guerra do Yom Kippur, quando se comemorava do Dia do Perdão judaico.
David Ben-Gurion, primeiro Chefe de Estado de Israel, certa vez disse: "Golda Meir é o único homem do meu gabinete". É um elogio um pouco machista mas já demonstrava a influência de Golda sobre Israel.

Para finalizar, segue um trecho de um poema que escrevi em homenagem ao "sexo fraco" (desculpem o clichê, rss).

Mulheres

Na guerra
É o pai, é o escudo
Na fome
O leite, o pão
Solo fértil
Onde germina a semente

Mulheres mártires
Mulheres de maio,
De junho, de sempre
Mulheres de Atenas,
De Hiroshima, de Gaza

Mulheres de casa,
Da vida, da rua,
Da terra, do lixo,
Do submundo,
Mulheres de fibra,
De rocha, de aço,
...
Grande beijo a todas essas mulheres,
Parabéns aos homens que tem a sorte de ter uma delas ao seu lado!
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quinta-feira, março 1

Com que cara que eu vou!

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Hoje primeiro de março, é o Aniversario do Rio de Janeiro; 447 anos. Teve show na Quinta da Boa Vista, teve bolo na Praça Tiradentes e muitos outros eventos pela cidade. Muito me envaidece estar presente nesta grande festa, afinal o Rio é a cidade que me acolheu. Maravilhosa. É minha segunda casa, ou terceira, ou...
A verdade é que nestas ocasiões, de aniversário da(s) cidade(s), sempre me bate uma inquietação, uma dúvida angustiante. O dilema é que minha terra natal é Fortaleza; por alguns anos vivi em São Paulo; morei alguns anos no Rio, outros em Niterói e hoje moro em São Gonçalo, coladinho com Rio e Niterói. Na verdade toda minha vida profissional, acadêmica e domiciliar foi dividida entre estes cinco amores. Meu coração tem lugar para todas elas. Mas na hora dos aniversários bate uma insegurança danada; ou até mesmo indiferença, visto que o coração fica dividido entre elas. Devo ir ao aniversario da Cidade Maravilhosa, ao da Terra da Garoa? Ou deveria prestigiar apenas o da minha cidade natal? Aliás, deixei Fortaleza há tantos anos, que se não fora pelo berço que me proporcionou e pela infância marcante, talvez não ligasse mais para a terra do sol.
Mas, é assim, sempre esse dilema!
Enfim, que as outras não saibam, hoje fui à festa de aniversário da Cidade Maravilhosa . Cantei parabéns, comi do bolo, tirei muitas fotos e abracei a aniversariante. Mas, por favor! Não contem pra ninguém.

Parabéns Rio!

Quer fazer uma visitinha à Cidade Maravilhosa clique aqui .
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