sábado, março 24

Morre Chico Anysio

 


Chico Anysio de Oliveira Paula Filho, Cearense de Maranguape, nasceu em  12 de Abril de 1931, faleceu  dia 23 de Março, no Rio de Janeiro aos 80 anos.


Seu corpo será velado no Theatro Municipal do Rio, Chico estava internado no Hospital Samaritano, faleceu às 14:52,  segundo o  boletim médico informou que o paciente não resistiu a uma parada cardiorespiratória e a morte ocorreu por conta de falência múltipla dos órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.


Chico Anysio foi ator , dublador, escritor, compositor, pintor , humorista,  era mais conhecido pela criação de seus vários personagens em programas humorísticos para a tv.
Entre os seus inúmeros personagens alguns são bem conhecidos do grande público como o Professor Raimundo, Alberto Roberto, Azambuja, Bento Carneiro, Brazuca, Canavieira, Justo Veríssimo, Coalhada, Jovem, Nazareno, Painho, Pantalẽao, Roberval Taylor, Salomé,só para citar alguns.


Chico não morreu, foi fazer humor em outra esfera, aqui ele deixou um legado enorme, prova de seu enorme talento.


Update: postando um comentário.
"Filho de Maranguape! 
Sabíamos desde o princípio que não vieste para ficar. Contudo, a tua estada na terra será inesquecível. Aqui, tu e todos os teus heterônimos fizeram escola. Vai ciente do dever cumprido, pois o teu show já não é coisa deste mundo."

Tony

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quarta-feira, março 21

Pássaros e poemas pelo mundo

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Vinte e um de março é o Dia Mundial da Poesia, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1999, com o propósito de promover a leitura, escrita, divulgação e ensino da poesia pelo mundo.

Os poemas são como pássaros deixe que eles se alimentem um pouquinho em suas mãos, vai?




Os poemas
.
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

QUINTANA, Mário. Esconderijos do tempo. Porto Alegre: L&PM,1980.
&&&

* A foto acima é de Martin Harvey, Coleção: Digital Vision
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segunda-feira, março 19

Então, somos imortais!

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Como blogueiros, escritores, produtores de alguma forma de conteúdo digital, é bom que possamos sustentar amanhã o que dissermos hoje. Como pessoas, que precisam de certa privacidade, é bom que possamos não nos arrepender do que dissemos ontem.

Não podemos esquecer que tudo que postamos na blogosfera poderá ser usado contra nós; a favor também, claro. Tudo que produzimos on-line ficará guardado para sempre em algum lugar do passado blogosférico. E, quanto aos seus passeios pela rede, se você pensa que apagando as memórias de acesso, os históricos de navegação, os registros de e-mail e chat, não deixará rastros, está tecnologicamente enganado. Não é como amassar um rascunho em papel e jogar na lixeira - aquela de verdade, de ferro, de plástico, etc. O seu provedor, seu navegador, ou o seu site de buscas mantem registros de tudo. Por essas e outras pegadas deixadas no mundo digital já podemos nos considerar imortais. Elas estarão sempre lá.

Enquanto você está pesquisando no seu site de buscas preferido, ele está rastreando sua navegação e construindo um perfil seu. Não só como consumidor, mas também como pessoa; suas preferências, seus hábitos. Trocando em miúdos, quem quer anonimato não usa Internet.

Portanto é sempre bom adotarmos um procedimento correto. Ter sempre em conta os direitos de autoria, ser politicamente correto, evitar ofender alguém ou alguma classe. Aquela coisa de ética digital, sabe? Ofendeu, desculpe-se, errou, corrija-se.

Assim, não deixamos o “rabo preso na teia” e a convivência será sempre pacífica e duradoura neste mundo de infinitas possibilidades e hipertextualidades. Seremos felizes para sempre, virtualmente.

E tá gravado!
Geeennte! Falei alguma bobagem? Ooops!
....

Ilustração de: Kenichi Nakane; Coleção: Imagezoo
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quinta-feira, março 15

O amor: esse cavalo de Tróia

 


Fazendo uma visita ao blog da Luma, me deparei com o convite para a Blogagem coletiva de Amor aos Pedaços; em que cada blogueiro participante fala de um pedaço de amor. O 1º pedaço de amor será sobre o "Encantamento", as próximas fases serão divulgadas no link acima. Se você se interessou dê uma olhada.


O Voz tem dois autores: Tony e Lugirão, nessa fase da blogagem, partiparemos com dois textos, um de cada autor.
                                                       
Tony


A psicologia do desenvolvimento estuda as fases para o amadurecimento do corpo, da mente, e do sexo. Chega a prever mudanças pelas quais vamos passar e o que vai nos ocorrer naqueles períodos. Mas, com relação à descoberta do amor ainda não se conseguiu estabelecer nenhum parâmetro. Quando vai chegar, se será duradouro, avassalador, eterno ou efemero, a ciência ainda não se arrisca. Esse é um campo que talvez seja melhor conhecido pela poesia, pela literatura.

Após os primeiros sinais desse magnetismo, desse “fogo que arde e não se vê” chamado amor, mais arrebatador ainda são os amores outros, os profanos, adúlteros. O primeiro amor é singular, mas os outros são plural. São devastadores!

A história está repleta de casos de paixões irresistiveis que chegaram a por povos e reinos em conflito, que jogaram pai contra filho e nação contra nação, embora quase sempre cercados de alguma dose de mito. Podemos lembrar os casos de Bete-seba e Davi, de Helena de Tróia e Páris, entre tantos outros. Dentre as “puladas de cerca” mais famosas, uma que sempre me chamou muito a atenção é o caso de amor entre Inês de Castro e o príncipe D. Pedro, mais tarde Rei de Portugal. Embora tenha servido de tema para a poesia, a prosa, pintura, escultura, o teatro e o cinema em todo mundo, trata-se de um caso real.

Inês de Castro, dama galega, veio para Portugal como dama de companhia de D. Constança, noiva do príncipe D. Pedro, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal. Pedro foi tomado por uma paixão fulminante por Inês. Viveu com ela um amor clandestino, avassalador. Tiveram dois filhos. Com a morte de D. Constança, em 1349, D. Pedro, futuro Rei de Portugal, então viúvo, queria selar seu amor com Inês e fazê-la sua rainha. D. Afonso IV, pretendendo conduzir Pedro a um casamento de conveniências políticas para Portugal, vê como única saída mandar matar Inês na ausência de D. Pedro. Inês foi decapitada em 1355.

D. Pedro nunca se conformaria. Seis anos após o assassinato, quando já era rei, mandou transladar o corpo de Inês, com pompas de rainha, para o mosteiro de Alcobaça. E, com os requintes de crueldade peculiares à época, mandou punir com a morte os algozes de sua amada.

Inês foi notabilizada pela literatura do século XVI, por sua beleza e amor. O episodio, narrado no Canto III de Os Lusíadas, de Camões, não teve final feliz, como geralmente ocorre na ficção, mas é considerado um dos mais belos momentos do poema.

E para imortalizar seu amor por Inês, D. Pedro jurou perante a corte que se havia casado clandestinamente com ela, transformando-a, assim, em rainha depois de morta. Este caso simboliza, ainda, a força e a veemência do amor em Portugal. Dizem que o brasileiro herdou essa voluptuosidade dos portugueses.

Seja português ou brasileiro, nobre ou plebeu, quando os olhinhos brilham e as mãos suam frio, que se dane o Reino; Castelos virão abaixo, pois já se deu o encantamento! Como disse Florbela, também portuguesa, "Ah! podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como um deus: princípio e fim!”

É esse cavalo de Tróia que adentra os portões da alma humana! O amor!

Foto: Hybrid Images


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Lugirão


O amor acontece ao ser humano em todas as fases da vida.

Basta ver o encantamento do bebê ao olhar para a mãe, acho que ai que acontece o nosso primeiro grande amor.

O tempo vai passando e no início da adolescência nos apaixonamos de verdade, a idade varia de indivíduo para indivíduo, o amor também,para alguns o amor de verdade demora um pouco, para outros nem tanto,e tem os que nunca consigam encontrar um amor de verdade ao longo da vida.

A medida que vamos envelhecendo achamos que perdemos a capacidade de nos apaixonar, talvez porque ao longo da vida amores nascem, alguns duram uma vida inteira,mas são raros, outros terminam logo, seja por não serem correspondidos, outros por que não eram amor de verdade. O amor vai caindo em descrédito.

Então quando você menos espera, está distraído, o cupido te dá uma flechada e você é pego de jeito, apaixonada feito um adolescente,coração disparado, pernas trêmulas, mãos suando, olhos brilhando, nem conversar com o alvo do seu amor você consegue, logo você tão falante, não sabe como , mas dá um branco toda vez que chega perto dele; é desconcertante.

Para mim o amor chegou logo, entre onze e doze anos, cai de amores por um amiguinho e claro tímida que era, pelo menos nesse assunto, ele nunca soube. Alguns anos mais tarde, numa feliz coincidência, ele “olhou para mim”, ensaiamos um namoro, que por circunstancias territoriais, ele morava longe de mim , não teve vida longa... mas nunca esqueci de todo esse amor, que sempre foi secreto, o jovem em questão nunca soube do amor que nutria por ele.

Tolice achar que só os jovens conseguem amar intensamente, os adultos amam tanto quanto, apenas lidam melhor com seus sentimentos, até porque aprenderam ao longo da vida, como disfarçar suas emoções, mas não acredito que ao se olhar no espelho e se ver mais bonita, uma beleza que vem de dentro para fora, da alma, que só você vê, sente, que advêm do encantamento de estar amando.

O amor acontece em qualquer idade, esse é o nosso maior presente, enquanto tiver vida, existirá a capacidade de amar e ser amado.


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terça-feira, março 13

E viva a poesia!

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Foto: Apic
Coleção: Hulton Archive
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Com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia pelo mundo, foi criado pela UNESCO em 1999 o Dia Mundial da Poesia, que se celebra em 21 de março.
Amanhã, 14 de março, comemoramos, aqui na terra Brasilis, o Dia Nacional da Poesia. Esta data foi escolhida por ser a data de nascimento do grande escritor baiano Castro Alves.

A poesia não pode passar em brancas nuvens (folhas). Segue nossa homenagem aos poetas e amantes da poesia.

Aos poetas

O poeta finge não ser amor
A razão do seu martírio;
Vê da sua terra as palmeiras;
Enquanto amarga o exílio.

Finge não ver a pedra
No meio do caminho;
Encanta-se com flores do campo
E as trata com carinho.

Relembra com saudade
A aurora da sua vida;
Canta com franca adoração
A sua terra querida.

O poeta empresta os olhos
Aos que não enxergam a fundo
Toda a beleza oculta
Nas coisas mais simples do mundo.

Finge ser sobre-humano
Busca dos versos a perfeição;
Craveja de poesia a vida,
Pelas duas morre de paixão.
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Nosso abraço a todos os que "emprestam os olhos aos que não conseguem ver".



Licença Creative Commons
O trabalho Aos poetas de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em vozativa2.blogspot.com.
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