domingo, outubro 7

Poesia & marketing político

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Foto: fuse

Olha a rima; o negócio é rimar! Candidatos descobrem a rima. A poesia está fazendo a festa dos candidatos às eleições 2012. Refrões do tipo “Chegou a nossa vez, conto com vocês”, “Não esqueça, Fulano na cabeça”, “Para melhorar, tem que mudar” e muitas outras estão impregnando nosso cérebro. Algumas até muito criativas; não vou citá-las aqui para não promover o candidato. Não é essa a intenção.

Agora, aquelas paródias pegajosas são menos “interessantes”. Parece que impregnam no cérebro da gente. É como um vírus, quando vê você está cantando a "musiquinha", e nem conhece o candidato! É uma tortura. Mas está acabando. Quer dizer, vamos torcer para não haver segundo turno.

Mas, pelo menos um aspecto positivo: a poesia está em alta.
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quinta-feira, outubro 4

Falsebook: Pequenas mentiras

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Foto: VikaValter - Colecção: Vetta


Na visão cristã não existe mentira pequena e mentira grande. Tudo é mentira. E, embora não seja um dos sete capitais, mentir também é pecado.

Na verdade, deixando a questão do pecado de lado, se observarmos a nossa rotina vamos perceber que as pequenas mentiras são constantes em nossas vidas, e queiramos ou não, são necessárias para a sobrevivência em sociedade.

Além de termos que contar das nossa, também temos que engolir algumas indigestas.

As mentirinhas já aparecem logo cedo. Mesmo naqueles dias em que você acorda com o pé esquerdo,  não tem nada dando certo, num cumprimento matinal com os amigos você responde "Tudo bem! e você?". Tem aquelas mentirinhas que você é obrigado a dizer ao telefone para fugir de pessoas indesejáveis ou do temível telemarketing; aquelas ditas na rua quando da abordagem de estranhos; as mentiras que as mulheres contam para as amigas; as mentiras que os homens contam no bar depois da pelada, depois da pescaria ou depois da relação amorosa; as mentiras sociais contemporâneas: do tipo o morro está pacificado; eu não serei candidato a reeleição, O Brasil é o país do futuro (ô futuro que não chega, sô!).

Tem também as mentirinhas que os homens contam para suas parceiras; as mentirinhas postadas nas redes sociais, nos seus perfis; as mentirinhas que as pessoas colocam nos seus Currículos quanto à formação, cursos e experiência. E ultimamente temos que engolir as mentiras que os políticos contam para conquistar o voto do eleitor. Tem cada uma!

Tudo bem que você não pode ser verdadeiro o tempo todo senão vira uma presa fácil, mas tem historinhas que não dá para engolir!

Afinal, seríamos nós, todos personagens de um Falsebook na vida social?!

Abraços!
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domingo, setembro 30

Primavera & poesia

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Desde 22 de setembro e até 21 de dezembro, vivemos a Primavera no hemisfério sul. É a estação tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna. A Primavera está associada ao desabrochar das flores e ao cenário dos amores.

A este cenário tão poético e tão fértil, o autor dos mais belos versos de amor da língua portuguesa não poderia ter passado indiferente.

Este é um soneto camoniano dedicado à estação dos amantes.

XXVIII

Está-se a Primavera trasladando
Em vossa vista deleitosa e honesta;
Nas belas faces, e na boca e testa,
Cecéns, rosas, e cravos debuxando.

De sorte, vosso gesto matizando,
Natura quanto pode manifesta,
Que o monte, o campo, o rio, e a floresta,
Se estão de vós, Senhora, namorando.

Se agora não quereis que quem vos ama
Possa colher o fruto destas flores,
Perderão toda a graça os vossos olhos.

Porque pouco aproveita, linda Dama,
Que semeasse o Amor em vós amores,
Se vossa condição produz abrolhos.

 (Camões. Rimas, 1595)
 
Boa semana a todos!
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quarta-feira, setembro 26

Invasão alienígena

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Eu sabia que isto um dia ia acabar acontecendo. Os Aliens finalmente invadiram a terra.

Não eram muitos, mas se duplicavam com enorme facilidade e falavam uma língua muito estranha, enrolada. Já haviam chegado ao meu bairro. Circulavam em volta do meu corpo já caído, “dominado”. Pareciam todos iguais: altos, pernas compridas, quatro delas; duas cabeças, cada uma com dois olhos, duas orelhas, tudo em dobro. Muito estranhos, fluídos, deformados, e “duplicados”. E, pasmem, não eram verdes! Talvez um pouco amarelados.

Seus movimentos giratórios a minha volta pareciam uma estratégia para me intimidar, para me confundir. E, que eles não saibam, estava funcionando. Deixaram-me completamente tonto.

Todo o meu entorno era instável, sísmico. Tive a impressão de que um deles, pelo menos, já havia se alojado no meu estômago, e outro, talvez, na cabeça, como um parasita, igual acontece nos filmes de invasão alienígena.

As coisas continuavam a girar. Mesas e cadeiras também flutuavam. Agora viravam tudo de cabeça para baixo; seria o meu fim.

Um cheiro etílico, nauseante, tomava conta do ambiente. As criaturas, que pareciam ter um especial interesse em mim, continuavam a tortura, girando em torno do meu corpo, até que um deles fez contato. Sua aparência não era de todo estranha. Aproximou-se, agachou-se nas suas quatro pernas até o chão onde eu me encontrava e proferiu algo que me pareceu compreensível, embora meu corpo não pudesse ainda obedecê-lo.

- Aí parceiro, irch, acorda! Levanta! O bar vai fechar. Irch!

- Irch!
 
by Tony

 

Licença Creative Commons
O trabalho Invasão alienígena de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://vozativa2.blogspot.com.br/.
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quinta-feira, setembro 20

Jorge, cem anos Amado

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Arquivo ABL

Jorge, Amado, idolatrado, filho do País do Carnaval, da Bahia, Bahia de São Jorge, dos Ilhéus, Bahia do Cacau, de Todos os Santos.  Filho de tantas mães, de santo; pai de tantos brasileiros, personagens; pai do Menino Grapiúna, de Tieta, de Teresa Batista, de Gabriela e de tantos outros, criados nas areias, com Cravo e Canela. Na Estrada do Mar sua poesia traça sua Biografia.

Em seus romances o autor escreveu sobre o Amor do Soldado, o Mundo da Paz e da Hora da Guerra; da Tenda dos Milagres e do Sumiço da Santa.

Jorge Leal Amado de Faria (10/08/1912-6/08/2001), que assumiu a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras em 1961, foi um dos homenageados da XXII Bienal Internacional do Livro de São Paulo, ocorrida em agosto 2012. Desde o início do ano, centenas de eventos pelo Brasil e pelo mundo celebram o centenário de nascimento de Jorge Amado.

Seu romance é a Bahia, de todos os homens, de todos os santos, do nordeste, do Brasil. De Jequié para o mundo, Amado, inesquecível, Jorge.

 
Bom final de semana!
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