quinta-feira, dezembro 20

Árvores de Natal

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A tradição de enfeitar árvores para o Natal é um ritual antiquíssimo, e são muitas as versões sobre sua origem.  No início, era uma prática pagã, posteriormente, foi assimilada pelo cristianismo. Estabeleceu-se no norte da Europa, terra dos pinheiros, a árvore de Natal clássica, no começo do século XVI. Portanto, não é uma tradição tropical, mas sim nórdica. Mas, a tradição chegou à terra brazuca.

E brasileiro gosta de coisa grande. Tornou-se agenda de dezembro a inauguração da Árvore de Natal e a Chegada de Papai Noel em todas as capitais do país. Daí surgem as disputas pela vaga de maior árvore do Brasil, a árvore mais bonita do Brasil, a maior árvore flutuante do Brasil, a maior arvore ecológica (de reciclados), etc.
Fortaleza - CE

Estive recentemente em Fortaleza e tive a oportunidade de apreciar a árvore de natal cearense, na Praça Portugal (a da praça do Ferreira pegou fogo). Muito bonita, “diferente”, valoriza a arte regional, e gigantesca, tem mais de 60 metros. No entanto, já não é novidade. Sei que meu irmão cearense é muito criativo, sua habilidade vai bem além disso. A árvore é linda, sem duvida, principalmente à noite, mas o turista que vai todo ano à capital cearense curtir suas belas praias e a deliciosa culinária, já percebeu que todo ano a árvore segue o mesmo projeto desde 2007; é feita de redes. Isso mesmo, redes de dormir. O conterrâneo, está subestimando sua criatividade; tá na hora de mudar.
Rio de Janeiro - RJ

A do Rio de Janeiro, a árvore da lagoa (85 metros e mais de 3 milhões de microlampadas) é a maior árvore flutuante do mundo, a de Aracaju, Sergipe, que detinha o título de maior do Brasil e do mundo (Em sua 22ª edição (2010) media 127,99 metros - Guiness Book), não será erguida este ano (uma pena!), e por aí vai Brasil afora, ou a  dentro!
Aracaju - SE

O mais importante é comemorar o Natal, em paz e harmonia, cercados de boas companhias. E confraternizar!
*Feliz Natal!*
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quinta-feira, dezembro 13

Centenário de Luis Gonzaga, O Rei do Baião

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Luis Gonzaga nasceu no dia 13 de Dezembrode 1912, numa fazenda, no povoado chamado Araripe, a 12 km de Exu-PE. Um fato interessante é que ele deveria ter o mesmo nome do pai: Januário José dos Santos, mas na madrugada do seu nascimento o pai foi ao terreiro da casa e viu uma estrela cadente, por causa desse evento colocou o nome do santo do dia São Luis Gonzaga, e por ter nascido no mês do Natal, colocou o sobrenome Nascimento.

Seu pai trabalhava na roça, e tocava acordeon nas horas vagas, foi com ele que aprendeu a tocar. Desde muito cedo começou a se apresentar em bailes, feiras acompanhando o pai. Luis se manteve fiel as suas origens e se consagrou cantando o baião.

Luis aos 18 anos se apaixonou por Nazarena e foi rejeitado pela familia da moça , até ameaçado de morte, revoltado por não poder casar com a moça, ingressou no exército na cidade do Crato-Ce , passou nove anos sem dar notícias, viajou por vários estados. Em 1939, deu baixa no exército e foi tentar a carreira de músico, não obteve muito sucesso, só em 1941 tocando a música "Vira e Mexe" de sua autoria no programa de Ari Barroso foi aplaudido, o que lhe valeu um contrato, foi sua primeira música gravada em disco. Foi contratado da Rádio Nacional, nesse período ele começou a se apresentar com roupa de vaqueiro.

Em 1945 gravou sua primeira música cantada "Dança mariquinha"

Em 1946 Luis voltou a Exu para rever seus pais e compos a música Respeita Januário onde narra o reencontro.

Em 1947 compôs a música "Asa Branca" junto como cearense Humberto Teixeira.




Em 1948 casou-se com Helena Cavalcanti com quem viveria até o fim da vida, não teve filhos biológicos, mas adotou antes do casamento um garoto de sua amante na época; que se chamaria  Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (Gonzaguina) e com sua esposa uma garota chamada Rosa.

Luis teve uma relação muito conturbada com o filho a quem amava, eles só se entenderam em 1979, quando fizeram uma viagem juntos pelo Brasil e Gonzaguinha compôs várias musicas para o pai, eles finalmente ficaram amigos.

Luis Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu de parada cardiorespitória no Hospital Santa Joana no Recife-Pe em 2 de agosto de 1989.



Está em cartaz nos cinemas, o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada de Luiz Gonzaga com o filho Gonzaguinha.


Luiz Gonzaga é conhecido como o rei do Baião, quem teve o privilégio de assistir a um dos seus shows sabe como o título é apropriado.

Conheça mais sobre a vida e obra de Luis Gonzaga aqui
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segunda-feira, dezembro 10

...me lembrou Clarice

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“...ah, me corrói a ideia de ver que o blog esta há dias sem atualização, fazer o quê? Não tem dado... Até tenho algumas ideias, poemas, sempre algum na manga,  mas só isso não basta; as ideias tem que ir pro papel, tem que revisar ilustrar, postar enfim. Quisera eu fosse tudo tão simples...pra completar é dezembro. Fim de ano é uma coisa! Compromissos com a família, Natal, compras, shopping lotado, amigo oculto. A gente se envolve com tanta coisa que acaba não dando conta. Tenho que arrumar um tempinho, blog também é compromisso, se de todo não der, daqui a pouco esse estresse todo passa e eu volto a escrever...é só uma fase.”

 Não sei porque mas este breve monólogo me lembrou Clarice:

Com seu estilo literário introspectivo Clarice Lispector (Tchetchelnik, 10/12/1920 — Rio de Janeiro, 9/12/1977), de origem judaica, foi uma escritora e jornalista brasileira, nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira.

Escritora por vocação, brasileira por opção, Clarice foi escritora da alma feminina, mestra das epifanias e fluxos de consciência na construção de seus personagens. Deixou-nos de presente muitas obras, tais como: A hora da estrela, Laços de família, Perto do coração selvagem.

 Hoje, 10 de dezembro, é seu aniversário de nascimento.
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sexta-feira, novembro 30

Em que consiste a poesia

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Alguns versos
by Tony

O que faz de uns poucos versos poesia
É o sangue que corre em suas linhas
É falar de dores que também são minhas
É toda a vida que neles já existia.

O que faz de alguns versos poesia
São metáforas calcadas na verdade,
São vidas contadas sem vaidade.
São meias-verdades ou pura fantasia.

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Um bom final de semana a todos!
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sexta-feira, novembro 23

X Bienal Internacional do Livro do Ceará

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Encerrou-se 18/11 a X Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fui conferir. Não teve a dimensão da Bienal de São Paulo ou do Rio de Janeiro, mas não ficou muito distante nos números. Afinal, uma Bienal do Livro seja onde for é o paraíso para os leitores (editores e escritores também).

A 22ª Bienal do Livro de São Paulo. Entre 9 e 19 de agosto, reuniu cerca de 750 mil visitantes.
Durante a XV Bienal do Livro Rio, de 1 a 11 de setembro de 2011, passaram pelo Riocentro, no Rio de Janeiro, 670 mil pessoas.
A X Bienal do Livro Ceará, de 8 a 18 de novembro, teve um público estimado de 600 mil pessoas.

Cada bienal tem as suas particularidades. A Bienal Internacional do Livro do Ceará valoriza o escritor e o editor local e regional, sem esquecer as editoras nacionais e editoras universitárias. No Centro de Eventos do Ceará havia uma grande área no térreo do pavilhão D, onde se realizou o evento, reservada para cordelistas, repentistas e suas editoras. Neste espaço houve uma interessante exposição de prelos, maquinas tipográficas antigas, utilizadas por renomados editores de Literatura de Cordel. Dentre elas podia ser vista uma tipografia manual de 1880. Este espaço foi ainda palco de grandes homenagens ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que foi muito cantado pelos cordelistas, pela passagem do centenário de seu nascimento.

A Bienal do Livro teve por tema “Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, uma homenagem aos 120 anos de um movimento artístico que agitou Fortaleza do final do século XIX com o humor, por iniciativa de um grupo de escritores, pintores e músicos que promoveram intensas atividades de renovação artística e literária.

Vale destacar que ao contrário das bienais do sul do país a bienal do Livro do Ceará teve entrada franca e a grande massa de visitantes era de escolares.

Durante o evento foram lembrados ainda os 90 anos da Semana de Arte Moderna, e os centenários do dos escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues; e do cantador e violeiro Joaquim Batista de Sena, representante da poesia popular nordestina.

 Bom final de semana!
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