domingo, janeiro 20

Tudo vale a pena

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(Arquivo particular)

Uma frase muito conhecida e muito utilizada no discurso motivador, tanto em conversas informais como em palestras. No entanto, o que se observa muitas vezes é que as pessoas desconhecem a origem dela e o real contexto em que foi escrita.

A frase "Tudo vale a pena / se a alma não é pequena" faz parte do poema "Mar português" escrito por Fernando Pessoa (o próprio, ortônimo). O poema foi escrito em 1922 e publicado em 1934, no livro Mensagem, o único livro de Pessoa publicado em vida em língua portuguesa, pois, inicialmente, o poeta português escrevia muitos poemas em Inglês, língua em que foi educado.

Pessoa cantou seus reis, seus mares, seu povo sua terra. Foi sua fase de nacionalismo místico; em Mensagem, sua obra era um elogio a Portugal.

No breve poema "Mar português" ele fala das dores e glórias dos navegadores portugueses investidos das tarefas de cruzar mares desconhecidos e conquistar novos caminhos, novas terras. Apesar de todo o investimento material e humano, apesar de tantas vidas sacrificadas, valeu a pena! Diz o poema.

A expansão Ultramarina levou Portugal a uma posição de destaque mundial durante os séculos XV e XVI.

MAR PORTUGUÊS

Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

 
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Boa semana!
 
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sexta-feira, janeiro 11

Saudade da minha "aldeia"

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(Arquivo particular)

O clima chuvoso dos últimos dias torna a rotina mais caseira, mais sombria, mais íntima, e acaba por nos levar a momentos de introspecção. Numa dessas chuvas de verão (em casa, claro!) me vi lembrando da minha terra e das coisas boas que lá deixei. Aí a saudade é inevitável. Então me deu vontade de recitar Fernando Pessoa.

Ó sino da minha aldeia
 

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.


Fernando Pessoa

O poema (quadras em redondilha maior ou versos heptassílabos), que tem a gostosa sonoridade das trovas populares, destaca o passado e o espaço, o lugar do poeta, sendo esse lugar, neste poema, a sua interioridade não a sua terra propriamente. Lindo, não!
Fernando Pessoa

 
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sexta-feira, janeiro 4

Nunca deixe de tentar

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A crítica ácida costuma pesar a mão sobre os livros de autoajuda, motivacionais e gêneros similares, mas não podemos generalizar, há livros ruins em qualquer gênero. Nem tudo é joio, nem tudo é trigo.


Se as pessoas recorrem a este tipo de leitura é porque estão em busca de soluções para algum problema e não as encontraram na conversa com os amigos, parentes, colegas de trabalho ou professores. Acredito que alguns desses livros realmente possam ajudar as pessoas a visualizar melhor um problema. Contudo, não creio que fórmulas prontas para o sucesso, para a felicidade, para a prosperidade, sejam leituras recomendáveis. Como diz a critica, nestes casos, o livro só pode fazer bem a quem o escreveu.
 
Neste Natal ganhei de presente o livro do Michael Jordan, Nunca deixe de tentar (do original "I Can’t accept not trying"),comentado por Bernardinho. Na essência o livro é bem limitado; tirando os comentários o conteúdo não chegaria a 40 páginas, mas as dicas são boas. Elementares, porem interessantes. Às vezes, a gente esquece as regras mais fundamentais de sobrevivência. E é basicamente isto que o livro vem lembrar, o fundamental. Vale a pena dedicar uma hora do seu tempo para dar uma lida.
 
Bem resumidamente seria: Estabeleça metas para sua vida, comprometa-se seriamente com elas, mas dê um passo de cada vez, as ideias levam um tempo para amadurecerem; e não tema, o medo faz parte da luta, ele te resguarda do perigo e te faz buscar a defesa.
 
Portanto, um livro de autoajuda, um amigo, um parente, às vezes até as palavras puras de uma criança podem ser de grande valia numa hora de indecisão, mas um ponto é fundamental: ninguém poderá tomar a decisão por você. Por outro lado, se errar, não fique procurando desculpas ou culpados, da próxima vez faça a coisa certa. Mas, como sugere Jordan em seu livro, nunca deixe de tentar!


E feliz 2013, 2014, 2015...

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sexta-feira, dezembro 28

Alô Terráqueos!

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New years in village by Jon Sullivan
...eu continuo por aqui! E só agora me dei conta de que o mundo não acabou!... mas cheguei a achar que fosse acabar mesmo...como uma bola de fogo talvez: Rio 43,2 graus, sensação de 50...todo mundo fugindo para as praias... teve até gente promovendo o baile do fim do mundo. O pior é pra quem bebeu todas, se endividou todo e pegou todas, achando que a profecia maia era coisa séria. Deve ser o fimdomundo! 

A verdade é que essas profecias escatológicas já venderam muita literatura, mas ainda não conseguiram por fim a esse velho mundo. O homem até tem contribuído para a destruição, mas o planetinha azul tem resistido firme, quer dizer, mais ou menos. E ainda veremos muitas profecias, ou não. Afinal de contas, as coisas acabam quando menos se espera: o gás, a luz, o combustível, o salário; com o mundo não deve ser diferente. Quando ele tiver que acabar mesmo a gente nem vai perceber. Então temos que continuar por aqui, senão, quem lerá as novas profecias, não é mesmo?

E já que o mundo não acabou, continuaremos por aqui, blogando. É certo que 2013 não é um número que inspire bons presságios, mas se existe alguma profecia apocalíptica para ano que vem, deve ser mais um fiasco, creia! Ou melhor, não creia!
Profecias à parte, 2013 será um Feliz Ano Novo para todos! É só acreditar.
Bjos!
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quinta-feira, dezembro 20

Árvores de Natal

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A tradição de enfeitar árvores para o Natal é um ritual antiquíssimo, e são muitas as versões sobre sua origem.  No início, era uma prática pagã, posteriormente, foi assimilada pelo cristianismo. Estabeleceu-se no norte da Europa, terra dos pinheiros, a árvore de Natal clássica, no começo do século XVI. Portanto, não é uma tradição tropical, mas sim nórdica. Mas, a tradição chegou à terra brazuca.

E brasileiro gosta de coisa grande. Tornou-se agenda de dezembro a inauguração da Árvore de Natal e a Chegada de Papai Noel em todas as capitais do país. Daí surgem as disputas pela vaga de maior árvore do Brasil, a árvore mais bonita do Brasil, a maior árvore flutuante do Brasil, a maior arvore ecológica (de reciclados), etc.
Fortaleza - CE

Estive recentemente em Fortaleza e tive a oportunidade de apreciar a árvore de natal cearense, na Praça Portugal (a da praça do Ferreira pegou fogo). Muito bonita, “diferente”, valoriza a arte regional, e gigantesca, tem mais de 60 metros. No entanto, já não é novidade. Sei que meu irmão cearense é muito criativo, sua habilidade vai bem além disso. A árvore é linda, sem duvida, principalmente à noite, mas o turista que vai todo ano à capital cearense curtir suas belas praias e a deliciosa culinária, já percebeu que todo ano a árvore segue o mesmo projeto desde 2007; é feita de redes. Isso mesmo, redes de dormir. O conterrâneo, está subestimando sua criatividade; tá na hora de mudar.
Rio de Janeiro - RJ

A do Rio de Janeiro, a árvore da lagoa (85 metros e mais de 3 milhões de microlampadas) é a maior árvore flutuante do mundo, a de Aracaju, Sergipe, que detinha o título de maior do Brasil e do mundo (Em sua 22ª edição (2010) media 127,99 metros - Guiness Book), não será erguida este ano (uma pena!), e por aí vai Brasil afora, ou a  dentro!
Aracaju - SE

O mais importante é comemorar o Natal, em paz e harmonia, cercados de boas companhias. E confraternizar!
*Feliz Natal!*
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