terça-feira, setembro 10

Quem é Tony?

Comments
 

Inicialmente convidado por Lucia Girão, criadora do blog, para contribuir com alguns posts eventuais acabei por gostar da coisa e fiquei. Embora não tenha encontrado muito tempo para postar ultimamente, eu, Tony, continuo no Voz, tentando suprir a ausência temporária da dona da casa.

Mas, o que eu gostaria de lhes dizer hoje, que a modéstia não atrapalhe, é que Tony é na verdade Antônio Ivan Barreto, cearense, natural de Fortaleza, radicado no Rio de Janeiro. Este blogueiro de improviso, aquele “corujinha” de ar intelectual, que você aprendeu a cumprimentar como Tony é professor e tradutor, licenciado em Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola, pós-graduado em Linguística e Tradução. Amante das artes e letras, escreve algumas palavras aqui no Voz ativa de vez em quando por puro prazer. Principalmente poesias.

Publicou trabalhos em revistas especializadas digitais e impressas, participou de Antologias, sendo as mais recentes as da Câmara Brasileira do Jovem Escritor - CBJE – RJ e da Bienal Internacional do Livro de São Paulo – 2012, cuja seleção foi promovida pela All Print Editora, teve, ainda, trabalho selecionado no Concurso Literário Valdeck de Almeida - 2011, Bahia. Recentemente publicou pela editora Virtualbooks o livro Primícias.

Aguardem informações sobre o livro e como adquiri-lo.

Boa semana!

Leia +...
quarta-feira, agosto 28

Quatro seculos de poesia

Comments
 
Casa onde nasceu Shakespeare
Acho que cochilei por alguns minutos; um repentino solavanco no ônibus acabava de me despertar. Contudo, agora tinha a certeza de que aquela visão não era sonho. As placas de transito no trevo ou roundabout, como dizem os ingleses, indicavam que estávamos entrando em Stratford-upon-Avon – Reino Unido.
A pouco mais de duas horas de viagem da capital Inglesa, aquele era meu primeiro destino além das cercanias de Londres. Stratford-upon-Avon era uma das prioridades na lista dos lugares que eu queria visitar. Eu estava emocionado de poder por os pés naquela “terra santa”. E não era pra menos!
Ali nascera e morrera o grande escritor, poeta e dramaturgo William Shakespeare. Após desembarcar, não precisaria ir muito longe para perceber isso. A cidade em tudo lembra o poeta: as praças, os monumentos, os jardins, souvenires, o rio, os cisnes, as construções e eventos culturais. Apesar de ter passado grande parte de sua vida em Londres, foi em Stratford que Shakespeare nasceu e passou sua infância e onde veio a terminar seus dias em 1616. Cada esquina é um registro histórico.
A casa da família na Henley Street onde Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564 é mantida pelo patrimônio cultural da Inglaterra, bem conservada após restaurações, é aberta a visitação publica. Você pode entrar, fotografar e sentir um pouco da atmosfera da época. É de arrepiar, estar num cenário de mais de quatro séculos de história.
Rio Avon, que da nome à cidade
Fazem parte do complexo histórico da cidade, além da casa onde o escritor nasceu, a escola fundamental onde ele estudou “Stratford Grammar School”, a New Place”, lugar onde havia a casa onde Shakespeare viveu quando adulto, a fazenda de Mary Arden (mãe de Shakespeare), a casa de Anne Hathaways (esposa de Shakespeare) e outros prédios da época.
Na cidade é possível participar de eventos como saraus de poesia, recitação na praça, encenação de peças de Shakespeare ao ar livre, workshops de poesia e assistir a palestras sobre a vida a e obra do mais famoso filho de Stratford. Alias a vida e a obra de William Shakespeare são capitulo obrigatório no ensino primário e secundário em todo o Reino Unido. 
Stratford-upon-Avon respira, transpira Shakespeare. Ali o poeta vive. Toda a atmosfera inspira.
Bom final de semana!
Leia +...
terça-feira, agosto 20

Voltando...

Comments
 

Já é outro dia! Muito preguiçosamente, lagarteando, acordei. Também, depois de 12 horas de voo direto Londres-Rio, o que eu queria mesmo era dormir além da conta. Qualquer atraso, culpa-se o Jet-leg.
A temperatura não é de estranhar; tá um friozinho gostoso por aqui, favorável pra preguiçar, perder a hora na cama. Mas ao levantar e abrir as cortinas, me dou conta de que os jardins viçosos, os gramados infinitos, as macieiras carregadas e as exóticas “berries” não estavam lá fora.
Os sons também não são os mesmos. Durante os últimos três meses acostumei-me a despertar com o canto dos imensos corvos negros no alto das torres de chaminés, e dos “blackbirds” fazendo festa nos verdejantes gramados. Tudo isso também denuncia que o amanhecer é outro.
É, eu estava mesmo de volta! Agora reconheço o quarto, a mesa, meus livros: Drummond, Pessoa, Machado, minhas Bíblias, fieis conselheiros de cabeceira. Novos autores se juntarão a eles, mesmo não falando a mesma língua, mas são todos do ramo.
Pouco a pouco a preguiça foi se desenroscando de mim e logo eu estava desfazendo as malas.
Agora é sair por ai redescobrindo a paisagem e dando um alô pros amigos.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
(Canção do exílio – Gonçalves Dias)


Que saudade dessas palmeiras! Boa semana a todos!

Leia +...
segunda-feira, julho 22

Carta ao leitor

Comments
 


Ha dias esta casa não abre suas portas para receber tão prestimosas visitas. Entendo a frustração dos que batem la fora. Nos primeiros dias observamos que muitos ainda insistiam.
Hoje e possivel notar que aqueles que costumavam achegar-se em busca de alguns versos ou meia duzia de palavras sobre literatura justificadamente deixaram de chamar pelo dono da casa. Possivelmente foram bater em outra freguesia. Compreendemos.
Mas,  se isso lhes serve de alento, o Voz não veste luto nem projeta fechar as portas. Neste momento esta casa volta suas janelas para si mesma. Permanecendo disponivel para aqueles que ja conhecem suas dependências. Experimenta um tempo de buscas e aprendizado, crescimento lietrario e profissional. Lu, com seus empreendimentos, pessoais, profissionais e familiares; Tony envolvido com o lançamento de seu livro de poesias e, no momento estudando Lingua e Literatura Inglesa em Oxford-UK.
Na verdade o Voz não esta parado por falta de assunto, muito pelo contrario; tenho muito para lhes contar. Mas a rotina aqui não esta permitindo. Tenho rascunhos e anotaçoes aos montes, mas editar e postar exige tempo. E, pra dizer a verdade tenho lamentado muito ultimamente que o dia tenha apenas 24 horas. Por outro lado, não escondo a falta que sinto dos fieis leitores do blog, nem a sensação de culpa por deixar a “casa” assim, largada `as traças por tanto tempo.


 “Eu aprendi que para se crescer como pessoa e preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.”

William Shakespeare
Leia +...
domingo, junho 2

Encontro

Comments
 

 
Encontrar comigo
 
Às vezes, me dá uma gana
De experimentar a diegese de meus
Próprios poemas!
Anseio dar  de cara comigo mesmo
Questionar minhas idiossincrasias,
Viver, ou reviver, aquela narrativa
Que acabo de redigir
Que sei ser ficcional
Mas que é a minha “realidade”,
Embora um tanto diegética,
É lá onde nos encontramos,
Múltiplos e únicos,
Afinal.
  (Tony)

 


PS: Poema não se explica, mas vou explicar o que é diegese. A diegese é a realidade própria da narrativa. O tempo e o espaço diegético são o tempo e o espaço que existem dentro da trama, com suas particularidades determinadas pelo autor.
 
Encontrem-se, e tenham uma boa semana!
 
Leia +...