quarta-feira, setembro 25

Somando à vida

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Bálsamo

 by Tony

Ouve-se a vida inteira:

Poesia não mata nem cura,

Pra alguns não fede nem cheira,

Pra outros parece loucura.

 

Não serve pra dor de dente;

E dor de cabeça não cura,

Mas é preciosa pra gente,

Pois nos acrescenta ternura!

 

 



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domingo, setembro 15

o livro Primícias

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Aí está! O prelúdio de uma atividade em processo, os primeiros frutos,
primeiras impressões; primícias de um poeta.


Como sempre, a gente nunca está cem por cento satisfeito com o que faz! Numa segunda edição algumas coisinhas precisam ser melhoradas. Mas tai o livro!

Visto que no momento em que a editora entregou a tiragem solicitada eu não me encontrava no Brasil (a entrega atrasou) e consequentemente não tivemos oportunidade de discutir detalhes, não houve evento de lançamento. Porém, quem desejar adquirir o livro Primícias, por favor entre em contato com o autor através do e-mail airbarreto@yahoo.com.br (ponha em assunto “Aquisição do livro Primícias”) e receberá informações detalhadas.

Nesta pequena empreitada, somo às minhas expectativas a esperança de que os leitores encontrem nas minhas palavras algumas das suas, nos sentimentos que nelas transparecem uma janela para o encontro com seus próprios sentimentos, e assim, convertam-se em coautores dos textos contemplados neste volume. Sejam construtivos em suas críticas e generosos em apresentá-las.

Abraço e boa semana a todos!





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terça-feira, setembro 10

Quem é Tony?

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Inicialmente convidado por Lucia Girão, criadora do blog, para contribuir com alguns posts eventuais acabei por gostar da coisa e fiquei. Embora não tenha encontrado muito tempo para postar ultimamente, eu, Tony, continuo no Voz, tentando suprir a ausência temporária da dona da casa.

Mas, o que eu gostaria de lhes dizer hoje, que a modéstia não atrapalhe, é que Tony é na verdade Antônio Ivan Barreto, cearense, natural de Fortaleza, radicado no Rio de Janeiro. Este blogueiro de improviso, aquele “corujinha” de ar intelectual, que você aprendeu a cumprimentar como Tony é professor e tradutor, licenciado em Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola, pós-graduado em Linguística e Tradução. Amante das artes e letras, escreve algumas palavras aqui no Voz ativa de vez em quando por puro prazer. Principalmente poesias.

Publicou trabalhos em revistas especializadas digitais e impressas, participou de Antologias, sendo as mais recentes as da Câmara Brasileira do Jovem Escritor - CBJE – RJ e da Bienal Internacional do Livro de São Paulo – 2012, cuja seleção foi promovida pela All Print Editora, teve, ainda, trabalho selecionado no Concurso Literário Valdeck de Almeida - 2011, Bahia. Recentemente publicou pela editora Virtualbooks o livro Primícias.

Aguardem informações sobre o livro e como adquiri-lo.

Boa semana!

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quarta-feira, agosto 28

Quatro seculos de poesia

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Casa onde nasceu Shakespeare
Acho que cochilei por alguns minutos; um repentino solavanco no ônibus acabava de me despertar. Contudo, agora tinha a certeza de que aquela visão não era sonho. As placas de transito no trevo ou roundabout, como dizem os ingleses, indicavam que estávamos entrando em Stratford-upon-Avon – Reino Unido.
A pouco mais de duas horas de viagem da capital Inglesa, aquele era meu primeiro destino além das cercanias de Londres. Stratford-upon-Avon era uma das prioridades na lista dos lugares que eu queria visitar. Eu estava emocionado de poder por os pés naquela “terra santa”. E não era pra menos!
Ali nascera e morrera o grande escritor, poeta e dramaturgo William Shakespeare. Após desembarcar, não precisaria ir muito longe para perceber isso. A cidade em tudo lembra o poeta: as praças, os monumentos, os jardins, souvenires, o rio, os cisnes, as construções e eventos culturais. Apesar de ter passado grande parte de sua vida em Londres, foi em Stratford que Shakespeare nasceu e passou sua infância e onde veio a terminar seus dias em 1616. Cada esquina é um registro histórico.
A casa da família na Henley Street onde Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564 é mantida pelo patrimônio cultural da Inglaterra, bem conservada após restaurações, é aberta a visitação publica. Você pode entrar, fotografar e sentir um pouco da atmosfera da época. É de arrepiar, estar num cenário de mais de quatro séculos de história.
Rio Avon, que da nome à cidade
Fazem parte do complexo histórico da cidade, além da casa onde o escritor nasceu, a escola fundamental onde ele estudou “Stratford Grammar School”, a New Place”, lugar onde havia a casa onde Shakespeare viveu quando adulto, a fazenda de Mary Arden (mãe de Shakespeare), a casa de Anne Hathaways (esposa de Shakespeare) e outros prédios da época.
Na cidade é possível participar de eventos como saraus de poesia, recitação na praça, encenação de peças de Shakespeare ao ar livre, workshops de poesia e assistir a palestras sobre a vida a e obra do mais famoso filho de Stratford. Alias a vida e a obra de William Shakespeare são capitulo obrigatório no ensino primário e secundário em todo o Reino Unido. 
Stratford-upon-Avon respira, transpira Shakespeare. Ali o poeta vive. Toda a atmosfera inspira.
Bom final de semana!
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terça-feira, agosto 20

Voltando...

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Já é outro dia! Muito preguiçosamente, lagarteando, acordei. Também, depois de 12 horas de voo direto Londres-Rio, o que eu queria mesmo era dormir além da conta. Qualquer atraso, culpa-se o Jet-leg.
A temperatura não é de estranhar; tá um friozinho gostoso por aqui, favorável pra preguiçar, perder a hora na cama. Mas ao levantar e abrir as cortinas, me dou conta de que os jardins viçosos, os gramados infinitos, as macieiras carregadas e as exóticas “berries” não estavam lá fora.
Os sons também não são os mesmos. Durante os últimos três meses acostumei-me a despertar com o canto dos imensos corvos negros no alto das torres de chaminés, e dos “blackbirds” fazendo festa nos verdejantes gramados. Tudo isso também denuncia que o amanhecer é outro.
É, eu estava mesmo de volta! Agora reconheço o quarto, a mesa, meus livros: Drummond, Pessoa, Machado, minhas Bíblias, fieis conselheiros de cabeceira. Novos autores se juntarão a eles, mesmo não falando a mesma língua, mas são todos do ramo.
Pouco a pouco a preguiça foi se desenroscando de mim e logo eu estava desfazendo as malas.
Agora é sair por ai redescobrindo a paisagem e dando um alô pros amigos.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
(Canção do exílio – Gonçalves Dias)


Que saudade dessas palmeiras! Boa semana a todos!

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