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domingo, julho 15

Amor aos pedaços: reintegração

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Reencontro 
Tony
O encanto chega sem avisar,
O desencanto pode não tardar,
Conserva-se a eterna esperança
De um dia outro encanto se dar.

Mas após todo questionamento,
Se nos resta do amor o sentimento,
E das feridas não restou lembrança,
Por que não podem os corações se reencontrar?



&&&
Uma busca pelo significado de reintegração, pode dar como primeiro registro algo relacionado a propriedade, posse, reintegração de posse, a retomada de um lugar supostamente seu. Justamente a significação mais nociva ao amor.
O amor não nos faz proprietário da coisa amada. A seguir por esse caminho, logo os encantos virarão desencantos. E na esperança de reencontrar o caminho do amor passamos a questionar a tudo e a todos. Brigamos com o mundo.
Os atos do amor não seguem um script rígido. Ao mesmo tempo em que é poesia, é ágrafo. É, a um só tempo, previsível e surpreendente.
Nos sonetos de Florbela é tudo inconstante: O amor que se vai é igual a outro amor que vem e que há de partir também. Não se sabe quando...
Inconstância
Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
*
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
*
Passei a vida a amar e a esquecer...
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando...
*
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há de partir também... nem eu sei quando...
...
Florbela Espanca, "Livro de Sóror Saudade"
Queremos agardecer ao luzdeluma a oportunidade de participar desta blogagem coletiva, que, além de muito interessante nos proporcionou fazer muitos contatos cibernéticos.
Uma boa semana a todos!



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sexta-feira, junho 15

Questionamentos sobre o amor

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Chegamos na 4ª fase da Blogagem Coletiva Amor aos pedaços. Já falamos de Encantamento, Desencanto, Esperança e agora chegou a vez dos Questionamentos.


Tony


Encantos, desencantos e esperança sempre podem dar margem para questionamentos. Os porquês que nos atormentam.

Há um provérbio inglês, bem pertinente, que diz o seguinte: “Asking questions is the key to understanding.” (O questionamento é a chave para o conhecimento). Há quem diga, ainda, que “O mais importante não são as respostas, mas as perguntas”. Então, a elas: Quem sou eu? O que eu faço neste mundo tão cheio de dúvidas? Quem é o outro que me ronda? Que sentimento é esse que nos une ou nos separa? E afinal, o que é o amor? Sejam quais forem as respostas, sabe-se que nenhuma verdade permanecem absoluta por muito tempo. Resta-nos então questionar, para derrubá-las ou estabelecê-las.

Assim, em se tratando de amor, se queremos conhecer a nós mesmos, conhecer o outro, o mundo em que vivemos e os sentimentos que nos envolvem, o primeiro passo é buscar respostas para essas questões existenciais seculares, mesmo sabendo que muitas delas não encontram resposta no mundo real.

Por que nos encantamos com alguém, e por que em nome do mesmo amor, nos desencantamos? Que sentimento é esse que da mesma forma que respeita e cuida, pode também tirar a vida da pessoa amada, sob a mesma alegação? Que “mal” é esse que de longe ou de perto, desconhece obstáculos, cor, idade, padrão social ou econômico, e acomete a todos igualmente?

Usando de metáfora tecnológica, será que o amor vem numa promoção combo, que traz em seu bojo, não só a “pipoca”, mas também uma série de monstrinhos agregados, indissociáveis, como o egoísmo, prazer, a dor, o ódio e o ciúme?

Tantas questões dão origem a expectativas, dúvidas e esperança, mas creio que cada caso é único, e assim, as pessoas continuarão buscando respostas para seus questionamentos, cada uma a seu modo, enquanto o amor segue seu rumo, sem rumo, sem respostas, enigmático, aos pedaços. O impossível, o enigma e a dúvida parecem legitimar o amor.
                                   
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Lugirão


Ah! o amor … uma palavra tão pequena e tão ampla em seu significado e porque não dizer o sentimento mais importante que o ser humano pode sentir, é o que nos move.

Afinal o que é o amor? Amor é significado de afeto, apego, amizade, ternura, fraternidade, paixão simpatia, benevolência.

Se fala muito de amor, principalmente do amor entre duas pessoas que se apaixonam. Ao longo dos anos, os relacionamentos entre as pessoas mudaram muito. Existe a banalização do amor. É comum os casais se juntarem e em pouquíssimo tempo, quando menos se espera,já estão separados, muitas vezes já engataram um novo relacionamento com grande chance de tudo se repetir novamente. Ao serem questionados sobre o fim do relacionamento, terá uma grande chance de ouvir que um não suportava o outro. Mas se resolveram viver a dois, se estavam apaixonados. O que houve em tão pouco tempo? E o amor que um sentia pelo outro? Cadê o empenho para que desse certo? Relacionamento a dois não é brincadeira, não pode desistir na primeira frustração, um tem que aprender a respeitar o espaço do outro, só assim a coisa engrena.

E o amor ao próximo? Quando foi que começamos a ficar indiferentes ao homem caído na rua? E a criança que perambula sem rumo? Indiferentes a fome e a miséria? Quantas vezes atravessamos a rua para não encarar uma situação dessas?

Quantos de nós quando ouvimos falar a palavra “problema”, não queremos nem saber, mudamos de assunto? Quem não passou por uma situação em que estava precisando apenas de um pouco de atenção e não encontrou quem te ouvisse?

O egoísmo, a necessidade de ser o melhor, de ter sempre mais, tornam as pessoas superficiais, ninguém quer se comprometer,ninguém tem tempo para perder com o outro, gentileza é uma palavra muito divulgada,mas poucos sabem como usá-la.

Acredito que em algum momento, as amizades, as relações de uma maneira geral serão novamente valorizadas e embora o ter na sociedade em que vivemos será sempre a meta principal. O ser vai entrar na pauta novamente.  
















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quinta-feira, março 15

O amor: esse cavalo de Tróia

 


Fazendo uma visita ao blog da Luma, me deparei com o convite para a Blogagem coletiva de Amor aos Pedaços; em que cada blogueiro participante fala de um pedaço de amor. O 1º pedaço de amor será sobre o "Encantamento", as próximas fases serão divulgadas no link acima. Se você se interessou dê uma olhada.


O Voz tem dois autores: Tony e Lugirão, nessa fase da blogagem, partiparemos com dois textos, um de cada autor.
                                                       
Tony


A psicologia do desenvolvimento estuda as fases para o amadurecimento do corpo, da mente, e do sexo. Chega a prever mudanças pelas quais vamos passar e o que vai nos ocorrer naqueles períodos. Mas, com relação à descoberta do amor ainda não se conseguiu estabelecer nenhum parâmetro. Quando vai chegar, se será duradouro, avassalador, eterno ou efemero, a ciência ainda não se arrisca. Esse é um campo que talvez seja melhor conhecido pela poesia, pela literatura.

Após os primeiros sinais desse magnetismo, desse “fogo que arde e não se vê” chamado amor, mais arrebatador ainda são os amores outros, os profanos, adúlteros. O primeiro amor é singular, mas os outros são plural. São devastadores!

A história está repleta de casos de paixões irresistiveis que chegaram a por povos e reinos em conflito, que jogaram pai contra filho e nação contra nação, embora quase sempre cercados de alguma dose de mito. Podemos lembrar os casos de Bete-seba e Davi, de Helena de Tróia e Páris, entre tantos outros. Dentre as “puladas de cerca” mais famosas, uma que sempre me chamou muito a atenção é o caso de amor entre Inês de Castro e o príncipe D. Pedro, mais tarde Rei de Portugal. Embora tenha servido de tema para a poesia, a prosa, pintura, escultura, o teatro e o cinema em todo mundo, trata-se de um caso real.

Inês de Castro, dama galega, veio para Portugal como dama de companhia de D. Constança, noiva do príncipe D. Pedro, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal. Pedro foi tomado por uma paixão fulminante por Inês. Viveu com ela um amor clandestino, avassalador. Tiveram dois filhos. Com a morte de D. Constança, em 1349, D. Pedro, futuro Rei de Portugal, então viúvo, queria selar seu amor com Inês e fazê-la sua rainha. D. Afonso IV, pretendendo conduzir Pedro a um casamento de conveniências políticas para Portugal, vê como única saída mandar matar Inês na ausência de D. Pedro. Inês foi decapitada em 1355.

D. Pedro nunca se conformaria. Seis anos após o assassinato, quando já era rei, mandou transladar o corpo de Inês, com pompas de rainha, para o mosteiro de Alcobaça. E, com os requintes de crueldade peculiares à época, mandou punir com a morte os algozes de sua amada.

Inês foi notabilizada pela literatura do século XVI, por sua beleza e amor. O episodio, narrado no Canto III de Os Lusíadas, de Camões, não teve final feliz, como geralmente ocorre na ficção, mas é considerado um dos mais belos momentos do poema.

E para imortalizar seu amor por Inês, D. Pedro jurou perante a corte que se havia casado clandestinamente com ela, transformando-a, assim, em rainha depois de morta. Este caso simboliza, ainda, a força e a veemência do amor em Portugal. Dizem que o brasileiro herdou essa voluptuosidade dos portugueses.

Seja português ou brasileiro, nobre ou plebeu, quando os olhinhos brilham e as mãos suam frio, que se dane o Reino; Castelos virão abaixo, pois já se deu o encantamento! Como disse Florbela, também portuguesa, "Ah! podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como um deus: princípio e fim!”

É esse cavalo de Tróia que adentra os portões da alma humana! O amor!

Foto: Hybrid Images


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Lugirão


O amor acontece ao ser humano em todas as fases da vida.

Basta ver o encantamento do bebê ao olhar para a mãe, acho que ai que acontece o nosso primeiro grande amor.

O tempo vai passando e no início da adolescência nos apaixonamos de verdade, a idade varia de indivíduo para indivíduo, o amor também,para alguns o amor de verdade demora um pouco, para outros nem tanto,e tem os que nunca consigam encontrar um amor de verdade ao longo da vida.

A medida que vamos envelhecendo achamos que perdemos a capacidade de nos apaixonar, talvez porque ao longo da vida amores nascem, alguns duram uma vida inteira,mas são raros, outros terminam logo, seja por não serem correspondidos, outros por que não eram amor de verdade. O amor vai caindo em descrédito.

Então quando você menos espera, está distraído, o cupido te dá uma flechada e você é pego de jeito, apaixonada feito um adolescente,coração disparado, pernas trêmulas, mãos suando, olhos brilhando, nem conversar com o alvo do seu amor você consegue, logo você tão falante, não sabe como , mas dá um branco toda vez que chega perto dele; é desconcertante.

Para mim o amor chegou logo, entre onze e doze anos, cai de amores por um amiguinho e claro tímida que era, pelo menos nesse assunto, ele nunca soube. Alguns anos mais tarde, numa feliz coincidência, ele “olhou para mim”, ensaiamos um namoro, que por circunstancias territoriais, ele morava longe de mim , não teve vida longa... mas nunca esqueci de todo esse amor, que sempre foi secreto, o jovem em questão nunca soube do amor que nutria por ele.

Tolice achar que só os jovens conseguem amar intensamente, os adultos amam tanto quanto, apenas lidam melhor com seus sentimentos, até porque aprenderam ao longo da vida, como disfarçar suas emoções, mas não acredito que ao se olhar no espelho e se ver mais bonita, uma beleza que vem de dentro para fora, da alma, que só você vê, sente, que advêm do encantamento de estar amando.

O amor acontece em qualquer idade, esse é o nosso maior presente, enquanto tiver vida, existirá a capacidade de amar e ser amado.


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quarta-feira, janeiro 12

Blogagem Coletiva - Blog Retrô

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Visitando o blog da Luma li sobre a blogagem coletiva Blog Retrô, idealizado pela Elaine Gaspareto do Blog Um pouco de mim

A blogagem consiste em escolher um post de cada mês de 2010 e publicar, o critério de escolha pode ser o post que você mais gostou de fazer, ou o que mais lhe surpreendeu.

Escolhi o texto em que meu colega de blog, o Tony fala da tragédia ocorrida em Angra dos Reis e Ilha Grande no inicio de 2010 em que ele pergunta: Porque?

Aproveitando o gancho do seu post, quantas vezes nos perguntamos porque acontecem reviravoltas na nossa vida? Na maioria das vezes, quando pensamos que está tudo correndo bem, vem um vento sudoeste e muda tudo, você fica se perguntando como isso aconteceu. Semanas, dias atrás você estava feliz comemorando como a vida é bela e num piscar de olhos seu mundo cai.

Ainda bem que a tempestade passa e você fica tranquilo novamente, pelo menos até a próxima ventania, que vai bagunçar tudo de novo.
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segunda-feira, abril 19

Vermelho, sedução, paixão, beleza

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Hoje é dia de blogagem coletiva "Colorindo a blogosfera", a cor da semana é o vermelho/vinho.

Vermelho me lembra paixão, fogo, sedução,  uma cor quente, bonita, na decoração é perfeita, não consigo pensar em decoração de um ambiente, ou uma festa, uma mesa  sem um toque de vermelho seja de um arranjo com flores vermehas, ou simplesmente um suculento morango, as opções são inúmeras.

Hoje eu me rendo a imagens do vermelho nas nossas vidas, sempre embelezando, seduzindo apaixonando.


E para não esquecer a cor vinho, ele estará presente literalmente acompanhando todo esse clima de paixão e sedução que o vermelho proporciona.



Aproveitando para fazer um brinde a capital do nosso país  que completa 50 anos : Parabéns Brasília. 

Desejo a todos uma semana apaixonante.
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segunda-feira, abril 12

Azul da cor do Mar

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Soube no blog da Luma que estava acontecendo uma blogagem coletiva todas as segundas-feiras durante 8 semanas, esta será a terceira semana, "Colorindo a blogosfera", achei muito interessante e resolvi participar. 
Para participar você só tem que avisar a Glorinha do blog Café com Bolo.

Falar em azul me lembra o mar, O Tim Maia tem uma música cujo título é Azul da cor do mar, foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando vi a cor da semana, por isso vai ser o título do meu post.
Um pouquinho da letra:

Ver na vida algum motivo
Prá sonhar...
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...



Sei que o mar pode ter várias tonalidades, mas o meu mar é sempre azul.

Amo o mar, sua imensidão, seu cheiro, na minha cidade (Fortaleza) o mar é sempre de águas mornas, um convite para um banho gostoso, revigorante. Acredito que o mar nos renova, é como se quando você se banha nas suas águas, todas as impurezas, tensões fossem levadas  mar adentro, tudo o mais se torna pequeno, diante da sua imensidão, e de repente se você olha para cima, lá está o azul novamente, o azul do céu nos seus vários tons, cada um mais bonito que o outro, e assim  seu dia fica perfeito.



Então fica tudo azul... e que assim seja a semana de todos que passam por aqui , uma semana tranquila, feliz, colorida de todos os tons de azul.
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