A leitura é
ferramenta arqueológica fundamental na escavação de nossa ancestralidade,
contribuindo diretamente para a reescrita do nosso gênesis e para o reencontro
com nós mesmos. É como voltar ao caos e recriar a obra, fazendo da palavra o
barro, matéria-prima necessária para que o escultor possa, muito
habilidosamente, remodelar as ossadas encontradas devolvendo-lhes as carnes,
enervações e todas as conexões necessárias à tessitura de suas histórias e à
confirmação de suas identidades.
segunda-feira, janeiro 19
Da leitura
Postado por:
Tony
:
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Da leitura
2015-01-19T19:40:00-03:00
Tony
cronicas|leitura|
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terça-feira, janeiro 6
Todo dia é dia de leitura
Postado por:
Tony
:
terça-feira, janeiro 06, 2015
Todo dia é dia de leitura
2015-01-06T08:35:00-03:00
Tony
datas especiais|homenagem|leitura|
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Todo dia é dia de
ler, hoje (07/01) é o dia do leitor. A celebração foi instituída nesta data em
homenagem à criação do jornal “O Povo”, fundado em 07/01/1928 em Fortaleza pelo
médico cearense Demócrito Rocha. Esse foi um marco importante para a divulgação
da cultura e incentivo à leitura e o desenvolvimento no Ceará.
Embora as
estatísticas apontem que o brasileiro ainda lê pouco, são muitos os projetos de
leitura Brasil afora. Pessoas e instituições imbuídas de espírito filantrópico que, sem fins lucrativos, criam e
mantém bibliotecas comunitárias, rodas de leitura ou grupos de contação de
histórias, ou mesmo jornais, com o fim de desenvolver o gosto pela leitura nas pessoas.
Neste dia do Leitor,
eu gostaria de homenagear o, também cearense, Luiz Cruz, falecido em 28 de
junho de 2014, criador e mantenedor da Biblioteca Circulante em Fortaleza, que dedicou sua vida a incentivar a leitura.
Por mais de 40 anos
Luis Cruz distribuiu conhecimento e simpatia. A Biblioteca levava livros,
revistas, periódicos e até pequenos shows a escolas, praças, hospitais e presídios,
proporcionando um pouco de sonho e alegria também em momentos difíceis.
Tendo distribuído
mais de 200 mil livros, ele se orgulhava de poder difundir a iniciativa e
despertar em outras pessoas, não só o gosto pela leitura, mas também o espírito
de filantropia cultural. Quase a totalidade do material que distribuía era
fruto de doações.
Em uma de suas
últimas entrevistas Luiz disse “Eu deixo a cria para que mais pessoas tomem
conta e façam florescer”. Façamos florescer a leitura.
Ler é conhecer outras
vidas. Aqui você conheceu um pouco deste grande cearense. Leia mais, viva mais.
Foto: Agência Diário
quarta-feira, dezembro 31
Foi bom pra você?
Postado por:
Tony
:
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Foi bom pra você?
2014-12-31T19:09:00-03:00
Tony
crônicas|opinião|reveillon|
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Ouve-se
por aí que “2014 foi foda”! Mas peraí. Isso não quer dizer que tenha sido um
orgasmo. Isso não! É apenas maneira de dizer. Essa gíria é polivalente, pode
inclusive significar o contrário.
Na
verdade, há também quem diga que 2014 foi o ano que não existiu. Foi péssimo
para aqueles que investiram muito em áreas de risco; igualmente ruim para quem
acreditou no sucesso da Copa, para os que acreditaram cegamente no PT, e para a
nossa Saúde não foi nada bom.
Mas,
como há sempre alguém que se da bem com a desgraça dos outros, o ano que finda
foi ótimo para os corruptos, afinal, foi um ano de muitas obras. E obra, todos
nós sabemos, é uma ferida aberta para a sangria dos cofres públicos. As CPI não
deixam dúvidas quanto a isto. A
coisa foi de tal modo esquisita, que nós já nos damos por felizes se gozarmos de
saúde e paz e não formos citados nos tais processos.
Que possamos ter essas dádivas. E que, com elas, o
salariozinho de R$ 788,06 possa fazer milagres! Ah! Só mais uma coisinha: mais
poesia em nossas vidas não faria mal.
Um Feliz Ano Novo para todos!
Foto: free photo - Yinan Chen
quarta-feira, dezembro 24
Novos dias
Postado por:
Tony
:
quarta-feira, dezembro 24, 2014
Novos dias
2014-12-24T13:52:00-03:00
Tony
mensagem|Natal.|opinião|
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O verdadeiro espírito do Natal é na verdade um estado de espírito. É a alegria de amar, de doar-se, de presentear, de dar a mão, enfim, é a satisfação de esquecer um pouco de si mesmo e olhar para o outro, seja para dar um presente, ofertar uma ceia, perdoar ou pedir perdão. Algumas vezes, até colocar-se no lugar do outro de verdade. A contrapartida será a grande graça de ser amado. Natal é também tempo de reflexão, de buscar novos dias.
Feliz Natal para todos os visitantes do Voz.
E fiquem com estes versos singelos de Ivan Barreto:
Novos dias
Insufla-me outra vez
A vida,
Tira-me do barro, ó Senhor!
Em meu coração promove
Novos dias,
Rega em botão esta flor.
Seja outra vez fértil meu peito,
Nele faz brotar o amor.
(In Primícias - A. I. Barreto. VirtualBooks, 2013)
freephoto
segunda-feira, dezembro 15
Uma nova chance
Postado por:
Tony
:
segunda-feira, dezembro 15, 2014
Uma nova chance
2014-12-15T12:55:00-03:00
Tony
atualidade|comentários|cronicas|
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*free photo by Magnus Rosendhal*
Há mais de um ano inativo,
numa espécie de coma induzido, o Voz perdeu muito de seus “movimentos”. Mesmo assim,
é hora de acordá-lo! Vamos desentubá-lo e reconecta-lo à vida virtual, mas com
muita cautela e caldo de galinha, pois, muita coisa aconteceu neste intervalo e
não queremos que ele tenha outro apagão, desta vez de susto.
Para começo de
conversa, para quem esteve tanto tempo fora do ar é profundamente lamentável a
constatação de tamanhas perdas humanas computadas neste período. O quarto
cavaleiro (a morte) parece estar formando um time de elite de artes e letras lá
em cima (ou lá em baixo), a julgar pelo obituário recente.
Para citar alguns, perdemos
em 3/07, aos 79 anos, no Rio de Janeiro, o poeta e tradutor Ivan Junqueira, ocupante
da cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras (ABL). No mesmo mês,
faleceram também o escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, aos 73 anos, o
escritor, teólogo, educador Rubem Alves, de 80 anos, em 19/07, e o escritor,
dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos, em 23/07.
No mês de novembro,
dia 13, morreu o grande poeta mato-grossense Manoel de Barros, aos 97 anos,
deixando-nos 18 livros de poesia. E a bem poucos dias (28/11) o cavaleiro
amarelo levou o grande artista Roberto Gómez Bolaños, poeta do riso, (mais
conhecido pelo seu personagem Chaves) no dia 28 de novembro, aos 85 anos.
Afora os lamentáveis
velórios, 2013 foi um período de sonhos, de projetos mirabolantes de
crescimento, pacificação e investimentos nos esportes, planos dos quais muitos
desandaram.
O ano de 2014, ano de
Copa e de Eleições, revelou-se uma fase de muitas decepções: tivemos copa em
casa, mas o Brasil não levou a taça; tivemos eleições, mas o comando do time
presidencial não passou a bola.
Na área de segurança
hoje sabemos que as áreas ditas pacificadas no Rio não merecem esse título. A
criminalidade em São Paulo parece realmente organizada e o câncer da violência
e das drogas não parece ter regredido em lugar nenhum deste imenso Brasil.
Na política e na
economia, que não por acaso andam sempre de mãos dadas, a sujeira já não cabe mais
embaixo do tapete. Todas as porcarias, em diversos escalões estão vindo à tona,
como por exemplo, as obras do PAC estão literalmente empacadas; o dragão da
inflação volta a povoar os pesadelos do brasileiro; e a Petrobrás, “joia da coroa,”
rende, além de óleo, pedras no sapato da Presidência. Enfim, a coisa respinga e
cheira mal. Parece que as coisas não mudaram muito no quartel de Abrantes; tudo
como dantes!
A visão que se tem do
eterno país do futuro é desalentadora. Mas é boa a sensação de acordar. Acorda
Brasil!
Abraços!
***
Apareçam! Visitas
diariamente a qualquer hora; assim que o Voz se levantar terá o prazer de fazer
umas visitas.
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