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segunda-feira, dezembro 15

Uma nova chance

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*free photo by Magnus Rosendhal*

Há mais de um ano inativo, numa espécie de coma induzido, o Voz perdeu muito de seus “movimentos”. Mesmo assim, é hora de acordá-lo! Vamos desentubá-lo e reconecta-lo à vida virtual, mas com muita cautela e caldo de galinha, pois, muita coisa aconteceu neste intervalo e não queremos que ele tenha outro apagão, desta vez de susto.

Para começo de conversa, para quem esteve tanto tempo fora do ar é profundamente lamentável a constatação de tamanhas perdas humanas computadas neste período. O quarto cavaleiro (a morte) parece estar formando um time de elite de artes e letras lá em cima (ou lá em baixo), a julgar pelo obituário recente.

Para citar alguns, perdemos em 3/07, aos 79 anos, no Rio de Janeiro, o poeta e tradutor Ivan Junqueira, ocupante da cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras (ABL). No mesmo mês, faleceram também o escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, aos 73 anos, o escritor, teólogo, educador Rubem Alves, de 80 anos, em 19/07, e o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos, em 23/07.

No mês de novembro, dia 13, morreu o grande poeta mato-grossense Manoel de Barros, aos 97 anos, deixando-nos 18 livros de poesia. E a bem poucos dias (28/11) o cavaleiro amarelo levou o grande artista Roberto Gómez Bolaños, poeta do riso, (mais conhecido pelo seu personagem Chaves) no dia 28 de novembro, aos 85 anos.

Afora os lamentáveis velórios, 2013 foi um período de sonhos, de projetos mirabolantes de crescimento, pacificação e investimentos nos esportes, planos dos quais muitos desandaram.

O ano de 2014, ano de Copa e de Eleições, revelou-se uma fase de muitas decepções: tivemos copa em casa, mas o Brasil não levou a taça; tivemos eleições, mas o comando do time presidencial não passou a bola.

Na área de segurança hoje sabemos que as áreas ditas pacificadas no Rio não merecem esse título. A criminalidade em São Paulo parece realmente organizada e o câncer da violência e das drogas não parece ter regredido em lugar nenhum deste imenso Brasil.

Na política e na economia, que não por acaso andam sempre de mãos dadas, a sujeira já não cabe mais embaixo do tapete. Todas as porcarias, em diversos escalões estão vindo à tona, como por exemplo, as obras do PAC estão literalmente empacadas; o dragão da inflação volta a povoar os pesadelos do brasileiro; e a Petrobrás, “joia da coroa,” rende, além de óleo, pedras no sapato da Presidência. Enfim, a coisa respinga e cheira mal. Parece que as coisas não mudaram muito no quartel de Abrantes; tudo como dantes!

A visão que se tem do eterno país do futuro é desalentadora. Mas é boa a sensação de acordar. Acorda Brasil!
Abraços!
***


Apareçam! Visitas diariamente a qualquer hora; assim que o Voz se levantar terá o prazer de fazer umas visitas.
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terça-feira, abril 2

Linguagem politicamente correta

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A linguagem é, por natureza, discriminatória. É com ela que comunicamos nossas necessidades, nossas impressões e nossas diferenças principalmente. E para isto identificamos e damos nomes às coisas, às sensações e às ações. Literalmente, discriminamos cada ser por sua beleza, por seu cheiro, sua cor, forma, intensidade, e com base em suas características mais peculiares lhes atribuímos um nome. Não podemos, portanto, estabelecer um rol de palavras proibidas sem o prejuízo da linguagem e consequentemente da cultura. O bem ou o mal de um ato de comunicação não está na palavra, mas na intencionalidade do ato comunicativo e em todas as circunstâncias que cercam o momento da fala, inclusive o grau de envolvimento e formalidade entre os interlocutores.
 
Nenhum discurso pode ser julgado fora do seu contexto.
 Sorria, você está sendo gravado!
¨mind your words¨
Licença Creative Commons
O trabalho Linguagem politicamente correta de Tony foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://vozativa2.blogspot.com.br/.
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terça-feira, janeiro 24

Ser culto hoje

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Foto: Fuse

***

Desde a virada do milênio, o homo sociabilis vem se perguntando, sem muito resultado, “o que é ser culto hoje?”
Há poucas décadas, alguém diria que ser culto é ter lido Socrates, Platão, Aristóteles, Cícero, Agostinho, grandes escritores como Homero, Dante, Vitor Hugo, Shakespeare, Machado, Alencar, Rui Barbosa; ser culto é conhecer a obra de Rousseau e Nietzsche; ser culto é ler latim e grego, além da língua materna e de uma língua moderna; ser culto é conhecer da Historia Universal todos os personagens e todos os conflitos; enfim, ser culto é ser uma enciclopédia viva.
E hoje? Seria possível estabelecer algum padrão confiável de dotes e dons intelectuais (hoje se fala muito em habilidades e competências) para se rotular alguém como “pessoa culta”? O perfil do passado, hoje, apenas com uma lupa e uma vela acesa pra São Longuinho, seria possível encontrar, mesmo na Internet.
Uma pessoa que, mesmo sendo dona de uma bagagem cultural enorme, não domine as ferramentas de Internet, não saiba utilizar os recursos de um celular, de um notebook ou de um tablet, que não leia, pelo menos, inglês e espanhol, além de sua língua materna, poderia receber esse galardão?
Alguém que você julgue inteligentíssimo, não estando antenado aos aspectos sociais, étnicos, humanos, globalizantes e inclusivos do conhecimento e livre de preconceitos e de qualquer tipo de segregação, seria um candidato ao título?
Os mais jovens poderiam dizer “pra q qmá a mufa cum tudo iço, si tá tudo lá, no Googo?” Muitos valores se perdem em contrapartida ao que nos proporciona a modernidade.




Abraço aos candidatos!
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quinta-feira, janeiro 19

Ética e Direitos na www

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Recentemente, pipocaram nos noticiários e nas redes de relacionamento comentários sobre o protesto promovido pela Wikipedia, que ficou fora do ar por 24 horas, contra leis de proteção de conteúdos digitais on-line. O protesto foi exatamente contra a Stop Online Piracy Act (SOPA), projeto de lei tramitando no Senado norte-americano que pretende acabar com conteúdos ilegais na Internet.
A grande vantagem da produção virtual online tem sido a facilidade de se lançar mão de informações, imagens e softwares para a produção de novos conteúdos; é na prática a transformação de informações em conhecimento. Porém, não podemos, por conta disso, usar material protegido por direitos autorais como se nosso fosse. É preciso que se tenha o mínimo de ética e respeito com a questão dos direitos autorais. Há pessoas que copiam produções de terceiros sem nem ao menos citar o autor e a fonte.
Por outro lado, a Lei de Direitos Autorais brasileira é muito rígida nesse sentido. Por exemplo, legalmente, um professor não poderia reproduzir em sala de aula a música de Rita Lee, “Amor e sexo”, mesmo que para fins didáticos, não comerciais, para estudar figuras de linguagem possivelmente, sem a permissão da autora ou o recolhimento de direitos. E nós sabemos que muita gente faz isso, e sem se dar conta de que está incorrendo em algum crime.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Há de se encontrar um meio termo que coíba a pirataria digital e o plágio, mas sem engessar a criatividade e a liberdade de expressão.
...
Olha um trecho da letra de “Amor e sexo”:
(...)

Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...



(...)

Lindo né!
(PS: em apoio à Lei este post não terá imagens ou video, mas poderia...)

Bom fimdesemana!
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sábado, dezembro 5

Filosofando, blogando, pirando

 


Outra vez vejo-me filosofando acerca de coisas do outro mundo, quer dizer, coisas virtuais: coisa de doido.


Preocupa-me a incerteza do amanhã na blogosfera, do “post-mortem” virtual na verdade. O que será do meu blog quando ele fechar as portas, quando ele morrer? São tantas dúvidas! Será que alguém sabe as respostas!? Afinal nenhum blog falido voltou para se explicar. Nem eu gostaria de dar de cara com um fantasma virtual por aí. Não saberia o que comentar.


Como blogueiro fiz muitos amigos, viajei, dei o meu recado. Vivi outra vida; aprendi muito. Vi muitos blogs surgirem e outros tantos acabarem. Agora, me intrigam algumas questões: E quando meu blog acabar? Que será feito das minhas linhas órfãs e linhas viúvas? E os comentários “post-mortem” quem os responderá?



São muitas as perguntas e tão poucas as respostas! O patrimônio, cultural ou não, produzido pelo morto, enquanto vivo, a quem pertencerá? Um blog em estado terminal pode fazer doação de órgãos? Quero dizer, meus selos, minhas fotos, meus vídeos, posso doá-los antes de bater as portas?



Atualmente são tantas as invenções na WWW life, como e-mail, Messenger, Orkut, Secondlife, Facebook, Blog, Tweeter, etc., que alguma coisa acaba ficando esquecida num canto e morrendo de inanição. Você já se perguntou para onde vai um blog morto? O que mais me preocupa nisso tudo é a idéia de vagar pela rede mundial sem um lugar para o descanso eterno. Ai Jesus! Tem salvação? Que loucura!


Dizem os paranormais da blogosfera, ou os anormais, que é mais ou menos assim: se o falecido foi um bloguinho comportado, bonzinho, mas que cumpriu a sua missão, vai flutuar por uma banda larga 3G maravilhosa por toda a eternidade; por outro lado se foi um blog mausão, medíocre, vai amargar os tormentos de uma rede discada, jurássica, caindo a todo instante e carregando nas costas seus posts. Que inferno!


Portanto, se seu blog está esquecido, largado às traças, com os dias contados, pense nisso. Dê uma injeção de ânimo nele. Enquanto não se resolvem essas questões é melhor mantê-lo respirando...


Imagens disponíveis em Alltheweb .
A todos uma ótima semana!

Psiu! Não esqueça... de atualizar... seu blo...
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quarta-feira, julho 1

O Exterminador de Livros

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Que maluquice é essa! Já pensou em ir à escola sem ter que levar aquele mochilão cheio de livros, parecendo mais um camelo de caixeiro viajante. Não é sonho de aluno cansado não. É o projeto, no mínimo revolucionário, do professor do futuro, quer dizer, do “Exterminador de livros”.

Isso mesmo! Ninguém menos que Arnold Schwarzenegger, Governador da Califórnia, Estados Unidos, está propondo, em sua jurisdição, um programa de ensino totalmente baseado em estudo e pesquisa em mídia digital, inclusive conteúdos on-line. Adeus livros em papel! Computador e internet, combinados com telões, substituem os livros e as lousas convencionais, talvez até os professores. Ele acredita que assim poderá garantir uma melhor formação dos alunos. Será!

Esta medida esconde outras razões. Não se trata apenas de uma medida tecnológica, educacional revolucionária. Muito provavelmente desencadeará argumentos prós e contras. Por trás da medida está a intenção de reduzir custos com a aquisição de livros didáticos todo ano, o que sobrecarrega em muito o orçamento do Estado (o déficit ultrapassa os US$ 24 bilhões), quebrar o monopólio das editoras e também, com o tempo, o corte de professores, reduzindo sua folha de pagamento.

É no mínimo uma iniciativa muito polêmica. No Brasil, acredito que isto não funcionaria. Primeiro porque o Lobby de editoras jamais permitiria, depois, os professores, temendo o desprestígio da classe fariam logo um movimento, sem perdermos de vista o fato de que não desenvolvemos ainda a cultura de leitura digital. Nem a leitura nos moldes convencionais está tendo sucesso entre os jovens! Além disso, cada aluno tem suas particularidades com relação ao aprendizado. Um tem melhor proveito com a utilização de recurso práticos, um é mais auditivo, outro mais visual, e por aí vai. Não dá para fixar o modelo digital como padrão para todos e em todos os níveis.

Acho ainda que não se pode introduzir os processos de ensino/aprendizagem com aplicação de meios digitais sem que o aluno tenha adquirido a habilidade de leitura convencional, digo, a leitura da literatura, preto no branco, em pepel. Ele pode até aprender a ler por meios digitais, mas vai ficar um vácuo em seu processo construtivo. Seria concebível um prédio sem alicerces? Como bem disse Paulo Freire “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, ...”, primeiro o aluno precisa aprender a reconhecer o mundo e, depois, a leitura dos livros, da literatura propriamente. Da mesma forma, a leitura da palavra precede a leitura digital. Esta seria um terceiro estágio no processo de aprendizagem; aprendemos a reconhecer o mundo, aprendemos a reconhecer as palavras e depois enveredamos pelos caminhos da leitura digital. Acho que não dá para inverter essa ordem, dá?

Ah, ia me esquecendo. E o prazer de folhear um livro com cheirinho de novo? É impagável! Sem contar que você tem a informação, o conhecimento e o “poder” na palma da mão.
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terça-feira, junho 23

Evolução:

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A tecnologia e o polegar


A evolução do homem como animal se dá de forma muito gradativa e de acordo suas necessidades de sobrevivência. Supondo aqui que você aceita a hipótese de que ele evoluiu dos símios, seus ancestrais hominídeos – que me perdoem os criacionistas - em algum estágio ele desceu das árvores e foi aos poucos desenvolvendo as habilidades de se deslocar, até chegar a correr como bípede.

Um dos sinais antropológicos dessa evolução pode ser observado quando comparamos a mão do homem moderno com a mão do macaco. Na mão do macaco o polegar (dedo oponível) não se contrapõe aos demais dedos. Ele não tem a pegada que o humano tem quando segura, por exemplo um bastão de beisebol. Com esse diferencial, o homem seguiu desenvolvendo inúmeras habilidades e profissões, através das quais muito contribuiu para o progresso da humanidade.

Em tempos remotos, o polegar já foi muito utilizado, até para condenar à morte aqueles que se encontravam do lado “errado” da “evolução”. Mais tarde, com o assustador desenvolvimento tecnológico que conseguiu e a consequênte automação dos processos produtivos e de comunicação o homem viu-se de repente sem aplicação para seu precioso polegar. Salvo pelas ocasiões em que precisaria pedir carona ou aprovar ou reprovar a atitude de um colega, o polegar não serviria pra mais nada, visto também que o homem já sabe “assinar” seu nome. Restava-lhe apenas a mera função de compor a empunhadura no manuseio de ferramentas manuais, função pouco nobre.


Contudo, a mesma tecnologia que o fez parecer inútil veio, com o advento da telefonia celular, dar-lhe um novo alento e uma nova e nobre aplicação. O aparelho celular virou um apêndice do homem moderno. Quando digo homem refiro-me a mulheres e homens da mesma forma, seres dependentes da tecnologia. Mulheres, talvez até mais que homens. Não saem de casa sem ele. Aliás, não vão sequer ao banheiro sem o pet. Ë como se fosse um tamagoshi que cada um tem que cuidar – lembra do bichinho virtual?

Pelas ruas é comum vermos pessoas alucinadas, olhando para cima, empunhando o indispensável aparelhinho. Giram, resmungam, olhando para as nuvens como se elas próprias estivessem rastreando satélites. Aliás, com os aparelhos mais novos, com fones de ouvido, o orgulhoso proprietário parece mais um louco falando sozinho pelas ruas.

Há quem utilize dois, até três aparelhos. Não sei como conseguem, mas o fazem. Mais do que isso acho que é loucura mesmo! É um para atender a mãe, outro para atender a namorada e o terceiro para atender o patrão. Os três interlocutores que exigem tratamento especial.


Nessa correria o polegar encontrou emprego. O usuário precisa empunhar o aparelho e digitar com a mesma mão. Não tem outro jeito, só com o polegar. Já experimentou segurar o celular e digitar com outro dedo que não seja ele, só se for com a outra mão. O polegar virou digitador. Mensagens, torpedos, discagens, fotos, tudo com muita agilidade. Além do mais, o homem passou a ser ambidestro, pelo menos no que diz respeito ao uso do celular.

Se esta tecnologia resistir por muitos anos poderemos acabar ficando com polegares superdesenvolvidos, até maiores que o indicador. Vai ficar estranho! Mas agora me ocorreu que, caso a tecnologia de comando de voz realmente funcione o polegar corre o risco de perder outra vez a função mecânica, ou atrofiar de vez. Afinal, polegar não serve para limpar o nariz, tirar cera do ouvido, nem para coçar.

Complicada essa evolução! Quem vai explicar isso, a antropologia ou a tecnologia? Ih! Dá licença que o meu ta tocando...
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quarta-feira, junho 10

Saúde:

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Gripe suína?
Você já viu algum leitãozinho gripado, espirrando ou com coriza assuando aquele narigão de tomada por ai? Não! Nem eu.

Então por que gripe suína?

Pois é, eu sei que a tal da Influenza A H1N1 – nome chique para uma gripe, parece nome de andróides da Starwars – é coisa séria! Mas daí a chamá-la de gripe suína é safadeza; sacanagem com o bichinho. É jogar o nome da família Porks Pig na lama! Tá certo que às vezes a gente compra carne de porco "resfriada", mas também, peladinho e dentro do freezer daquele jeito, não podia dar noutra coisa.
Oinc!


A verdade é que a Influenza A H1N1 é uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A H1N1 (H – hemaglutinina; N - neuraminidase). Apesar de encontrar vários hospedeiros naturais, onde o porco representa apenas um deles, este novo subtipo do vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Ou seja, não são as aves que estão causando a pandemia, nem tampouco o porquinho. Hoje em dia com as facilidades tecnológicas, as pessoas estão viajando muito mais que aves migratórias, e assim, importando vírus das mais diversas estirpes.

Apesar de os primeiros focos, da primeira onda da Influenza terem sido detectados em porcos, os maiores hospedeiros naturais da Influenza atual, A H1N1, são as aves aquáticas, que inclui patos, gansos e marrecos; pegaram o porquinho para cristo. Atiraram no pato e acertaram o leitão!
Detalhe: o vírus da Influenza é tão antigo quanto os dinossauros! Com certeza já se "hospedou" em muitos hospedeiros (Oinc!).

Os sintomas da Influenza A H1N1, segundo o Ministério da Saúde, são: febre alta repentina (superior a 38ºC) e tosse, acompanhadas ou não de dores de cabeça, musculares, nas articulações ou dificuldade respiratória. Esses sintomas surgem em até 10 dias após a pessoa sair de um país afetado ou após o contato com pessoa suspeita de estar infectada.

Portanto se você vir um leitãozinho com esses sintomas por aí avise a Vigilância Sanitária ou ao abatedouro mais próximo. Mas não suspenda o churrasco! Não há risco no consumo de produtos de origem suína, desde que devidamente preparados.

Especificamente, esta combinação genética do vírus não havia sido vista até agora em humanos ou em suínos, e a sua origem é ainda desconhecida. A análise sugere, porém, que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou que ele (o virus) não foi isolado em porcos.

Mas ninguém quer correr o risco, quer? Então vamos ficar de olho nos porquinhos, quer dizer, nos sintomas.
Sniff! Oinc! Oinc!

Não se deixe "contaminar" pela abordagem cômica, o problema é sério. Veja informações técnicas mais fundamentadas no site Ministério da
Saúde.
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quarta-feira, maio 21

Tremores de Terra no Brasil

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Há pouco mais de uma semana ocorreu um grande terremoto na China. Com milhares de mortos e feridos, muita destruição e imenso sofrimento, principalmente quando lembramos que a maioria das famílias, são compostas por filhos únicos, para controle de natalidade. o que torna o sofrimento ainda maior.

Mas eu queria mesmo era falar dos tremores de terra no nosso país , que não são poucos, pois é; são muitos, mas de magnitude muito baixa, a grande maioria não são sentidos, nosso país fica no meio de uma placa tectônica, isso nos protege dos grandes tremores.

Essa semana o solo tremeu numa cidade do interior do Ceará, hoje ocorreram dois abalos, um chegou aos 4 pontos na escala que mede a intensidade dos tremores e foi sentido aqui em Fortaleza, causando apreensão e medo.

Eu já tive a oportunidade de sentir a terra tremer, há alguns anos quando morava em Natal no Rio Grande do Norte, a terra tremeu numa cidade chamada João Câmara, foi muito assustador, mas é uma experiência surreal, você sente o chão tremer, portas batendo, copos, coisas metálicas fazem muito barulho.Tenho que confessar : foi um acontecimento, achei o máximo na época.

Vocês podem até me recriminar por estar dizendo isso, por causa da China, mas a nossa realidade era outra, hoje com as mudanças que estão ocorrendo, dá até para assustar, queria apenas dividir a minha experiência com vocês.

Bom feriado à todos .

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