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terça-feira, agosto 20

Voltando...

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Já é outro dia! Muito preguiçosamente, lagarteando, acordei. Também, depois de 12 horas de voo direto Londres-Rio, o que eu queria mesmo era dormir além da conta. Qualquer atraso, culpa-se o Jet-leg.
A temperatura não é de estranhar; tá um friozinho gostoso por aqui, favorável pra preguiçar, perder a hora na cama. Mas ao levantar e abrir as cortinas, me dou conta de que os jardins viçosos, os gramados infinitos, as macieiras carregadas e as exóticas “berries” não estavam lá fora.
Os sons também não são os mesmos. Durante os últimos três meses acostumei-me a despertar com o canto dos imensos corvos negros no alto das torres de chaminés, e dos “blackbirds” fazendo festa nos verdejantes gramados. Tudo isso também denuncia que o amanhecer é outro.
É, eu estava mesmo de volta! Agora reconheço o quarto, a mesa, meus livros: Drummond, Pessoa, Machado, minhas Bíblias, fieis conselheiros de cabeceira. Novos autores se juntarão a eles, mesmo não falando a mesma língua, mas são todos do ramo.
Pouco a pouco a preguiça foi se desenroscando de mim e logo eu estava desfazendo as malas.
Agora é sair por ai redescobrindo a paisagem e dando um alô pros amigos.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
(Canção do exílio – Gonçalves Dias)


Que saudade dessas palmeiras! Boa semana a todos!

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domingo, novembro 11

A poesia se reinventa.

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medieval poet
By: Nikada


O poeta de rua é uma das manifestações culturais mais antigas. A poesia, na oralidade, foi por muitos séculos um grande mecanismo de comunicação. O gênero lírico teve os seus rapsodos e aedos, na Grécia antiga, os bardos e trovadores, na Península Ibérica, os cordelistas e repentistas, no Brasil e outros países da America Latina, mais modernamente os Rappers, nos Estados Unidos, e muitos outras vertentes de poetas populares.

Uma nova onda dá roupagem "nova" ao poeta itinerante. Em São Paulo poetas encontram-se mensalmente para uma espécie de concurso de poesia de rua. Dispostos na estação do metrô Guilhermina de maneira informal, os poetas disputam a aprovação dos ouvintes apenas com os recursos de voz e gestos. Os poemas têm que ser de sua própria autoria e a declamação não deve ultrapassar  os três minutos.

Isto é o Slam, um termo inglês que significa “pancada”, e que começou nos Estados Unidos na década de 80 em Chicago, quando Marc Smith começou a organizar eventos de declamação abertos para todos e que priorizava as poesias dos próprios artistas.

O slam, que lembra muito o Rap e o Hip hop, busca valorizar a oralidade e originalidade dos poetas que se apresentam ao ar livre. A onda pegou e já houve até concurso internacional de slam, na França. No Brasil, sabe-se de eventos principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. É a poesia se reinventando e realizando-se plenamente na oralidade.
***

Boa semana!
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sexta-feira, agosto 24

Cidadania e violência

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Atualmente fala-se muito em cidadania, na maioria das vezes ligada a direitos e garantias individuais. O discurso é sempre bonito, fundamentado em princípios seculares. Mas e depois do discurso?

Cidadania se constrói, num primeiro momento, reconhecendo-se as diferenças, e em seguida, misturando-se essas diferenças de forma proveitosa para todos. Sem, contudo, querer fazer do conglomerado social uma massa homogênea, mas sim, um todo coeso mantendo-se a individualidade e cada um, com suas idiossincrasias, contribuindo para o bem estar geral.

Faz-se necessário, porém, em todo ajuntamento social, que se encontre uma linha de conduta comum para que a interação, em prol do bem de todos, seja possível, sem prejuízo dos direitos nem o esquecimento dos deveres e do respeito ao indivíduo.

Infelizmente, para a convivência em grupo, ainda não se pode abrir mão do estabelecimento de padrões de comportamento e de limites. As Leis existem, mas, parece que as pessoas não rezam mais por esta cartilha. Observa-se a queda da autoridade politica e religiosa há algum tempo.

Volta-se à Idade da Pedra: presa e predador; à lei do mais forte, às armas, à apropriação indevida de bens e privação da liberdade e da vida do outro por parte do predador, à violência pura. Intrigante é que desta vez predador e presa são da mesma espécie.

Civilidade, cordialidade, respeito à dignidade humana, temor à lei, dos homens e de Deus. Em que momento da História ficou tudo isso!

Será possível se falar de cidadania enquanto o individuo é desrespeitado no seu mais elementar direito: o direito a vida?
***
PS: A ilustração para esse texto o leitor pode buscar em qualquer jornal diário, nacional ou estrangeiro.
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quarta-feira, junho 20

Amor: o que é isso?

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O que a ficção diz:



“Ora, o tal bichinho chamado amor é capaz de amoldar seus escolhidos a todas as circunstâncias e de obrigá-los a fazer quanta parvoíce há neste mundo. O amor faz o velho criança, o sábio doido, o rei humilde, cativo; faz mesmo, às vezes, com que o feio pareça bonito e o grão de areia um gigante.”



(Trecho do Capítulo XXI de A moreninha; Joaquim Manuel de Macedo.)

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sábado, maio 19

Vivendo a vida

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Imagem de domínio público
  
Prosando com a vida
by Tony

O sonho é terreno da poesia;

O amor habita corações e cama;

O campo da realidade é prosa;

A vida, tragédia e drama.



Acordado sonho, faço planos,

Mas o destino comigo troça.

Hoje, gozo o que me oferta o dia,

Amanhã talvez não possa.

Bom final de semana!

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quinta-feira, abril 5

Saber envelhecer

 
Foto: Maria Teijeiro - Coleção: Digital Vision
*
Seria um pouco difícil e até presunçoso da minha parte, querer sugerir uma receita, qualquer que seja a finalidade, que se aplique igualmente a todas as pessoas. Pior ainda, em se tratando de comportamento humano. Por exemplo, “como envelhecer bem”. Mas, até que seria bom se a gente se preocupasse com a velhice antes de sua chegada.
          Cada ser humano é um universo, e como tal, é único, com seu biótipo, com suas habilidades, limitações e idiossincrasias. Não adianta a gente querer ditar padrões de comportamento.  No entanto, se você chegou, com boa saúde física e mental e com o favorecimento da genética, ao ponto de tomada de decisão, ou seja, ao momento em que começa a se preocupar com a “maturidade”, então fica um pouco mais fácil pensar em alguma receita no sentido de envelhecer bem. Sim, porque ninguém consegue se preocupar como envelhecer se não tem saúde, se não vislumbra longevidade ou não teve a sorte de poder fazer escolhas no tempo certo.
Portanto, não avalie o seu estado de envelhecimento pelas rugas, pelos cabelos brancos, se é que ainda os tem, pelo número de aniversários que já comemorou ou pelos anos de carteira assinada. Por falar nisso, aposentadoria também não é certificado de senilidade válido. Tem muita gente fazendo da aposentadoria, apenas um momento de mudanças, inclusive de patrão. Tudo bem que muitos continuam trabalhando por necessidade, mas tendo sempre a saúde em primeiro lugar, isso só lhes acrescentará autoestima.
Sentindo-se bem, continue trabalhando, menos, se puder, e continue aprendendo. Faça aquele curso de artes ou de dança que sempre quis fazer, estude outros idiomas. Henry Ford disse certa vez que “Aquele que deixa de aprender é um velho, tenha oito ou oitenta anos. Aquele que continua aprendendo mantém-se sempre jovem”. Sem abrir mão do laser, mantenha seu cérebro trabalhando como antes, e o coração também.
Procure manter atividade física regular. Faça caminhada, natação, ciclismo ou dança de salão, alguma atividade que você goste e que seja adequada ao seu estado físico. Não deixe a máquina enferrujar.
Além da saúde física e mental, busque seu próprio conhecimento e crescimento espiritual e, acima de tudo, continue amando e não exclua o sexo das suas atividades, de seus projetos; sexo é vida!
Cícero dizia que “As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes. Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos ao termino de uma existência bem vivida”. Tudo bem que de Cícero para cá muita coisa mudou. As virtudes perderam um pouco o sentido e já existem soluções para a falta de "ânimo". Mas, ele dizia também que “A juventude, que vê os prazeres de perto, os usufrui intensamente, mas a velhice que os considera de mais longe, tira deles o proveito suficiente”. E, ainda, que “Nenhum prazer é superior ao do espírito”.
Desculpem! Acho que acabei ditando uma receita, rss.
Bom final de samana!
Ps: Não espere a maturidade chegar para ser apresentado a ela. Leia “Saber Envelhecer” Cicero.



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terça-feira, janeiro 24

Ser culto hoje

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Foto: Fuse

***

Desde a virada do milênio, o homo sociabilis vem se perguntando, sem muito resultado, “o que é ser culto hoje?”
Há poucas décadas, alguém diria que ser culto é ter lido Socrates, Platão, Aristóteles, Cícero, Agostinho, grandes escritores como Homero, Dante, Vitor Hugo, Shakespeare, Machado, Alencar, Rui Barbosa; ser culto é conhecer a obra de Rousseau e Nietzsche; ser culto é ler latim e grego, além da língua materna e de uma língua moderna; ser culto é conhecer da Historia Universal todos os personagens e todos os conflitos; enfim, ser culto é ser uma enciclopédia viva.
E hoje? Seria possível estabelecer algum padrão confiável de dotes e dons intelectuais (hoje se fala muito em habilidades e competências) para se rotular alguém como “pessoa culta”? O perfil do passado, hoje, apenas com uma lupa e uma vela acesa pra São Longuinho, seria possível encontrar, mesmo na Internet.
Uma pessoa que, mesmo sendo dona de uma bagagem cultural enorme, não domine as ferramentas de Internet, não saiba utilizar os recursos de um celular, de um notebook ou de um tablet, que não leia, pelo menos, inglês e espanhol, além de sua língua materna, poderia receber esse galardão?
Alguém que você julgue inteligentíssimo, não estando antenado aos aspectos sociais, étnicos, humanos, globalizantes e inclusivos do conhecimento e livre de preconceitos e de qualquer tipo de segregação, seria um candidato ao título?
Os mais jovens poderiam dizer “pra q qmá a mufa cum tudo iço, si tá tudo lá, no Googo?” Muitos valores se perdem em contrapartida ao que nos proporciona a modernidade.




Abraço aos candidatos!
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segunda-feira, outubro 31

Halloween: os nossos fantasmas

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Foto: Artved



Há mais de 2000 anos o povo celta acreditava que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar os corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, o povo colocava em suas casas objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados e abóboras enfeitadas. Na verdade, para nós é apenas uma festa pagã que importamos dos americanos. Isto, porém, me faz lembrar de outros fantasmas...
A gente passa a vida fugindo de fantasmas, escondendo esqueletos nos armários, e tentando levar a vida numa boa. Só que, adiando a solução de problemas, evitando obstáculos, fugindo de compromissos.
Mas um belo dia quando tudo parece ir muito bem, você abre o armário e cai tudo sobre a sua cabeça. Desde a marmota mais antiga até aquelazinha que você escondeu ontem.
É certo que existem problemas insolúveis, fantasmas dos grandes, estes a gente tem que aprender a conviver com eles. Mas, quanto aos outros, não adianta esconder, deixar para amanhã ou fingir-se de morto. Mais cedo ou mais tarde você vai ter que encará-los. Então os fantasmas serão mais feios. Pois bem! Não deixa para amanhã; prepare as suas abóboras, espante seus fantasmas hoje mesmo!



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domingo, outubro 2

"Mea culpa"

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Foto by Nikolai Larin


Comecei a escrever no Voz meio de improviso, sem muito jeito, talvez até por um pouco de zelo, para não contrariar a amiga Lu. Mas com o tempo passei a gostar. E continuo gostando! Com o tempo postar no Voz Ativa tornou-se uma atividade prazerosa. Aqui fiz amigos (leitores), descobri alguns mistérios da blogosfera, fiquei.

Mas antes de ser um Blog nós somos seres humanos (não-virtuais), e como tal, nossas necessidades não se resolvem com tecladas rápidas nem com um simples click de mouse.

Vivo um momento rico (não encontrei palavra melhor) que exige todas as 24 horas da minha vida e demanda as minhas energias. E creio que a Lu também vive um momento profissional que lhe impede de dar mais atenção à sua "criança".

Nãããooo! Não é uma carta de despedidas! Mas apenas um pedido de desculpas, e para deixar claro que a blogagem continua, pois sei que aqueles que passaram a nos seguir sabem que ando um pouco ausente.

Dou a mão à palmatória (virtual), mas sejam piedosos, não pequei por querer!

Agradeço a todos aqueles que continuam fiéis apesar da nossa ausência temporária.
Afinal ...a gente se torna responsável pelos leitores que cativa.

Um abraço a todos e boa semana!
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domingo, junho 5

Homens de fases

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Foto nossa

Como quase tudo na natureza, nós somos também um pouco cíclicos, tanto biologicamente quanto no que se refere ao comportamento. Já me ocupei de várias atividades nesta vida, nada de que me envergonhe, mas confesso às vezes fico um pouco desapontado comigo mesmo quando alguém me cobra algo interessante que eu costumava fazer, e que por algum motivo já não pratico. Não que eu tenha esquecido como se faz, mas, porque, como dizem por aí, a onda agora é outra.


Não faz muito tempo, nas minhas andanças, encontrei um amigo de infância há muito fora da minha agenda. Na rápida conversa que tivemos, ele me fez lembrar quando éramos adolescentes e, segundo ele, eu fazia lindas esculturas de areia nas praias de Fortaleza. Fiquei muito contente que o amigo tivesse resgatado esta parte já soterrada de mim, pois as tais esculturas há muito haviam desmoronado na minha memória.


Numa outra ocasião, mais recentemente, uma amiga chegou pra mim, cheia de expectativas, com um bloco de papel e lápis nas mãos. Ela me pediu que lhe fizesse um desenho bem bonito, como antigamente. Aquilo me pegou de surpresa, pois não tinha a menor motivação para desenhar naquela ocasião. Pedi então um tempo à moça. O fato é que, mesmo transcorrido o tempo solicitado, não consegui desenhar nada que prestasse. Fiquei muito desapontado. E ela também, claro!


Você muda tanto de fases assim? Sou desse jeito, meio inquieto. Mas, ainda espero, muito em breve, poder voltar a transitar por estes campos férteis. Refazer ciclos da minha vida cheios de atividades prazerosas como desenhar, pintar, esculpir. Hoje, tento, meio desajeitado, dar cor às palavras, esculpir sonhos.


Boa semana!

Licença Creative Commons
A obra Homens de fases de Tony foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.
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sábado, março 5

Versos ridículos, cartas de amor

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"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas." (Fernando Pessoa - Cartas de amor).


Muito revelador. Mas isto me intriga!

Seriam também todos os poemas de amor, ridículos!? Ou talvez, duplamente ridículos!


Visto que são uma forma de carta de amor, lançados ao vento e sem destinatário declarado, não estariam fadados ao ridículo do desprezo?


O autor, usando da "disfarçatez" do poeta, escreve sua missiva lírica a um não sei quem, que vive não sei onde, mas que não sei como acaba lendo-a. Guarda com o remetente alguma cumplicidade. Identifica-se com as palavras.


São vidas ao relento,

palavras ao vento,

versos de amor.

Ridículo!?

Chove lá fora,

o frio não demora,

meu coração dita:

simplesmente escrevo-os.
***
Bom final de semana, sejam ridículos, amem!
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domingo, fevereiro 27

Rápida reflexão sobre a loucura

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O limite entre a sanidade mental e a loucura é uma linha muito frágil. Talvez nem seja exatamente uma linha cheia, mas apenas uma linha pontilhada ou, quem sabe, uma linha fantasma. Creio que estou ficando louco, ou serão os outros que estão todos loucos?

As portas da loucura estão sempre escancaradas e com o vento soprando em diração a elas. Não posso cruzar a linha: paro, olho, escuto... Não ouço nada! Prossigo.


O pior de ser classificado como louco é que a tal linha divisória não existe na sua cabeça, mas na dos outros, os ditos normais. São os outros que vão dizer se você é louco ou normal. Mas com que parâmetros o fazem se a própria razão desconhece as razões da loucura (e vice-versa)?
Acho que estou ficando louco! Mas como se nem sei de que lado estou. Será!

...


Carnaval é tempo de 'loucuras" e de transpor limites.



Boa semana a todos!
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terça-feira, fevereiro 22

Um dia de 25 horas: doce utopia!

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Todo fim de verão é a mesma coisa. Nas regiões onde se implantou o horário brasileiro de verão, as pessoas se amontoam em lugares públicos, cada um a sua maneira, buscando aproveitar aquela horinha a mais proporcionada pela transição do HBV. Uma hora a mais para divertir-se, comer, beber, namorar e papear. Não sei se ocorre o mesmo na regiões mais centrais do país, porém no litoral, cariocas e niteroienses principalmente, acorrem para a orla em busca de acomodações em bares, quiosques, nas calçadas ou mesmo na areia da praia para ali assentarem a sua tribo e curtirem a brisa de uma noite de verão até mais tarde.

Na verdade todos sabem que é puramente uma manobra de relógios, é utópico, mas aqui tudo vira uma festa. Só falta acabar em samba! O litoral fervilha de vida: jovens, crianças, idosos, animais e a natureza à disposição por “mais uma hora”. Os comerciantes não tem do que reclamar, nem eu.

No último dia do horário de verão (19/02), sábado, aproveitei minha horinha também que não sou de ferro. Caminhei pelo calçadão de Charitas - Niterói, tomando uma água de coco, mastigando pensamentos, digerindo problemas. Um conhecido aqui, outro ali, troco algumas palavras, e volto-me aos meus botões.

Meia noite volta a ser 23 horas. Prossigo com o passeio e encerro a noite desejando mais horas extras, para ver o vento varrer a areia, varrer as folhas, varrer as horas, varrer a vida. E isto me lembra Manuel Bandeira.

“Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

Manuel Bandeira. (Lira dos Cinquent’anos)

Cada um aproveita como pode.

Boa semana a todos!
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terça-feira, novembro 9

A primeira vista

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Adriano estava de mau humor; seu carro estava na oficina o que significava que ia de coletivo para o trabalho. Quando entrou no ônibus lotado;de cara viu uma garota e seu mau humor desapareceu na hora, não conseguia tirar os olhos dela, que nem o percebeu entretida que estava a conversar com uma amiga, a observou por todo o trajeto. Nos dias que seu carro ficou na oficina ele a viu, a observou sem que a mesma se desse conta.

O carro ficou pronto, passaram semanas e um belo dia ela estava com um amigo em comum e foram apresentados, ele não teve dúvida, aquela era a garota da sua vida. Para seu deleite a garota gostou dele , namoraram e casaram.
Infelizmente para Adriano ele não sabia amar, precisava o tempo todo que a sua parceira demonstrasse efusivamente o seu amor, ela o fazia na intimidade, na frente das pessoas era tranquila, nunca demonstrava insegurança, ciúmes, dizia que não era dona dele e que o mesmo tinha o direito de fazer o que quisesse, só não suportava ser negligenciada, esquecida.

Adriano fazia o oposto, tinha ciúmes até da sombra, controlava, seus passos, seus gastos, amigos e se pudesse até os seus pensamentos e a medida que o tempo passava sua esposa foi ficando mais retraída, triste. Ele então começou a achar que ela tinha um amante, só podia ser esse o caso, só isso explicaria.

Adriano na sua loucura e já totalmente dominado pelo ciúme, resolveu que a melhor maneira era fazer ciúmes para a sua amada, e não aguentou a sua reação. Ao invés de dar um escândalo, ela disse que ele estava destruindo o amor que ela tinha por ele. Mas ele estava com raiva e a magoou, negligenciou, foi aí que ela o deixou.

O mundo de Adriano caiu, viu que não existia amante, o que existia era a sua imensa insegurança, o medo de perder a amada foi a sua ruína, ele a perdera e teria que conviver com isso.

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quarta-feira, outubro 6

Viver: na dor e no prazer

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Alguns filósofos diziam que o ser humano transita sob a ditadura de dois senhores soberanos: a dor e o prazer. Tudo que fazemos durante toda a nossa vida está diretamente ligado a eles. Estes dois “senhores” governam-nos em tudo o que fazemos, em tudo o que dizemos, em tudo o que pensamos, sendo que qualquer tentativa que façamos para fugir desse domínio só vem a demonstrar e confirmar mais ainda essa escravidão. Através de suas palavras, o homem pode tentar abjurar tal domínio, porém permanecerá sujeito a ele em todos os momentos da sua vida.

É uma dura realidade. Mas é isso. A nossa fala é diretamente influenciável pelo estado de satisfação, de humor do momento, causado pela proximidade com o prazer ou a dor, quer seja física ou espiritual. O nosso comportamento é movido, para um lado, pelos prazeres de comer, beber, dormir, fazer sexo, pelo prazer de estar com alguém ou em algum lugar; para outro lado, ou pela dor de não ter nada disso ou pelo sofrimento da dor física mesmo. Portanto, em determinado momento da vida poderemos estar mais perto de um ou de outro destes senhores (dor e prazer). Aproveite os momentos de alegria, por enquanto, alegre-se com o pouco; o muito pode demorar.

Boa semana a todos!



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sábado, setembro 18

O seu retrato mudou?

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Espelho meu... Mais cedo ou mais tarde a gente se descobre diferente .

O tempo vai introduzindo mudanças no projeto original de forma tão sutil e em doses homeopáticas que o estrago torna-se imperceptível de imediato e a olho nu. Nós nos fitamos no espelho dariamente e, com relação à pessoa que fomos ontem ou ha dois dias, não percebemos diferenças relevantes, nao é mesmo? Talvez um fio de cabelo branco a mais, ou a menos, um vinco no canto do olho, a pele um pouco ressecada, mas no todo é você mesmo que está ali.

Mas, um belo dia, alguns anos mais tarde, agora com um olhar mais crítico, mais maduro, mais detalhista e menos otimista, você se reconhece diferente, ou melhor você não se reconhece. Não é mais aquele gato ou aquela gata. É como se visse um estranho no espelho.

É o que explora com maestria e precisão cirúrgiga, no poema "Retrato", Cecília Meireles. Nesta pequena obra-prima "Retrato" a escritora carioca, uma das mais belas representantes da literatura contemporanea, faz uma leitura não apenas física mas também emocional deste momento.



Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
-em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles/Flor de poemas
Ed Nova Fronteira, 1972)


Mantenham-se longe de espelhos e tenham um bom final de semana.



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sábado, agosto 21

Verdadeiro amor

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 Fala-se muito em amor,  uma palavra  tão pequena , tão cheia de significado e que varia de pessoa para pessoa.
Acredito que amar é acima de tudo cuidar,  zelar pela felicidade do alvo do seu amor,  e não ser dono dele,  a  maioria das pessoas não conhecem o amor, confundem paixão e amar é muito mais que isso.
Amar é se interessar pelo que  a pessoa pensa, faz, seus anseios , seus sonhos, suas tristezas, suas dificuldades,  compartilhar tudo isso e acima de tudo respeitar o alvo do seu amor , dando-lhe espaço para que seja ele mesmo .
O amor é complexo e como tudo na vida precisa de dedicação.
Se você tem o seu amor ao alcance da sua mão, não permita que o ciúme, vaidade, dinheiro... estrague isso. Cuide dele como cuida de um plantinha , que ele vai crescer e
ficar forte  como uma árvore frondosa.
Mas não esqueça, o cuidado tem que ser diário.


Desejo a todos um fim de semana acompanhados das pessoas que amam.

Verdadeiro amor
Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens
que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo
e que é preferível acabar com a relação,
quando este se apaga, em vez de se submeter
a triste monotonia de um matrimônio.
O mestre disse que respeitava a sua opinião
mas lhe contou a seguinte história:
 
Meus pais viveram 55 anos casados.
Numa manhã minha mãe descia as escadas 
para preparar o café e sofreu um enfarto. 
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde 
e quase se arrastando a levou até a caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou,
infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório meu pai não falou nada. 
Ficava o tempo todo olhando para o nada. 
Quase não chorou. 
Eu e meus irmãos tentamos, em vão confortá-lo. 
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo,
passou a mão pelo caixão e falou com sentida emoção:
" - Meus filhos, foram 55 bons anos ... 
ninguém pode falar do amor verdadeiro  se não tem idéia 
do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo. "
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
" - Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. 
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando
vendemos a casa,  mudamos de cidade. 
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem 
a faculdade, choramos um ao lado do outro, 
quando entes queridos partiam ... 
Filhos, agora ela se foi e estou contente.
E vocês sabem por que? 
Por que ela se foi antes de mim e não teve que sentir 
a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só, 
depois da minha partida. 
Sou eu quem vai passar por essa situação, 
e agradeço a Deus por isso.
Eu a amo tanto que não gostaria que ela sofresse assim ... "
E por fim, o professor concluiu:
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor ... 
Está muito além do romantismo e não tem muito a ver com o erotismo,
mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam 
duas pessoas realmente comprometidas. 
Por isso digo que o verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, 
no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, 
nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
(desconheço a autoria do texto)
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segunda-feira, agosto 16

Adultério?

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Foto: Redebrasildenotícias


Adultério é assunto para ser tratado em família, em sigilo, por aqueles diretamente envolvidos, de preferência de forma pacífica e civilizada. Tudo bem que é preciso respeitar as diferenças culturais, mas como é possível falar de paz mundial, de interesses comuns, de fórum mundial disso e daquilo se ainda não conseguimos consenso mundial nas relações mais básicas de uma sociedade, como as relações familiares, por exemplo!?


Estou me referindo ao caso da viúva Sakineh Mohammadi Ashtiani, 44 anos, do Irã, que teve repercussão internacional. Punir um suposto adultério com pena de morte por apedrejamento em praça pública, isso é o fim do mundo! Ou melhor, isso é regredir ao começo de tudo. É ignorar a trajetória difícil que foi a luta pelos direitos humanos e pela emancipação da mulher. Não quero com isso defender a legalidade do adultério, quer seja para homens ou mulheres, mas que o tratamento do caso não é por aí. Adultério é caso de família, que a família resolva. Ao Estado, na minha leiga opinião, caberia apenas interferir quanto aos direitos e deveres decorrentes da separação.


Sakineh foi Julgada em 15 de maio de 2006 por uma Corte local, foi considerada culpada de adultério e sentenciada a 99 chibatadas. Em 2006, o caso voltou a ser apreciado por outro tribunal, O júri condenou-a ao apedrejamento, pelo mesmo crime de adultério que, segundo o Judiciário, teria sido cometido quando ela ainda era casada. A Suprema Corte do Irã confirmou a sentença em 27 de maio de 2007.


Como podemos conviver harmoniosamente com "civilizações" que ainda extirpam o sexo das mulheres - como em comunidades islâmicas do norte da África, que não permitem que viúvas continuem tendo sua vida amorosa e sexual - como neste caso, que não permitem que as mulheres mostrem o rosto - como nas comunidades islâmicas? Como é possível, em pleno terceiro milênio ainda convivermos com comportamentos extremistas deste tipo? É possível tratarmos de cooperação política ou econômica e ignorarmos esses detalhes desumanos? É possível falar de direitos humanos, de não-violência ou de preconceitos diante de situações como esta? Em que mundo eles vivem?



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sexta-feira, julho 24

Falta de Educação

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Sempre gostei de observar o comportamento das pessoas ao meu redor.

A cada dia que passa fico mais decepcionada com a falta de educação das pessoas, em especial dos jovens infelizmente, a impressão que tenho é que não tem quem os ensine a ter boas maneiras, as pessoas parecem que perderam a vergonha, lembro que quando era criança minha mãe me ensinou que a discrição é fundamental para não passar vergonha em público.

Hoje os jovens andam em bandos fazendo baderna, gritando , desrespeitando filas, passando por cima de tudo e de todos e se achando o máximo.

Com o advento do celular então.... não se tem mais sossego em lugar nenhum... sempre tem alguém contando da sua vida íntima para que todos ouçam, num despudor, que confesso me deixa envergonhada. E olha que não sou do tipo que se envergonha com pouco.

Dia desses, tive o desprazer de ouvir um camarada contando, num lugar público, em alto e bom tom, intimidades sexuais sua e de seu parceiro, e não venham me dizer que sou preconceituosa, porque não é o caso, mas é de uma falta de vergonha e compostura...

E no cinema... cada dia que passa fica mais difícil assistir um filme em paz, as pessoas vão ao cinema fazer uma farra gastronômica e não assistir ao filme, sem contar que muitos não desligam o celular e outros ainda querem usar o cinema como motel, como já tive o desprazer de presenciar.

Ai tem as filas de onibus, em que as pessoas parecem hordas de vândalos, num salve-se quem puder deprimente.

As pessoas que dos seus carros ficam jogando lixo nas ruas , e às vezes acaba pegando em algum passante, como foi o caso da casquinha de sorvete que jogaram ontem de um carro e bateu na pessoa que estava do meu lado, esperando o semáforo fechar para atravessar a rua , e que ao ver a sua farda suja começou a chorar, enquanto a pessoa que jogou seguiu o seu caminho e tem uma grande chance de sequer ter se dado conta do que fez. Foi por causa dessa cena que resolvi escrever esse texto.

Não sei como pensa a maioria, talvez eu seja exigente demais, mas esse tipo de comportamento me deixa deprimida , pois gostaria que o meu país além de ser conhecido por suas belezas, pelo seu povo simpático, também fosse conhecido pela educação do seu povo.

Desejo a todos um bom fim de semana.

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quarta-feira, junho 17

Culto à violencia

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Dias atrás uma notícia ocupou as manchetes de todos os noticiários.

Um cidadão ensinando o filho e uma sobrinha (se não estou enganada), a roubar, segundo o que ouvi , pois não assisti a nenhuma das mil vezes que o vídeo foi mostrado, ele ensinava a roubar com uma arma e uma boneca, e o detalhe mais importante: os alunos são duas crianças.

A cena é chocante eu concordo, mas o que não entendo é o destaque dado ao caso, o tal sujeito ficou famoso... tem muita gente por ai que rala, namora famoso, mostra calcinha e não consegue tanto espaço na mídia como essa pessoa conseguiu.

Eu não me surpreenderia se ele tivesse feito o tal vídeo com o intuito de aparecer mesmo.

Aqui nas emissoras de tv locais tem uns programas que fazem o maior sucesso : Barra Pesada, só para citar um , e o título já diz tudo, o sangue só falta escorrer pela tela... quanto mais cenas chamadas "fortes", leia-se sangue, cadáveres, vitimas de bala perdida, desgraça , com toda uma carga de dramaticidade, num verdadeiro circo de horrores, mais ibope tem o programa. Detalhe importante , são exibidos na hora do almoço.

E não vou longe não, a minha mãe uma senhora de 75 anos, só deixou de assistir , porque nós os filhos , ficamos dizendo que ela ia morrer do coração, medimos a pressão dela antes e depois do programa e ao constatar que a pressão ficava alterada não teve mais argumentos, pois a mesma dizia que assistia para ficar sabendo o que a bandidagem anda fazendo... e não dando ibope para malandro. Não me surpreenderia se soubesse que ela assiste escondido.

Por que estou falando isso?

Sei que a violência existe, já fui vítima dela , mais de uma vez, mas não sou a favor de dar ibope para bandido, principalmente aula de bandidagem em horário nobre... tanta coisa interessante para se ver... só que boas ações não dão ibope.

E você é do tipo que adora ver uma desgraça, o sangue jorrar?

Ou como eu passa batido para esse tipo de jornalismo?


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