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domingo, junho 2

Encontro

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Encontrar comigo
 
Às vezes, me dá uma gana
De experimentar a diegese de meus
Próprios poemas!
Anseio dar  de cara comigo mesmo
Questionar minhas idiossincrasias,
Viver, ou reviver, aquela narrativa
Que acabo de redigir
Que sei ser ficcional
Mas que é a minha “realidade”,
Embora um tanto diegética,
É lá onde nos encontramos,
Múltiplos e únicos,
Afinal.
  (Tony)

 


PS: Poema não se explica, mas vou explicar o que é diegese. A diegese é a realidade própria da narrativa. O tempo e o espaço diegético são o tempo e o espaço que existem dentro da trama, com suas particularidades determinadas pelo autor.
 
Encontrem-se, e tenham uma boa semana!
 
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domingo, maio 26

A voz do Amor

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Romantic girl by Paolo Neo
-&-
Outro dia eu vi uma lágrima em seus olhos se formando, em seguida vi seu rosto se tensionando. Aquela lágrima, que traduziria igualmente a dor, a alegria e o amor, por pouco não rolou. Neste mesmo dia eu ouvi Bilac sussurrando ao meu ouvido:


A voz do amor

Nessa pupila rútila e molhada,
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.

E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...

É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;

E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores...

 Fonte: BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo : Martin Claret, 2002.

 
“Inexplicavelmente”, de vez em quando, entre um verso e outro, um soneto me cai nas mãos. Este me deixou especialmente encantado. Um lindo soneto, de ninguém menos que o “cravejador de versos”, o “ourives da palavra”, parnasiano irrepreensível, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, Olavo Bilac.
***
O Modernismo libertou a poesia da armadura dos clássicos, felizmente, nossos modernismos estão permeados de classicismos. Ainda bem!
 
Tenham boa semana!


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sábado, maio 18

No prelo

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Primícias:

Substantivo feminino plural, primeiros frutos da terra, figurativamente, as primeiras produções de um trabalho de qualquer gênero. É o que se poderá encontrar numa rápida consulta aos nossos dicionários.

Abstraindo-se um pouco mais, as Primícias podem ser os primeiros sentimentos, felicidades, como as primícias da adolescência.  Podem ser ainda o prelúdio de qualquer atividade em processo, como as primícias de um poeta.

Foi justamente sob a égide de tais conceitos, que este trabalho foi compilado: aqui estão, portanto, as primeiras impressões de um poeta, os primeiros frutos de uma colheita que poderá se revelar especialmente produtiva.

Breve! Um pouco da poesia de Tony reunida neste exemplar. E você ainda ficará sabendo quem é Tony. Aguarde!


Bom final de semana!

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sábado, maio 4

50 tons... de poesia!

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Durante os primeiros dias do ano, enquanto duram as férias, o carnaval e a alienação generalizada, muita coisa nos passa despercebida. Confesso que essa me passou. Mas nunca é tarde para se comentar acontecimentos positivos.

A antologia "Toda Poesia" de Paulo Leminsk, que reúne mais de 600 poemas do poeta curitibano, em março de 2013 superou a trilogia "Cinquenta tons..."! Não acredita? Pois foi!

"Toda Poesia", lançado em fevereiro pela Companhia das Letras, logo após chegar à loja estreou na lista de livros mais vendidos da Livraria Cultura. Ocupou a quarta posição no ranking referente à semana de 25 de fevereiro e 3 de março, logo atrás de "O Lado Bom da Vida", de Matthew Quick, "Cinquenta Tons de Cinza" e "Cinquenta Tons de Liberdade" .

Na semana de 4 a 10 de março, Leminski passou para o primeiro lugar, deixando a trilogia de E.L. James encoberta por uma poeira de mais de cinquenta tons de poesia.
 
Dá-le poesia! Dá-le Leminski!

Foto: g1.globo.com



Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê? (P. Leminski)

Boas leituras, bom final de semana!

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quarta-feira, maio 1

Uma vez Trabalhador,...

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Colhedores de café - Candido Portinari

Nossa homenagem a todos aqueles que trabalham hoje para que nós, os outros, possamos curtir o feriado do Dia do Trabalhador. Desejamos a todos um dia compensador e um ótimo salário!!!!!!!

Abraço a todos os trabalhadores desse Brasil do café, do algodão, da cana de açúcar, do petróleo, do pré-sal...
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segunda-feira, abril 22

“Tu és responsável pela tua rosa…"

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O mês de abril é um mês de muitas datas comemorativas: Dia do Jornalismo, Páscoa, Dia Nacional do Livro Infantil, Dia do índio, Tiradentes, Dia do Planeta Terra, Descobrimento do Brasil, Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, dentre varias outras. Por falar nisso, lembramos também o aniversário do nosso blog. O Voz ativa está completando cinco aninhos. Já anda com as próprias pernas!
O primeiro post do Voz que realmente funcionou, os anteriores foram apenas ensaios, foi publicado em 24 de abril de 2008, pela idealizadora do blog LúGirão, “Dengue: um sofrimento a mais”, aliás, um post que poderia perfeitamente ser republicado, pois o mosquito está de volta, ou nunca saiu do lugar,rss.

 
 
O Voz ativa já não tem o mesmo vigor, já não conta com o mesmo apoio de antes e suas postagens são menos frequentes, mas a sua voz continua ativa. A verdade é que os blogs em geral já não têm mais o mesmo vigor! No momento, observa-se um fenômeno ingrato no mundo virtual. A onda agora é, já há algum tempo, as redes sociais: Facebook – MySpace – Twitter – Flixster – Linkedin. Com isto os blogs perderam muito, tanto no interesse dos leitores, quanto dos próprios blogueiros. As redes são mais dinâmicas, mais interativas, mais ‘in’. Assim muitos blogs pararam de postar e se renderam aos encantos, ou melhor, caíram nas redes.
 
Para nós, Blogar continua sendo uma experiência gratificante e produtiva. Nos rendeu um valioso aprendizado, contatos, muitos leitores e um punhado de amigos virtuais. Portanto, ainda deve continuar ativo por conta destes fiéis visitantes leitores e amigos.
Há uma passagem de o Pequeno Príncipe, num dialogo entre o Príncipe e a raposa, de Antoine de Saint-Exupéry, que nos ajuda a justificar esta persistência. Diz o seguinte:
 
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", do francês “Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé”. Saint-Exupéry.

Ilustração by Eileen
 
As visitas e os comentários generosos nos garantem o desejo e o prazer de continuar e nos valem de recompensa.
Ainda do Le Petit Prince, temos:
 
“Tu és responsável pela tua rosa…
– Eu sou responsável pela minha rosa… " ( A. S. Exupéry)
A todos os nossos agradecimentos!
 
E parabéns Voz ativa!



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